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Antropologia

The Human Ape – O Macaco Humano

Seremos assim tão diferentes dos macacos? Este documentário prova que as diferenças não são assim tão grandes.

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A evolução humana

O youtube contém vários vídeos sobre a evolução humana. Para os consultar, o mais prático é visualizar o meu canal no Youtube e seleccionar a pasta “Psicologia”. Lá se encontra uma selecção dos melhores vídeos sobre o assunto.
Para saber mais, clique em em “Read More and Comment”: Continue reading “A evolução humana”

O que nos torna humanos?

Restantes episódios: 2, 3, 4, 5

Texto 034 – Os limites da tolerância

Por cada ano que passa, dois milhões de jovens mulheres, entre os 15 e os 25 anos, sofrem a mutilação de uma parte dos seus órgãos genitais. Esta prática tem igualmente o nome de excisão. Em que consiste? Na esmagadora maioria dos casos sem cuidados higiénicos especiais nem anestesia, uma excisora — é quase sempre uma mulher — utiliza uma lâmina de barbear ou uma faca e, na presença de pais e amigos, corta o clítoris e os pequenos lábios da jovem. É frequente os grandes lábios também serem retirados. É a “excisão total” ou infibulação.
Nas últimas décadas, a excisão acontece cada vez mais cedo. Actualmente, a maior parte das vítimas tem menos de um ano. A prática da mutilação genital feminina é uma tradição de vários países africanos (é também praticada na índia, na Indonésia e no Paquistão), embora não da maioria. Pratica-se sobretudo em países que a declararam ilegal: Nigéria, Sudão, Egipto, Somália e Quénia. Noutros países, Mali e Guiné-Bissau, por exemplo, não há qualquer interdição legal.
Por que razão várias etnias e populações inteiras continuam a realizar a mutilação genital feminina? A resposta imediatamente dada é esta: “É o costume. Entre nós, todas as mulheres são excisadas”.
Mas as “razões” variam conforme as etnias (grupos de pessoas que parti¬lham uma mesma língua, hábitos, costumes e valores). Para certos grupos, retirar o clítoris é necessário para que esse pequeno órgão não envenene o bebé no momento do nascimento, não prenda o órgão sexual masculino ou não impeça a relação sexual. Para além destas superstições, há outras justificações a que pode¬remos chamar simbólicas. Certas etnias do Mali, do Senegal e da Mauritânia consi¬deram que a excisão é um acto purificador que dá à jovem o “direito à oração”. Outras afirmam que a excisão é o ritual que assinala a última etapa da vida de uma rapariga antes do casamento. A mutilação genital significa a ruptura dolorosa com a família e com a infância. Através dela a rapariga passa a ser tratada como mulher. Sem a excisão, não alcança esse estatuto nem pode casar-se.
As organizações não governamentais (ONG) e as mulheres africanas que combatem esta prática denunciam-na como estratégia de domínio sexual mascu-lino (como responsável por atrozes sofrimentos e por acentuada mortalidade em bebés e crianças do sexo feminino). A ablação do clítoris retira grande parte da sensibilidade aos órgãos genitais (a mulher perde em prazer o que ganha em fide¬lidade?). Mas não é fácil lutar contra costumes enraizados há milénios.
Haverá uma padrão cuturalemnte neutro de certo e errado?
«Vamos supor que estamos inclinados a afirmar que a excisão é má. Estaríamos nós apenas a impor os padrões da nossa própria cultura? Se o relativismo cultu¬ral estiver correcto, isso é tudo quanto podemos fazer, pois não há um padrão culturalmente neutro a que possamos apelar. Mas será isto verdade?
Haverá um padrão culturalmente neutro de certo e errado? Há naturalmente muito que dizer contra a excisão. É dolorosa e tem como resultado a perda per¬manente do prazer sexual. Os seus efeitos, a curto prazo, incluem hemorragias, tétano e septicemia. Por vezes, a mulher morre. Os efeitos de longo prazo incluem infecção crónica, cicatrizes que dificultam a marcha e dores contínuas.
