Retrato da mulher portuguesa actual

De acordo com informação da Pordata, base de dados da responsabilidade da Fundação Francisco Manuel dos Santos, as mulheres estão em maioria no que diz respeito à população residente em Portugal, representando, em 2009, 52% da população total.
Em matéria de matrimónio, as mulheres portuguesas casam em média cinco anos mais tarde do que em meados da década de 1970. Nessa altura, a média de idade no primeiro casamento rondava os 23,7 anos, enquanto em 2009 passou para os 28,6 anos.
Também no nascimento do primeiro filho, os tempos têm sido de mudança e se na década de 1970 o primeiro filho aparecia em média por volta dos 23,6 anos de idade, hoje as mulheres esperam mais um pouco e são em média mães pela primeira vez aos 28,6 anos.
Consequentemente, Portugal está atrás da União Europeia (UE) a 27 quando se fala do número médio de filhos por mulher, que em Portugal é de 1,37 e na UE27 é de 1,60. Em 1992, a taxa de abandono escolar das mulheres jovens foi de 44,2%, enquanto a dos homens subia para 56,2%.
Actualmente, continuam a ser quem menos abandona a escola, com 24,6% em 2010, contra 32,7% de homens.
Os dados da Pordata revelam que em 2009 havia 53,4% de mulheres matriculadas em cursos superiores e que nesse mesmo ano 59,3% do total de diplomados eram mulheres.
E se em 1990 havia uma advogada por cada quatro advogados, hoje o número é praticamente igual, situação que também se verifica ao nível dos médicos.
De acordo com os dados da Pordata, em 1990, do total de advogados que existia no país, 74,9% eram homens, contra 25,1% de mulheres. Em 2009, a situação inverte-se e regista-se 51,4% de mulheres advogadas, contra 48,6% de homens.
Entre os médicos, a constatação é idêntica, mas os dados mais antigos remontam a 1996, quando do total de profissionais 57,5% eram homens e 42,5% mulheres.
Em 2009, o total de médicos divide-se entre 50,5% de homens e 49,5% de mulheres.
No entanto, quando a questão é a remuneração, é possível constatar que as mulheres quadros superiores têm, em média, um ordenado mensal 66% superior ao que auferiam em meados dos anos 1980, “descontando o efeito da inflação”, mas ainda 28% inferior à média da remuneração dos quadros superiores masculinos.
Se em 1985 uma mulher quadro superior ganhava em média por mês 1.024,7 euros (a preços constantes de 2006), actualmente (2009) ganha 1.696,3 euros. Em 2009, a remuneração média de um homem quadro superior era de 2.371,7 euros.
É também entre as mulheres que a falta de emprego é mais elevada, registando-se em 2009 uma taxa de desemprego entre os 15 e os 74 anos de 10,2%, contra 8,9% nos homens e 8,8% na União Europeia.
O Dia Internacional da Mulher assinala-se na próxima terça-feira, dia 8 de Março.
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