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Mês

Março 2011

Dia do ADN

A 4.ª edição do Concurso Dia do ADN desafia os alunos do ensino secundário a questionar e a reflectir sobre a importância e as implicações sociais da investigação na área da genética, através da elaboração de um ensaio sobre a temática.
Associada à comemoração do Dia do ADN, internacionalmente celebrado a 25 de Abril, esta iniciativa tem por objectivo promover a reflexão e o debate sobre os temas da genética.
Este evento é promovido pela Sociedade Europeia de Genética Humana, em parceria com a Sociedade Americana de Genética Humana.
A entrega dos trabalhos termina em 25 de Abril. Os vencedores do concurso são anunciados na Conferência Europeia de Genética Humana, que se realiza em Amesterdão, em 28 de Maio.
Para mais informações, consultar:
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Iniciativa Minicensos

A iniciativa Minicensos, integrada no projecto Os Censos Vão às Escolas, pretende levar os alunos do 1.º ciclo a ter um primeiro contacto com operações estatísticas.
As escolas podem participar nesta iniciativa, realizada no âmbito do projecto Acção Local de Estatística Aplicada (ALEA), até 7 de Abril, através de um inquérito disponibilizado na Internet.
O ALEA é um projecto conjunto da Escola Secundária de Tomaz Pelayo, da Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) e do Instituto Nacional de Estatística (INE) que tem como objectivo central melhorar a literacia estatística.
Tendo como suporte um sítio na Web, disponibiliza instrumentos de apoio ao ensino da estatística para os alunos e os professores dos ensinos básico e secundário.
O projecto Os Censos Vão às Escolas, desenvolvido pelo Gabinete dos Censos do INE em colaboração com o ALEA, pretende dar a conhecer aos alunos dos diversos graus de ensino o que são, para que servem e como se fazem os censos, incentivando os jovens a mobilizar os pais e outros familiares dos alunos para a participação nos Censos 2011.
Para mais informações, consultar:

Procedimentos para a agregação de agrupamentos e de escolas

O Ministério da Educação publicou um despacho no Diário da República com o objectivo de uniformizar os procedimentos e de clarificar o papel de todos os agentes envolvidos nas agregações de agrupamentos e de escolas.
Este diploma regulamenta o artigo 7.º do Decreto-lei n.º 75/2008, de 22 Abril, que prevê a constituição de unidades administrativas de maior dimensão, por agregação de agrupamentos ou de escolas.
A agregação de agrupamentos pode ser da iniciativa das direcções regionais de educação (DRE) ou dos agrupamentos de escolas e das escolas não agrupadas.
Quando são da iniciativa dos agrupamentos e das escolas, as propostas de agregação são dirigidas ao respectivo director regional de educação, após consulta aos municípios envolvidos.
Quando são da iniciativa das DRE, as propostas de agregação são precedidas de consulta aos conselhos gerais dos agrupamentos e das escolas, bem como aos municípios respectivos.
As propostas de agregação de agrupamentos de escolas devem incluir os seguintes elementos:
  • Finalidades da agregação;
  • Escolas a integrar no agrupamento resultante da agregação, com indicação dos níveis de educação e ensino ministrados;
  • Escola prevista para acolher a sede do agrupamento resultante da agregação, onde devem funcionar os órgãos de direcção, administração e gestão.
A decisão sobre a agregação de agrupamentos e de escolas compete ao membro do Governo responsável pela área da Educação, mediante parecer prévio do serviço com competência em matéria de coordenação do planeamento da rede escolar.
As alterações da rede escolar decorrentes das agregações de agrupamentos e de escolas devem ser introduzidas no sistema de informação da rede escolar.
Para mais informações, consultar:
  • Despacho n.º 4463/2011, de 11 de Março [PDF]
  • Decreto-lei n.º 75/2008, de 22 Abril [PDF]

