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Agosto 2014

Educação em rede: uma visão emancipadora

GOMEZ, Margarita Victoria. Educação em rede: uma visão emancipadora. São Paulo: Cortez, 2004, 216p.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-24782006000100015

Um dos méritos do trabalho é conceber a identidade no marco de um processo inacabado, no qual os sujeitos inconclusos aspiram a ser mais com base no encontro entre as pessoas. Dessa forma, a comunicação e o diálogo encarnam modalidades de concordância e conflito que devem ser enfrentados pelos sujeitos interagentes no interior da rede. No entanto, outro aspecto fundamental é o representado pelos círculos de cibercultura, nos quais o problema da identidade deve ser repensado e reintroduzido no âmbito das redes e em função da inconclusividade de homens e mulheres.

(…)

A pedagogia da virtualidade está apoiada na apropriação tecnológica em razão dos princípios da educação popular, que objetiva o encaminhamento para a conformação de uma sociedade aberta e democrática que, por sua vez, deve sustentar-se na ética e na vontade política dos sujeitos.

(…)

Um dos desafios da pedagogia da virtualidade é superar a cultura do silêncio, mediante uma criação de círculos na cibercultura. Nestes, homens e mulheres recuperam sua história, sua cultura, utilizando crítica e criativamente a Internet. Dessa maneira, ultrapassam as atitudes individualistas e solipsistas com base no método de colaboração, com o qual se busca liberar os espaços de participação dos cidadãos. Contudo, cabe pensar a educação a distância, entendida na perspectiva da pedagogia da virtualidade, como alternativa que não se homogeneíza no tempo e no espaço, e sim aquela em que as mediações dialógicas e o programa participativo permitam e potenciem de forma educativa o ser social.

(…)

Durante o processo de criação de cursos na web, deve ser levado em conta que estes estejam orientados pelos princípios de educação popular, do rizoma, do programa participante, de sujeitos múltiplos e de mediações pedagógicas. Segundo nossa perspectiva, envolve uma prática concreta dos participantes, um tratamento do tema, da aprendizagem e da forma. Igualmente, implica uma situação sócio-histórica dos integrantes do projeto, uma organização de conformidade com as metodologias por eles construídas.

(…)

Assim, no ato de educar criticamente na esfera virtual, a avaliação é o processo que permite desenvolver práticas que devem contribuir e melhorar as condições de vida, responder criativamente às necessidades sociais da educação e à potenciação pedagógica da nova tecnologia, tornando-a uma ferramenta a serviço da emancipação de homens e mulheres.

O desafio de educar na era digital: educações

O desafio de educar na era digital: educações

http://www.scielo.oces.mctes.pt/scielo.php?pid=S0871-91872011000100005&script=sci_arttext

Resumo

O artigo apresenta uma visão panorâmica do desenvolvimento científico e tecnológico da comunicação e das diversas linguagens (co-)existentes que se articulam intensamente a partir da enorme presença das tecnologias digitais. Analisa-se a implantação das redes digitais e dos processos colaborativos de produção de conhecimento e as políticas públicas brasileiras para o campo da cultura digital, destacando-se o uso das redes de compartilhamento, com ênfase no software livre e na produção coletiva. A partir desses pressupostos, discute-se a importância da relação da educação com a cultura. Desenvolve-se a idéia de uso intenso das redes colaborativas nos processos educacionais, com a montagem de comunidades horizontais de produção de culturas e conhecimentos. Ao final, reflete-se mais detalhadamente sobre a proposta de pensar a educação numa perspectiva plural, ou seja, em educações.

Palavras-chave: Educação; Cultura digital; Comunicação digital; Redes

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