Uma interessante notícia que deve ser explorada no âmbito de Área de Estudo da Comunidade:

A disparidade no emprego existe e os factores que a influenciam estão em cima da mesa: género, nacionalidade e tipo de deficiência. São as conclusões de um estudo que foi feito junto de pequenas e médias empresas portuguesas.
Coordenado pelo IPAM – The Marketing School e realizado junto de 63 PME certificadas pela ISO 9001 (normas técnicas que estabelecem o modelo de gestão da qualidade nas empresas), este estudo, a que a Lusa teve acesso, revela que a etnia e a deficiência continuam a constituir um entrave ao emprego.
O estudo, que não refere quando realizou os inquéritos às empresas, foi divulgado na véspera do Dia Mundial da Justiça Social, que se assinala este domingo.
A nacionalidade constitui igualmente um entrave ao emprego já que 97% dos trabalhadores daquelas empresas são portugueses.
Relativamente às dificuldades de integração no emprego, os cegos lideram a tabela (com 71,6 por cento), seguindo-se a etnia cigana (47,3), a surdez (44,6 por cento), os jovens com dificuldade de aprendizagem (43,3 por cento), os ex-reclusos (36,5 por cento), os portadores de deficiência motora (34 por cento) e ex-toxicodependentes (33,8 por cento).
Das empresas inquiridas, perto de metade afirma que nunca teve candidatos com deficiência e 19 por cento das empresas admitem não estar preparadas ao nível das acessibilidades físicas para empregar trabalhadores com deficiência.

Homens ainda dominam

O género é outro dos entraves já que 59 por cento dos trabalhadores daquelas 63 empresas são homens contra 41 por cento de mulheres.
A maior diferença regista-se ao nível dos cargos de chefia, sendo que 78 por cento destes são ocupados por homens enquanto apenas 21 por cento das chefias são mulheres.
A disparidade é também visível na diferença salarial já que o salário médio dos homens ronda os 849 euros e o das mulheres 721.
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