    Retrato da mulher portuguesa actual

    De acordo com informação da Pordata, base de dados da responsabilidade da Fundação Francisco Manuel dos Santos, as mulheres estão em maioria no que diz respeito à população residente em Portugal, representando, em 2009, 52% da população total.
    Em matéria de matrimónio, as mulheres portuguesas casam em média cinco anos mais tarde do que em meados da década de 1970. Nessa altura, a média de idade no primeiro casamento rondava os 23,7 anos, enquanto em 2009 passou para os 28,6 anos.
    Também no nascimento do primeiro filho, os tempos têm sido de mudança e se na década de 1970 o primeiro filho aparecia em média por volta dos 23,6 anos de idade, hoje as mulheres esperam mais um pouco e são em média mães pela primeira vez aos 28,6 anos.
    Consequentemente, Portugal está atrás da União Europeia (UE) a 27 quando se fala do número médio de filhos por mulher, que em Portugal é de 1,37 e na UE27 é de 1,60. Em 1992, a taxa de abandono escolar das mulheres jovens foi de 44,2%, enquanto a dos homens subia para 56,2%.
    Actualmente, continuam a ser quem menos abandona a escola, com 24,6% em 2010, contra 32,7% de homens.
    Os dados da Pordata revelam que em 2009 havia 53,4% de mulheres matriculadas em cursos superiores e que nesse mesmo ano 59,3% do total de diplomados eram mulheres.
    E se em 1990 havia uma advogada por cada quatro advogados, hoje o número é praticamente igual, situação que também se verifica ao nível dos médicos.
    De acordo com os dados da Pordata, em 1990, do total de advogados que existia no país, 74,9% eram homens, contra 25,1% de mulheres. Em 2009, a situação inverte-se e regista-se 51,4% de mulheres advogadas, contra 48,6% de homens.
    Entre os médicos, a constatação é idêntica, mas os dados mais antigos remontam a 1996, quando do total de profissionais 57,5% eram homens e 42,5% mulheres.
    Em 2009, o total de médicos divide-se entre 50,5% de homens e 49,5% de mulheres.
    No entanto, quando a questão é a remuneração, é possível constatar que as mulheres quadros superiores têm, em média, um ordenado mensal 66% superior ao que auferiam em meados dos anos 1980, “descontando o efeito da inflação”, mas ainda 28% inferior à média da remuneração dos quadros superiores masculinos.
    Se em 1985 uma mulher quadro superior ganhava em média por mês 1.024,7 euros (a preços constantes de 2006), actualmente (2009) ganha 1.696,3 euros. Em 2009, a remuneração média de um homem quadro superior era de 2.371,7 euros.
    É também entre as mulheres que a falta de emprego é mais elevada, registando-se em 2009 uma taxa de desemprego entre os 15 e os 74 anos de 10,2%, contra 8,9% nos homens e 8,8% na União Europeia.
    O Dia Internacional da Mulher assinala-se na próxima terça-feira, dia 8 de Março.

    Cursos de Especialização Tecnológica (CET)

    O que são os CET?

    Os Cursos de Especialização Tecnológica (CET) são formações pós-secundárias não superiores que visam o aprofundamento de conhecimentos científicos e tecnológicos numa determinada área de formação, bem como o desenvolvimento ou reforço de competências para o exercício profissional. 
    Destinam-se a quem:
    • Tenha concluído o ensino secundário ou que, não o tendo concluído, tenha obtido aprovação em todas as disciplinas dos 10.º e 11.º anos e tenha estado inscrito no 12.º ano;  
    • Seja detentor do nível 4 de qualificação do Quadro Nacional de Qualificações ou de um diploma de especialização tecnológica;  
    • Possua um grau ou diploma do ensino superior e pretenda uma requalificação profissional.
    Os CET têm a duração aproximada de um ano (entre as 1200 horas e as 1560 horas) e incluem uma formação em contexto de trabalho com uma carga horária entre 360 e 720 horas.
    A aprovação num CET confere o nível 5 de qualificação do Quadro Nacional de Qualificações e um diploma de especialização tecnológica (DET). Este diploma é conferido após o cumprimento de um plano de formação com um número de créditos ECTS (Créditos segundo o European credit transfer and accumulation system) compreendido entre 60 e 90. O número de créditos ECTS exigido é acrescido de 15 a 30 para quem ingressar no CET sem o 12.º ano. As cargas horárias das diferentes componentes são acrescidas do número de horas necessário à obtenção dos referidos créditos.
    Nestes casos, a conclusão do CET confere o reconhecimento do nível secundário de educação.
    O Plano de formação dos CET integra:
    • Uma componente de formação geral e científica;
    • Uma componente de formação tecnológica; 
    • Uma formação em contexto de trabalho.
    Avaliação
    O sistema de avaliação dos Cursos de Especialização Tecnológica (CET) compreende uma modalidade formativa e outra sumativa.
    Avaliação formativa
    A avaliação formativa incide em todas as unidades de formação, possui um carácter sistemático e contínuo e é objecto de notação descritiva e qualitativa;
    Avaliação sumativa
    A avaliação sumativa adopta, predominantemente, provas de natureza prática, e expressa-se na escala de 0 a 20 valores.
    Aprovação
    A aprovação numa unidade de formação depende da obtenção de uma classificação igual ou superior a 10 valores.
    Considera-se aprovado numa componente de formação o formando que tenha obtido aprovação em todas as unidades de formação que a integram.
    Conclusão
    A conclusão com aproveitamento de um CET obtém-se pela aprovação em todas as suas componentes de formação.
    Classificações
    A classificação das componentes de formação expressa-se na escala de 0 a 20 valores.
    A classificação de uma componente de formação é a média aritmética simples, calculada até às décimas, do resultado da avaliação sumativa de todas as unidades de formação que integram cada uma delas.
    Classificação Final
    A classificação final do diploma de especialização tecnológica é a média aritmética que integra as componentes de formação geral e científica, de formação tecnológica e de formação em contexto de trabalho.