Qual é, pois, o motivo pelo qual se tomou uma prática social tão alargada? Não é fácil responder. A excisão não tem benefícios sociais aparentes. Ao contrário do infanticídio entre os esquimós, não é necessária à sobrevivência do grupo. Nem é uma questão religiosa. A excisão é praticada por grupos de várias reli¬giões, entre elas o islamismo e o cristianismo, nenhuma das quais a recomenda. Apesar disso, aduzem-se em sua defesa uma série de razões. As mulheres inca¬pazes de prazer sexual são supostamente menos propensas à promiscuidade; assim, haverá menos gravidezes indesejadas em mulheres solteiras. Acresce que as esposas, para quem o sexo é apenas um dever, têm menor probabilidade de ser infiéis aos maridos; e uma vez que não irão pensar em sexo, estarão mais atentas às necessidades dos maridos e filhos. Pensa-se, por outro lado, que os maridos apreciam mais o sexo com mulheres que foram objecto de excisão. (A falta de prazer sexual das mulheres é considerada irrelevante.) Os homens não querem mulheres que não foram objecto de excisão por serem impuras e ima¬turas. E, acima de tudo, é uma prática realizada desde tempos imemoriais, e não podemos alterar os costumes antigos.
Seria fácil, e talvez um pouco arrogante, ridicularizar estes argumentos. Mas podemos fazer notar uma característica importante de toda esta linha de racio-cínio: tenta justificar a excisão mostrando que é benéfica — homens mulheres e respectivas famílias são alegadamente beneficiados quando as mulheres são objecto de excisão. Poderíamos, pois, abordar este raciocínio, e a excisão em si, perguntando até que ponto isto é verdade: será a excisão, no todo, benéfica ou prejudicial?
Na verdade, este é um padrão que pode razoavelmente ser usado para pensar sobre qualquer tipo de prática social: Podemos perguntar se a prática promove ou é um obstáculo ao bem-estar das pessoas cujas vidas são por ela afectadas. E, como corolário, podemos perguntar se há um conjunto alternativo de práti¬cas sociais com melhores resultados na promoção do seu bem-estar. Se assim for, podemos concluir que a prática em vigor é deficiente.
Mas isto parece justamente o tipo de padrão moral independente que o retativis¬mo cultural afirma não poder existir. É um padrão único que pode ser invocado para ajuizar as práticas de qualquer cultura, em qualquer época, nomeadamente a nossa. É claro que as pessoas não irão, em geral, encarar este princípio como algo «trazido do exterior» para os julgar, porque, como as regras contra a mentira e o homicídio, o bem-estar dos seus membros é um valor inerente a todas as cultu¬ras viáveis.
Por que razão, apesar de tudo isto, pessoas prudentes podem ter relutância, mesmo assim, em criticar outras culturas. Apesar de se sentirem pessoalmente horrorizadas com a excisão, muitas pessoas ponderadas têm relutância em afir¬mar que está errada, pelo menos por três razões.
Primeiro, há um nervosismo compreensível quanto a «interferir nos hábitos cul-turais das outras pessoas». Os europeus e os seus descendentes culturais da América têm uma história pouco honrosa de destruição de culturas nativas em nome do cristianismo e do iluminismo. Horrorizadas com estes factos, algumas pessoas recusam fazer quaisquer juízos negativos sobre outras culturas, especialmente culturas semelhantes àquelas que foram prejudicadas no passa¬do. Devemos notar, no entanto, que há uma diferença entre a) considerar uma prática cultural deficiente; e b) pensar que deveríamos anunciar o facto, dirigir uma campanha, aplicar pressão diplomática ou enviar o exército. No primeiro caso, tentamos apenas ver o mundo com clareza, do ponto de vista moral. O segundo caso é completamente diferente. Por vezes poderá ser correcto «fazer qualquer coisa», mas outras vezes não.
As pessoas sentem também, de forma bastante correcta, que devem ser tole¬rantes face a outras culturas. A tolerância é, sem dúvida, uma virtude — uma pessoa tolerante está disposta a viver em cooperação pacífica com quem encara as coisas de forma diferente. Mas nada na natureza da tolerância exige que con¬sideremos todas as crenças, todas as religiões e todas as práticas sociais igual¬mente admiráveis. Pelo contrário, se não considerássemos algumas melhores do que outras, não haveria nada para tolerar.
Por último, as pessoas podem sentir-se relutantes em ajuizar por que não que¬rem mostrar desprezo pela sociedade criticada. Mas, uma vez mais, trata-se de um erro: condenar uma prática em particular não é dizer que uma cultura é no seu todo desprezível ou inferior a qualquer outra cultura, incluindo a nossa. Pode mesmo ter aspectos admiráveis. Na verdade, podemos considerar que isto é verdade no que respeita à maioria das sociedades humanas — são misturas de boas e más práticas. Acontece apenas que a excisão é uma das más.

