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Racismo

Um trabalho do Marco e do Alberto:

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Texto 025 – Preconceito e Discriminação

Embora o conceito de raça seja moderno, o preconceito e a discriminação são uma constante da história universal e é necessário, antes do mais, fazer a distinção entre as duas ideias. O PRECONCEITO refere-se a opiniões ou atitudes partilhadas por membros de um grupo acerca de outro. As ideias preconceituosas são, muitas vezes, baseadas mais em rumores do que em provas claras; opiniões que resistem à mudança mesmo face a novas informa­ções. As pessoas podem ter preconceitos favoráveis relativos aos grupos com os quais se identificam e preconceitos negativos face a outros. Alguém que tem preconceitos contra determinado grupo recusará atender imparcialmente os seus membros.

A DISCRIMINAçÃo diz respeito ao comportamento tido em relação a outro grupo. Pode detectar-se em acções que negam aos membros de um grupo oportunidades que são dadas a outros, como, por exemplo, quando a um negro é recusado um emprego disponível para um branco. Embora o preconceito esteja frequentemente na base da discriminação, os dois podem existir separadamente. As pessoas podem ter ideias preconceituosas e não agir em conformi­dade. Também é igualmente importante ter em conta que a discriminação não deriva necessá­ria e directamente do preconceito. Por exemplo, uma pessoa branca que queira comprar uma casa pode inibir-se de adquirir a propriedade em bairros predominantemente negros, não por causa de atitudes hostis que possa sentir em relação às pessoas que vivem nesses bairros, mas em função da sua preocupação com a desvalorização da propriedade nessas áreas. Neste caso, as atitudes de preconceito influenciam a discriminação, mas de uma forma indirecta.

Texto 015 – Preconceito e Discriminação

Embora o conceito de raça seja moderno, o preconceito e a discriminação são uma constante da história universal e é necessário, antes do mais, fazer a distinção entre as duas ideias. O PRECONCEITO refere-se a opiniões ou atitudes partilhadas por membros de um grupo acerca de outro. As ideias preconceituosas são, muitas vezes, baseadas mais em rumores do que em provas claras; opiniões que resistem à mudança mesmo face a novas informa­ções. As pessoas podem ter preconceitos favoráveis relativos aos grupos com os quais se identificam e preconceitos negativos face a outros. Alguém que tem preconceitos contra determinado grupo recusará atender imparcialmente os seus membros.

A DISCRIMINAçÃo diz respeito ao comportamento tido em relação a outro grupo. Pode detectar-se em acções que negam aos membros de um grupo oportunidades que são dadas a outros, como, por exemplo, quando a um negro é recusado um emprego disponível para um branco. Embora o preconceito esteja frequentemente na base da discriminação, os dois podem existir separadamente. As pessoas podem ter ideias preconceituosas e não agir em conformi­dade. Também é igualmente importante ter em conta que a discriminação não deriva necessá­ria e directamente do preconceito. Por exemplo, uma pessoa branca que queira comprar uma casa pode inibir-se de adquirir a propriedade em bairros predominantemente negros, não por causa de atitudes hostis que possa sentir em relação às pessoas que vivem nesses bairros, mas em função da sua preocupação com a desvalorização da propriedade nessas áreas. Neste caso, as atitudes de preconceito influenciam a discriminação, mas de uma forma indirecta.

 

Anthony Giddens, Sociologia, Fundação Calouste Gulbenkian

Texto 014 – Raça e biologia

Na actualidade muita gente acredita erradamente que os seres humanos podem com facilidade separados em raças biologicamente diferentes. O que não é surpreender dado muitos teóricos terem feito numerosas tentativas para classificar a população mundial por raças. Alguns autores distinguiram quatro ou cinco raças principais, enquanto outros reconheceram nada menos que três dúzias. Contudo, foram encontradas demasiadas excepções nestas classificações para que fossem consideradas válidas.

Pressupõe-se, por exemplo, que o «negróide», uma tipologia usada com muita frequência, seja composto por pessoas com pele escura e cabelo encarapinhado, para além outras características fisicas. Contudo, os primeiros habitantes da Austrália, os aborígenes, têm pele escura, mas cabelo ondulado e, por vezes, loiro. Pode encontrar-se uma série exemplos que desafiam qualquer classificação simples. Não há, para sermos rigorosos, raças, mas apenas uma gama de variações fisicas de seres humanos. As diferenças de tipo físico dos grupos de seres humanos resultam da procriação da população, a qual varia de acordo c o grau de contacto entre diferentes grupos sociais e culturais. Os grupos populacionais humanos não são distintos, formam um continuum. A diversidade genética dentro de uma mesma população que partilhe óbvios traços fisicos é tão grande como a diversidade entre populações. Estes factos levam muitos biólogos, antropólogos e sociólogos a concluir que o conceito de raça devia ser completamente posto de lado.

 

Anthony Giddens, “Sociologia”, FUndação Calouste Gulbenkian

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