    ABBA, The winner takes it all

    Os ABBA foram, para mim, uma espécie de descoberta tardia. Quando era adolescente não gostava da música deles, que me parecia demasiado básica. Ok, é festivaleira q.b., mas algumas das melodias são muitíssimo boas, e ainda que as letras sejam bastante “light”,  esta mulher tem uma voz incrível:

    I don’t wanna talk
    About the things we’ve gone through
    Though it’s hurting me
    Now it’s history

    I’ve played all my cards
    And that’s what you’ve done too
    Nothing more to say
    No more ace to play

    The winner takes it all
    The loser standing small
    Beside the victory
    That’s her destiny

    I was in your arms
    Thinking I belonged there
    I figured it made sense
    Building me a fence

    Building me a home
    Thinking I’d be strong there
    But I was a fool
    Playing by the rules

    The Gods may throw a dice
    Their minds as cold as ice
    And someone way down here
    Loses someone dear

    The winner takes it all
    (Takes it all)
    The loser has to fall
    (Has to fall)
    It’s simple and it’s plain
    (Yes, it’s plain)
    Why should I complain

    But tell me does she kiss
    Like I used to kiss you
    Does it feel the same
    When she calls your name
    ( From: http://www.elyrics.net/read/a/abba-lyrics/the-winner-takes-it-all-lyrics.html )

    Somewhere deep inside
    You must know I miss you
    But what can I say
    Rules must be obeyed

    The judges will decide
    (Decide)
    The likes of me abide
    (Abide)
    Spectators of the show
    Always staying low
    (Staying low)

    The game is on again
    (All again)
    A lover or a friend
    (Or a friend)
    A big thing or a small
    (Big or small)
    The winner takes it all
    (Takes it all)

    I don’t wanna talk
    If it makes you feel sad
    And I understand
    You’ve come to shake my hand

    I apologize
    If it makes you feel bad
    Seeing me so tense
    No self-confidence
    But you see

    The winner takes it all
    The winner takes it all

    Someone winner
    Takes it all
    And one loses
    Has to fall

    From a guide
    From the side
    Makes that feeling
    Someone here

    Takes it all
    Has to fall
    This is magic
    Someone here

    N.B.

    “Pessoas brilhantes falam sobre ideias.Pessoas medíocres falam sobre coisas.Pessoas pequenas falam sobre outras pessoas”