James Rachels, Elementos de Filosofia Moral (2003), pp.47-51

Texto 031 – A diversidade cultural

O homem recebe do meio, em primeiro lugar, a definição do bom e do mau, do confortável e do desconfortável. Deste modo os chineses preferem os ovos podres e os oceanenses o peixe em decomposição. Para dormir, os pigmeus procuram a incómoda forquilha de madeira e os japoneses deitam a cabeça em duro cepo. O homem recebe do seu meio cultural um modo de ver e de pensar. No Japão considera-se delicado julgar os homens mais velhos do que parecem e, mesmo durante os testes e de boa-fé, os indivíduos continuam a cometer erros por excesso (. . .)

O homem retira também do meio as atitudes afectivas típicas. Entre os maoris, onde se chora à vontade, as lágrimas correm só no regresso do viajante e não à sua partida. Nos esquimós, que praticam a hospitalidade conjugal, o ciúme desapareceu, tal como na Samoa; (…) a morte não parece cruel, os velhos aceitam-na como um benefício e todos se alegram por eles. Nas ilhas Alor, a mentira lúdica considera-se normal; as falsas promessas às crianças constituem um dos divertimentos dos adultos. O mesmo espírito encontra-se na ilha Normanby, onde a mãe, por brincadeira, tira o seio ao filho que está a mamar. (…) Entre os esquimós o casamento faz-se por compra. Nos urabima da Austrália um homem pode ter esposas secundárias que são as esposas principais de outro homem. No Ceilão reina a poliandria fraternal: o irmão mais velho casa-se e os mais novos mantêm relações com a cunhada. A proibição do incesto encontra-se em todas as sociedades, mas não há duas que o definam da mesma maneira e lhe fixem de modo idêntico as determinações exclusivas. O amor e os cuidados da mãe pelos filhos desaparecem nas ilhas do estreito de Torres e nas ilhas Andaman, em que o filho ou a filha são oferecidos de boa vontade aos hóspedes da família como presentes, ou aos vizinhos, em sinal de amizade. A sensibilidade a que chamamos masculina pode ser, de resto, uma característica feminina, como nos tchambulis, por exemplo; em que na família é a mulher quem domina e assume e direcção. (…)
Os diferentes povos criaram e desenvolveram um estilo de vida que cada indivíduo aceita – não sem reagir, decerto – como um protótipo.

Lucien Malson, “As crianças selvagens”

Texto 014 – Raça e biologia

Na actualidade muita gente acredita erradamente que os seres humanos podem com facilidade separados em raças biologicamente diferentes. O que não é surpreender dado muitos teóricos terem feito numerosas tentativas para classificar a população mundial por raças. Alguns autores distinguiram quatro ou cinco raças principais, enquanto outros reconheceram nada menos que três dúzias. Contudo, foram encontradas demasiadas excepções nestas classificações para que fossem consideradas válidas.

