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A evolução humana

O youtube contém vários vídeos sobre a evolução humana. Para os consultar, o mais prático é visualizar o meu canal no Youtube e seleccionar a pasta “Psicologia”. Lá se encontra uma selecção dos melhores vídeos sobre o assunto.
Para saber mais, clique em em “Read More and Comment”: Continue reading “A evolução humana”

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A mulher que não consegue esquecer

Entrevistada pela ABC News, Jill Price, 43 anos, responde sem pestanejar a uma série de perguntas que põem à prova a sua memória fora de série: Quando é que a CBS exibiu o episódio de Dallas “Quem matou JR”?. Jill não só dá a resposta correta como consegue lembrar-se do tempo que fazia nesse dia. E se lhe perguntassem, provavelmente saberia dizer o que tinha vestido e comido. Até ao ano passado, ninguém ouvira falar de Jill Price. A família e os amigos sabiam da sua memória notável, mas o seu caso não era conhecido da comunidade científica.

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Clube dos poetas mortos

de Peter Weir, 1989, 128 minutos

Neste filme, John Keating (Robin Williams) é um professor na Academia Welton, em Inglaterra, famosa pelo rigor e tradição do seu sistema de ensino. Pouco convencional, pede aos alunos para, através da poesia, começarem a pensar pelas suas cabeças, desenvolverem um espírito crítico e a viver intensamente os seus projectos de vida.

Recomendado para Psicologia e Sociologia, Módulo S3

Texto 021 – Definição de “conformismo”

Adesão, consciente ou não, aos valores, normas e comportamentos predominantes no grupo de pertença ou de referência. O conformismo opõe-se ao desvio, ainda que o hiperconformismo possa ser considerado como uma forma de desvio: o recém-chegado com excesso de zelo será geralmente objecto de sanções. O conformismo é um tema recorrente ou implícito de toda a sociologia. A psicossociologia experimental estudou em laboratório, de maneira elementar mas precisa, a tendência para o conformismo. As experiências de S. Ach sobre a percepção puseram em evidência a pressão para a uniformidade de juízo que uma maioria unânime exerce sobre um sujeito ingénuo. As muito espectaculares experiências de S. Milgram (1974) revelaram a importância da submissão a uma maioria, sobretudo quando ela parece caucionada por uma autoridade científica. Mas pode também haver influência recíproca, como mostrou a experiência clássica de M. Sherif sobre a formação das normas. A normalização das respostas, face a um estímulo ambíguo, traduz uma tendência para o ajustamento mútuo na interacção entre os sujeitos, que pode compreender-se como uma estratégia de evitamento do conflito.

Raymond Boudon, “Dicionário de Sociologia”

Texto 020 – A rotulação

Os proponentes da teoria da rotulação recorrem muitas vezes aos resultados de um estudo de David Rosenhan, em apoio da sua posição. Rosenhan e sete outras pessoas normais conse¬guiram ser admitidos como pacientes em diferentes hospitais dos Estados Unidos. Cada pseudopaciente chega ao hospital com a mesma queixa, ouvia vozes que diziam “vazio”, “côncavo” ou “estrondo”. Utilizavam pseudónimos e, às vezes, mentiam relativamente às suas profissões, mas em todos os restantes aspectos referiam as suas histórias de vida e as circunstâncias reais. Todos eles, excepto um. foram admitidos nos hospi¬tais psiquiátricos com o diagnóstico de esquizofrenia. Uma vez admi¬tidos. o comportamento dos pseudopacientes era completamente normal. Diziam que já não ouviam vozes e que se sentiam muito bem.
Em nenhum dos casos o pessoal do hospital detectou o logro. O facto de os pseudopacientes se comportarem de forma perfeitamente normal em nada ajudou, pois tudo o que faziam era interpretado em consonância com o diagnóstico original Por exemplo, todos os pseu¬dopacientes tiravam muitos apontamentos. Inicialmente, faziam-no de forma sub-reptícia mas cedo verificaram que não era necessário ser-se circunspecto. Tirar apontamentos era visto apenas como mais uma mani¬festação da perturbação. Num relatório típico da enfermeira podia ler¬-se. «O paciente entrega-se a comportamentos de escrita”. Nunca ninguém indagou o que escreviam e porquê; presumivelmente era entendido como um aspecto de ser esquizofrénico.
Uma vez rotulados. os pacientes foram alvo do mesmo tipo de negligência de que todos os outros pacientes eram. Sentiam-se desper¬sonalizados e impotentes. Davam-lhes muitos comprimidos (que deitavam pela sanita abaixo) mas tinham muito pouco acesso aos técnicos. A média diária de contacto com psiquiatras, psicólogos, estagiários e médicos era, por junto, de 6,8 minutos.
Antes do início do estudo, todos os pseudopacientes haviam concor¬dado tentar obter alta sem recorrer a auxílio exterior, convencendo os responsáveis hospitalares de que já estavam bons mas sem admitirem o logro inicial. Descobriram que era mais fácil entrar do que sair. Em média, foram necessários dezanove dias e, num dos casos, cinquenta e dois. Quando finalmente tiveram alta, foi com o diagnóstico de esqui¬zofrenia em remissão”. O que significa que não existem sintomas, pelo menos de momento. A validade do diagnóstico original nunca foi posta em causa.
Os resultados de Rosenhan apresentam um quadro nada lisonjeiro das condições nos hospitais psiquiátricos e emprestam nova força aos protestos sociais e exigências de reforma. Também demonstram que um «rótulo» diagnóstico pode reforçar a concepção preexistente relativa ao que um paciente é. Mas será que, na realidade, demonstram que a distinção entre são e não-são depende exclusivamente do rótulo e que a doença mental é um mito?
A resposta é não. Consideremos a situação do ponto de vista do psiquiatra. Urn paciente tinha alucinações auditivas ao ser admitido no hospital. Este sintoma desaparece rapidamente. Que vão fazer os psiquia¬tras? A ideia do logro nunca lhes ocorrerá. (Ao fim e ao cabo, quem seria suficientemente paranóico para suspeitar de que se tratava de uma expe¬riència psicológica?) Nestas circunstâncias, devem concluir que o paciente sofre ou sofria de uma perturbação psicótica, talvez esquizofrenia, e devia ser submetido a nova observação, O facto de os últimos actos do paciente serem interpretados em termos do diagnóstico original torna-se perfeita¬mente compreensível. Há alguns dias, ouvia vozes; então, a sua actual sanidado é provavelmente mais aparente do que real. Vistos a esta luz, os actos dos psiquiatras não parecem tão irracionais como isso.

