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O Mestre

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Emir Kusturica e a No Smoking Orchestra

A música frenética e torrencial da No Smoking Orchestra, banda que mistura o punk rock com as várias músicas tradicionais dos Balcãs, regressa a Portugal para dois concertos nos coliseus do Porto e Lisboa, nos próximos dias 25 e 26, respectivamente.

Conhecida pela intensidade cénica dos seus concertos, dominados pela energia explosiva e aparentemente inesgotável do vocalista/compositor Nenad Jankovic (mais conhecido pelo seu nome artístico de Dr. Nelle Karajlic), que já não é nenhum teenager, a banda já actuou em Portugal em várias oportunidades.

Desta vez, o grupo vem apresentar o seu novo disco, intitulado “Time of the Gipsies” (Tempo dos Ciganos), definido pela própria banda como “uma ópera punk”.

Este espectáculo é constituído por 14 temas originais em que o grupo deambula pelas diversas influências que caracterizam a música da banda, que incluem rock, música cigana, folclórica, reggae, jazz e o que mais aparecer pela frente ao Dr. Nelle Karajlic, a Emir Kusturica – galardoado cineasta e guitarrista da banda – e seus comparsas de aventura musical.

A banda foi formada em 1980, em pleno movimento punk/new wave, em Belgrado, pelo Dr. Nelle Karajlic, tendo-se destacado imediatamente pelas suas letras satíricas, muito agressivas relativamente ao poder político da época.

Esta fórmula valeu ao grupo um enorme êxito e garantiu-lhe um estatuto de super-estrelas na ex-Jugoslávia, vendendo centenas de milhar de discos e esgotando concertos em grandes espaços.

Esta agressividade, inédita na então Jugoslávia pós-Tito, mas ainda comunista, fez descer sobre a popular banda a mão pesada da censura, o que levou à saída de alguns elementos em 1984.

Foi nessa altura que entrou para o grupo Emir Kusturica, já então um conhecido realizador de cinema, para substituir o baixista.

Desde então Kusturica, apesar do grande êxito internacional que tem obtido como cineasta – repetidamente premiado nos festivais de Berlim, Veneza, Cannes e muitos outros – tem mantido uma carreira paralela como músico da No Smoking Orchestra, cuja música tem utilizado como banda sonora dos seus filmes.

A notoriedade internacional de Emir Kusturica levou a que em 1998, a banda tivesse mudado o seu nome para Emir Kusturica and the No Smoking Orchestra, tendo entretanto o realizador trocado o baixo pela guitarra eléctrica.

Lusa/SOL

No Smoking Band

Emir Kusturica and the No Smoking Orchestra

Emir Kusturica regressa a Portugal com a frenética No Smoking Orchestra para dois concertos únicos inseridos na Tournée de 2008, dia 25 de Janeiro no Coliseu do Porto, e dia 26 de Janeiro no Coliseu de Lisboa. Na bagagem o novo álbum «Time of the Gypsies», sem esquecer temas como «Unza Unza Time!», «Bubamara» e «Pitbull Terrier» entre outros que certamente vão fazer explodir o coliseu numa noite inesquecível!

***

Por (muito) bons motivos, não poderei ir. Mas quem puder, faça o favor de não perder esta oportunidade!

Dia Mundial da Música

E porque hoje é o Dia Mundial da Música, deixo aqui algumas sugestões para o celebrar:

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George Gershwin

George Gershwin (26 de Setembro de 1898 – 11 de Julho de 1937) foi um compositor americano, nascido em Brooklyn, Nova Iorque com o nome de Jacob Gershowitz, de pais imigrantes oriundos da Rússia de religião judaica.

Gershwin compôs a maioria das suas obras conjuntamente com o seu irmão Ira Gershwin, autor lírico. Gershwin compôs para a Broadway e para o teatro de concerto clássico e a sua música reúne elementos destes distintos universos. Em 1924 , compôs “Rhapsody in Blue” , que tornou-se imensamente popular. O seu Concerto para Piano e Orquestra é menos conhecido mas faz um uso extensivo de motivos jazzísticos. Conheceu igualmente o sucesso na autoria de canções populares. Entre as suas composições, muitas foram usadas no cinema e algumas tornaram-se clássicos do Jazz, em particular as partituras gravadas por Ella Fitzgerald, uma gravação memorável de 3 discos para a Verve, com Louis Armstrong e a orquestra de Nelson Riddle, também com Herbie Hancock e outros cantores e actores.