Pressupõe-se, por exemplo, que o «negróide», uma tipologia usada com muita frequência, seja composto por pessoas com pele escura e cabelo encarapinhado, para além outras características fisicas. Contudo, os primeiros habitantes da Austrália, os aborígenes, têm pele escura, mas cabelo ondulado e, por vezes, loiro. Pode encontrar-se uma série exemplos que desafiam qualquer classificação simples. Não há, para sermos rigorosos, raças, mas apenas uma gama de variações fisicas de seres humanos. As diferenças de tipo físico dos grupos de seres humanos resultam da procriação da população, a qual varia de acordo c o grau de contacto entre diferentes grupos sociais e culturais. Os grupos populacionais humanos não são distintos, formam um continuum. A diversidade genética dentro de uma mesma população que partilhe óbvios traços fisicos é tão grande como a diversidade entre populações. Estes factos levam muitos biólogos, antropólogos e sociólogos a concluir que o conceito de raça devia ser completamente posto de lado.

 

Anthony Giddens, “Sociologia”, FUndação Calouste Gulbenkian

Texto 010 – O “menino selvagem” de Aveyron

 

 A 9 de Janeiro de 1800, uma criatura estranha surgiu dos bosques perto da aldeia de Saint-Serin, no sul de França. Apesar do seu andar erecto, parecia mais um animal do que um ser humano, embora tenha sido de pronto identificado como um rapaz de onze ou doze anos. Expressava-se por guinchos, emitindo gritos agudos. Aparentemente, o rapaz não sabia o que era higiene pessoal e aliviava-se quando e onde era sua vontade. Foi entregue às auto­ridades locais e transportado para um orfanato das redondezas. No início, tentava fugir cons­tantemente, sendo capturado com alguma dificuldade. Recusava-se a usar roupas, que rasgava mal o obrigavam a vestir. Nunca ninguém apareceu a reclamar a sua paternidade.

A criança foi sujeita a um completo exame médico, que concluiu não existirem defi­ciências de maior. Quando lhe foi mostrado a sua imagem reflectida num espelho, apesar de visualizar uma imagem, não se reconheceu nela. Certa vez, tentou agarrar uma batata que viu reflectida no espelho (quando na realidade a batata estava a ser segura por trás da sua cabeça). Depois de várias tentativas, sem que tivesse virado a cabeça, apanhou a batata alcançando-a por trás do ombro. Um padre, que observou o rapaz diariamente, descreveu o incidente da batata do seguinte modo:

 

Todos estes pequenos detalhes, e muitos outros que poderíamos acrescentar, provam que esta criança não é totalmente desprovida de inteligência, reflexão e poder de raciocínio. Porém. somos obrigados a admitir que, em todos os aspectos que não dizem respeito às suas necessidades naturais ou de satisfação do seu apetite, apenas se observa nele um comportamento animal. Se tem sensações, estas não originam nenhuma ideia. Ele nem sequer as consegue relacionar. Poderia dizer-se que não há qualquer relação entre a sua alma ou mente e o seu corpo (Shattuk. 1980. p. 69: ver também Lane, 1976).

 

Mais tarde o rapaz seria levado para Paris e foram feitas tentativas sistemáticas de o transformar  “de animal em humano”. O esforço só em parte foi um sucesso. Ensinaram-lhe a usar a casa-de-banho, passou a aceitar usar roupas e aprendeu a vestir-se. Continuava, contudo, com um grande desinteresse por brinquedos e jogos, e nunca foi capaz de dominar mais do que algumas poucas palavras. Pelo que podemos saber, com base na descrição deta­lhada do seu comportamento e reacções, isto não acontecia por ele ser mentalmente desfavo­recido. Parecia incapaz ou sem vontade de dominar o discurso humano. Poucos mais progressos fez e acabou por morrer em 1828, com cerca de quarenta anos de idade.

Naturalmente, temos de ser cuidadosos na interpretação de casos deste género. É possí­vel que se tenha dado o caso de se tratar de uma deficiência mental não diagnosticada. Por outro lado, é possível que as experiências a que esta criança foi sujeita lhe tenham infligido danos psicológicos impeditivos de dominar práticas que a maioria das crianças adquire em tenra idade. Há, no entanto, semelhanças suficientes entre este caso histórico e outros que foram registados para que possamos sugerir o quão limitadas seriam as nossas faculdades na ausência de um longo período de socialização primária.