Anthony Giddens, Sociologia, Fundação Calouste Gulbenkian

Texto 018 – Agentes de socialização

«A família já não é o agente central da socialização na nossa sociedade como o foi noutros tempos e noutras sociedades. Com muito maior importância surgiram, fora do âmbito da unidade doméstica, as instituições especializadas de carácter educativo. Mesmo durante o período pré-escolar, a família foi afectada por certos factores que lhe são exteriores. Sem contar com o número cada vez maior de creches pré-escola¬res, temos ainda o aparecimento do que se pode designar por indústria de orientação e conselhos aos pais, onde se incluem as grandes lojas para mães e as aulas espe¬ciais. E, além disso, não devemos esquecer os efeitos da televisão ao fornecer mode¬los de vida e de sociedade que podem estar, eventualmente, em desacordo com aque¬les que a família oferece.
Embora, em muitos casos, as funções de socialização da família tenham sido substi¬tuídas por outras instituições mais formais, seria errado sugerir que a família e a educação existem como instituições independentes na nossa sociedade.»

Peter Worsley, Introdução à Sociologia,
Publicações Dom Quixote, 1974 (adaptado)

Texto 009 – Escola versus televisão

 

«Todos conhecemos a opinião dominantemente negativa da influência da televisão sobre as crianças e os jovens, nomeadamente no que respeita ao fascínio que sobre eles exerce em detrimento do estudo. A televisão é acusada de roubar tempo que deveria ser utilizado na leitura, no estudo, na prática do desporto ou no convívio familiar; é acusada de habituar à passividade e de criar maus hábitos alimentares, de desinteressar as crianças e os jovens da leitura e, de uma forma geral, da escola, de habituar à violência e de criar modelos sociais de agressão física e moral, de destruir o convívio familiar, de legitimar a vul­garidade e o mau gosto.

Por outro lado, qualquer professor pode constatar nos recreios e nas aulas que os seus alunos imitam comportamentos e atitudes, utilizam uma lin­guagem recheada de onomatopeias, léxico e referências implícitas, directa­mente vindos de séries televisivas, de publicidade, de filmes e de desenhos animados passados na televisão. ( … )

Os universos da escola e da televisão opõem-se pelas normas que os regem: à facilidade, à simplificação e ao imediatismo da TV, a escola con­trapõe a complexidade do raciocínio, o esforço continuado e a reflexão crí­tica.

No estrito campo da oralidade, a televisão representa a língua vária, os modelos orais não valorizados ou mesmo ignorados pela norma escolar, o reforço e a legitimação de situações conversacionais diversas e a-escolares. Por outro lado, e no campo dos ins­trumentos de socialização, a TV ganha à escola em precocidade de intervenção, não só pelo lugar privilegiado que actualmente ocupa como guardiã da infância como na apresentação de modelos sociais, de normas de comportamento e mesmo de projectos de futuro a que a criança e o jovem se vai habituando como telespectador.»

Maria José Seixas, “, Mesmo nos concursos a gente aprende coisas»,

 Televisão e Escola – um conflito de universos e discursos”

in Educação, Sociedade e Culturas, n.° 8, 1997

A experiência de Solomon Asch

Que razões ou factores nos induzem ao conformismo social?

Psicologia e Sociologia: Programa

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