Para ouvir, clique aqui. A “Rhapsody in Blue” tem muitas versões: de todas as que existem na net, gosto desta – é das poucas com a energia necessária. A melhor que já ouvi, no entanto, é de Leonard Bernstein.

Construção

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público

Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contramão atrapalhando o sábado

Por esse pão pra comer, por esse chão prá dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir, Deus lhe pague

Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair, Deus lhe pague

Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir, Deus lhe pague

 Chico Buarque

Obituário – Rostropovitch

O violoncelista e maestro russo Mstislav Rostropovitch morreu hoje, aos 80 anos de idade, anunciou a sua porta-voz, Natalia Dollejal.Nos últimos meses, Rostropovitch deu entrada no hospital em diversas ocasiões e a imprensa russa chegou a anunciar que o músico sofreria de um tumor no fígado.

Considerado o maior violoncelista da segunda metade do século XX, Rostropovitch ficou igualmente conhecido pela sua luta contra a opressão do regime soviético.

Logo após o anúncio, o Presidente Vladimir Putin afirmou que a morte de Rostropovitch “foi uma perda enorme para a cultura russa” .

Os deputados russos observaram um minuto de silêncio para prestarem homenagem ao grande músico.

Rostropovitch será enterrado domingo no cemitério Novodevitchi, no sudoeste de Moscovo, onde repousa igualmente Boris Ieltsin, que morreu segunda-feira. O músico ficará sepultado junto às campas dos compositores Chostakovitch e Prokofiev, que conheceu pessoalmente, e dos escritores Anton Tchekhov, Nikolai Gogol e Mikhail Boulgakov.

As cerimónias fúnebres decorrem na Catedral do Cristo Salvador.

Nascido a 27 de Março de 1927 em Bacu, no Azerbaijão, Rostropovitch e a sua mulher, a cantora Galina Vichnevskaia, caíram em desgraça em 1970 quando acolheram na sua casa de campo o escritor dissidente Alexander Soljenitsyne. O músico chegou a escrever uma carta em sua defesa para o diário comunista Pravda, mas a missiva nunca chegou a ser publicada e o albergue a Soljenitsyne acabou por lhe custar a carreira dentro das fronteiras da URSS.

Vítima de represálias, Rostropovitch emigrou para ocidente em 1974, apenas voltando à Rússia em 1990, depois de ter sido reabilitado por Mikhail Gorbatchev, através de um decreto, e depois de ter tocado Bach, em Novembro de 1989, junto ao desmantelado Muro de Berlim.

Fonte: Público

Para ouvir, clique aqui.

Da originalidade

A expensas de Ludwig Krippahl, redescubro o célebre Canon de Pachelbel transformado em hit da música pop.

O que há de original na música? Cansados de tentar – e não conseguir – descobrir novas melodias, terão os compositores decidido vender a alma ao diabo optando por inanidades como John Cage? Reduzem os sons a efeitos pirotécnicos, piroplásticos e pirosos como os Stomp?

Vem aí o Intercéltico. Ainda bem…

Mica Penniman

Ou simplesmente “Mika“.

Contagiante, sobretudo na versão mais comercial.

Nasceu em Beirute, filho de uma mãe libanesa e de pai norte-americano. Mika e a família viram-se a obrigados a deixar o seu país natal devido á situação de conflito e partir para Paris.

Fez estudos superiores de música clássica, passou pelo Jazz e vários outros estilos. Com uma tessitura vocal equivalente a três oitavas (!!!!!!!!!!!!!), tem todas as condições para ter sucesso. Em “Grace Kelly” faz aquilo que Bernstein chamava “música para idiotas“: uns quantos arpejos, umas tercinas e um ritmo puro e honesto, a lembrar os Status Quo. Excelente. Com influências dos Queen, claramente. E, sobretudo, influências das centenas de sucessões harmónicas que deve ter praticado quando era estudante de música no Conservatório de Paris.

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