 

Anthony Giddens, “Sociologia”, Fundação Calouste Gulbenkian

Charles Darwin

Alguns vídeos, disponíveis no Youtube, sobre Darwin:

Menos superficiais, mas em inglês, este excelente documentário, com Richard Dawkins e Edward Wilson:

Charles Darwin Legacy, 1, 2, 3, 4, 5

Em castelhano, uma síntese da Teoria da Evolução:

Texto 001 – A evolução

A ESPÉCIE HUMANA

Charles Darwin, um presbítero ordenado pela Igreja Anglicana, publicou em 1851 a sua obra A Origem das Espécies, após duas viagens à volta do mundo a bordo do navio Beagle. Acumulando meticulosamente observações sobre as diferentes espécies animais, Darwin definiu uma perspectiva sobre a evolução dos animais e dos seres humanos bastante diferente de qualquer outra anteriormente defendida. Embora em tempos mais remotos fosse comum as pessoas acreditarem em seres que fossem meio animais, meio humanos, com as descobertas de Darwin tais possibilidades foram completamente postas de parte. Darwin reivindicuou a descoberta de uma continuidade na evolução dos seres humanos a partir dos animais. As nossas características humanas, segundo ele. são o resultado de um processo de mudança biológica que pode fazer remontar às origens da vida na Terra, há mais de três biliões de anos atrás. A opinião de Darwin sobre os animais e humanos foi, para muitos, muito mais difícil de aceitar do que as tais criaturas semi-humanas e fantásticas. Ele iniciou uma das mais debatidas teorias da ciência moderna, embora convincente – a teoria da evolução.

 

A evolução

Segundo Darwin, a evolução da espécie humana surgiu como resultado de um processo aleatório. Em muitas religiões, incluindo o Cristianismo, animais e seres humanos são vistos como criação da intervenção divina. A teoria evolucionista, pelo contrário. encara a evolução das espécies animais e humana como algo desprovido de intencionalidade. A evolução é o resultado do que Darwin chamou selecção natural. A ideia de selecção natu­ral é simples. Todos os seres orgânicos necessitam de alimento e de outros recursos, como a protecção face a extremos climáticos, de modo a permitira sobrevivência; mas não há recur­sos suficientes que sustentem todos os tipos de animais que existem num determinado período, na medida em que eles produzem mais descendência do que a alimentação disponível. As espécies mais bem adaptadas ao meio ambiente são as que sobrevivem, enquanto outras espécies, menos capazes de lidar com as suas exigências, morrem. Alguns animais são mais inteligentes, movem-se mais rapidamente e têm uma melhor visão do que outros. Na luta pela sobrevivência, estão em vantagem sobre os menos dotados.Vivem mais tempo e são capazes de se reproduzir, passando as suas características às gerações subsequentes. São os ((seleccionados>> para sobreviver e reproduzir-se.

Existe um processo contínuo de selecção natural em virtude do mecanismo biológico da mutação. Uma mutação é um conjunto de mudanças genéticas aleatórias que alteram as características biológicas de alguns indivíduos de uma espécie. Grande parte das mutações são ou inúteis ou prejudiciais, em termos do seu valor para a sobrevivência, mas algumas dão a um animal vantagem competitiva sobre os outros: indivíduos que possuem genes mutantes têm tendência para sobreviver à custa de outros que não os têm. Este processo explica tanto as mudanças sem grande significado que ocorrem numa dada espécie como as mais significativas que levam à extinção de espécies inteiras. Por exemplo, há muitos milhões de anos atrás, prosperavam répteis gigantes em várias regiões do mundo. O seu tamanho tornou-se um óbice à medida que as mutações que ocorriam em outras espécies mais peque­nas lhes davam capacidades superiores de adaptação. Os primeiros antepassados dos homens encontram-se entre estas espécies com melhores capacidades de adaptação.

Embora a teoria da evolução tenha vindo a ser aperfeiçoada desde o tempo de Darwin, a essência da posição de Darwin sobre a evolução é ainda hoje largamente aceite.

Anthony Giddens, “Sociologia”, Fundação Calouste Gulbenkian

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