    Desigualdade de educação, desigualdade de rendimentos


    O estudo chama-se Mind the gap: Education inequality at the regional level in Portugal, 1986-2005 e surgiu para colmatar uma falha que existia na literatura nacional. Embora haja muita informação sobre a desigualdade de rendimentos, não havia ainda uma pesquisa sobre desigualdade na distribuição da educação. A investigação levada a cabo por João Gabriel Fidalgo, Marta Simões e Adelaide Duarte, da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, mostra o nível da desigualdade na distribuição da educação que, em última análise, condiciona a desigualdade na distribuição de rendimentos.
    Não é complicado estabelecer a relação: numa sociedade em que 10 por cento da população tem o ensino superior e os restantes 90 por cento são analfabetos, é expectável que essa desigualdade educacional tenha reflexos na desigualdade de rendimentos. Além disso, é preciso ter a noção de que uma sociedade com um nível de desigualdade educacional elevado é uma comunidade que não oferece as mesmas oportunidades aos seus cidadãos.
    As conclusões do estudo revelam-se a dois níveis: os anos médios de escolaridade e a desigualdade a nível educativo entre 1986 e 2005. Lisboa surge no topo da lista, com gente mais qualificada, em 1986, 1996 e 2005. Braga está na situação oposta, no fim da tabela, sem subir um patamar. “Obviamente, em Lisboa concentram-se todos os serviços de topo da administração pública e das empresas privadas, pelo que é normal que seja aí que se encontre uma maior concentração de indivíduos qualificados. Por oposição, Braga, com uma estrutura essencialmente vocacionada para as indústrias tradicionais, concentra muita mão de obra pouco qualificada, daí o baixo nível médio de escolaridade”, adianta João Fidalgo, um dos investigadores.
    Em 1986, os distritos de Lisboa, Setúbal, Açores, Faro, Coimbra e Porto, e por esta ordem, ocupam o topo da tabela, como as regiões com cidadãos mais qualificados. Braga, Évora, Portalegre e Beja surgem no fim da lista. Em 1996, Lisboa e Setúbal mantêm os lugares cimeiros, Faro conquista a terceira posição – com os Açores a descer para o nono lugar – seguindo-se Coimbra, Madeira, Bragança e Porto. No fim da lista, também há mexidas: os últimos lugares são preenchidos por Castelo Branco, Évora, Aveiro e Portalegre. Braga mantém-se no fim da lista em 1996 e em 2005. Em 2005, os Açores descem ao penúltimo lugar, ficando atrás de Portalegre, Beja e Guarda. Lisboa, Setúbal, Faro, Coimbra continuam nos primeiros lugares, seguindo-se Santarém, Viana do Castelo e Madeira. Nesse ano, o Porto desce à nona posição.
    Outra conclusão do estudo é que os distritos do litoral detêm maiores níveis médios de escolaridade, por oposição aos distritos do interior. De qualquer forma, a investigação conclui que os anos médios de escolaridade da população ativa em Portugal mostram uma evolução favorável desde 1986, sinal claro dos avanços da escolarização no nosso país. Há, no entanto, evoluções diferentes numa escala regional. “Os distritos que em 1986 tinham os níveis de escolaridade mais elevados registam uma redução da desigualdade de educação, à medida que a maioria da população foi adquirindo qualificações superiores e, portanto, é agora mais educada e mais homogénea “, refere o investigador.
    O contrário também se verifica, ou seja, nos distritos com gente menos qualificada, as desigualdades acentuaram-se. “Isto pode ser explicado pelo facto de termos uma maioria da população com fraco nível de escolaridade conjugado com o facto de a população jovem estar a aceder a níveis elevados de educação. Por isso, este aumento da desigualdade não é necessariamente mau e deve ser entendido apenas como uma fase transitória até se atingir uma população educada e homogénea “, sustenta.
    A distribuição regional reflete a estrutura económica do país, mas as conclusões em relação às desigualdades não são assim tão óbvias. João Fidalgo explica que, em termos nacionais, nota-se uma redução das desigualdades de educação em Portugal e um aumento dos níveis de escolaridade da população – evolução considerada normal. “Os estudos internacionais mostram que para quase todos os países há uma redução da desigualdade de educação, à medida que os países aumentam os seus níveis de escolaridade”.
    O investimento na educação é fundamental. Essa perceção é, no fundo, a mais-valia do estudo. Segundo João Fidalgo, “devem ser removidos todos os obstáculos que impeçam que toda a gente possa aceder a níveis elevados de educação. Esta melhoria da desigualdade de educação tem a vantagem de permitir uma redução da desigualdade dos rendimentos, pois estaremos perante uma população mais homogénea, e assim o próprio Estado poderá poupar recursos que atualmente gasta na sua função de redistribuição”, sublinha. “A grande conclusão é a de que aumentar os níveis de educação da população, para além de todas as outras vantagens que traz, permite ainda reduzir a desigualdade na distribuição daquele que é o recurso mais valioso nas sociedades modernas, o capital humano, isto é, a qualificação”, acrescenta.

    Plano Nacional de Leitura

    O Plano Nacional de Leitura dá a conhecer a lista de livros recomendados  por níveis educativos, anos de escolaridade, modalidades de leitura e temas específicos como o Natal, o corpo humano, a natureza, a cidadania, entre outros.


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