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Mês

Fevereiro 2011

Chico Buarque, Cosntrução (letra e música)

Chico Buarque é um génio. Tem dúvidas? Então, ouça:

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado
Por esse pão pra comer, por esse chão prá dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir,
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair,
Deus lhe pague
Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir.

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Chico Buarque, Valsinha (letra e música)

Digam lá se isto não é uma beleza:

Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
olhou-a dum jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
e não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
e nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto convidou-a pra rodar
Então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar
e cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar
E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
e foi tanta felicidade que toda a cidade enfim se iluminou
e foram tantos beijos loucos
tantos gritos roucos como não se ouvia mais
que o mundo compreendeu
e o dia amanheceu
em paz

Assistente de Português em França

Programa Bilateral de Assistentes de Português em França e Assistentes de Francês em Portugal – Recrutamento de Assistentes de Português em França

18 de Fev de 2011
Encontra-se aberto, até 1 de Abril, o período de candidaturas aos lugares de Assistente de Português em França, para o ano lectivo de 2011/2012, no quadro do Programa de Intercâmbio Bilateral Luso-Francês de Assistentes de língua
Decorre, até 1 de Abril, o período de candidaturas aos lugares de Assistente de Português em França, para o ano lectivo de 2011/2012, no quadro do Programa de Intercâmbio Bilateral Luso-Francês de Assistentes de língua.
Os lugares de Assistente de Português em França destinam-se a jovens estudantes licenciados, ou no final da licenciatura, com os seguintes requisitos:
          terem nacionalidade portuguesa;
          terem até 30 anos de idade;
          possuírem competências linguísticas de nível B2 (Quadro Europeu de Referência das Línguas)
A missão dos Assistentes de Português em França consiste em apoiar as aulas dos professores de língua portuguesa nos estabelecimentos de ensino não superior naquele país. O trabalho afecto aos assistentes inclui o planeamento e o desenvolvimento de iniciativas, actividades, estratégias e projectos criativos no quadro do ensino e aprendizagem da língua e cultura portuguesas, em domínios tão diversos como: a literatura, a música, o cinema, as artes plásticas, em articulação com os docentes franceses, professores-tutores. O horário de trabalho é de pelo menos 12 horas semanais. Os candidatos são colocados em estabelecimentos de ensino franceses de nível não superior, sempre que possível de acordo com as preferências indicadas no dossier de candidatura.
Durante o período de duração do contrato (sete meses) entre 1 de Outubro e 30 de Abril, os assistentes de Português auferem das autoridades francesas uma remuneração mensal no valor de € 964,88 (valor ilíquido). As despesas de ida e volta relativas à colocação dos assistentes são asseguradas pelo Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação (GEPE).
Os dossiers de candidatura, completamente preenchidos, deverão ser remetidos pelo correio ao GEPE – Ministério da Educação – Avenida 24 de Julho, 134, 5º 1399-054 Lisboa.
Descarregue aqui o dossier de candidatura: http://www.ciep.fr/assistantetr/docs/dossiers/portugal.pdf
Informações úteis:
Mais informações: 
Pessoa de contacto para informações complementares:

Porto, 1914

Fotografias da Cidade do Porto em 1914.

Nova ligação: PORDATA

Na lista de hiperligações surge agora uma nova ferramenta: a PORDATA, uma das melhores bases de dados sobre Portugal. Boas pesquisas!

Quais são os entraves ao emprego em Portugal?

Uma interessante notícia que deve ser explorada no âmbito de Área de Estudo da Comunidade:

A disparidade no emprego existe e os factores que a influenciam estão em cima da mesa: género, nacionalidade e tipo de deficiência. São as conclusões de um estudo que foi feito junto de pequenas e médias empresas portuguesas.
Coordenado pelo IPAM – The Marketing School e realizado junto de 63 PME certificadas pela ISO 9001 (normas técnicas que estabelecem o modelo de gestão da qualidade nas empresas), este estudo, a que a Lusa teve acesso, revela que a etnia e a deficiência continuam a constituir um entrave ao emprego.
O estudo, que não refere quando realizou os inquéritos às empresas, foi divulgado na véspera do Dia Mundial da Justiça Social, que se assinala este domingo.
A nacionalidade constitui igualmente um entrave ao emprego já que 97% dos trabalhadores daquelas empresas são portugueses.
Relativamente às dificuldades de integração no emprego, os cegos lideram a tabela (com 71,6 por cento), seguindo-se a etnia cigana (47,3), a surdez (44,6 por cento), os jovens com dificuldade de aprendizagem (43,3 por cento), os ex-reclusos (36,5 por cento), os portadores de deficiência motora (34 por cento) e ex-toxicodependentes (33,8 por cento).
Das empresas inquiridas, perto de metade afirma que nunca teve candidatos com deficiência e 19 por cento das empresas admitem não estar preparadas ao nível das acessibilidades físicas para empregar trabalhadores com deficiência.

Homens ainda dominam

O género é outro dos entraves já que 59 por cento dos trabalhadores daquelas 63 empresas são homens contra 41 por cento de mulheres.
A maior diferença regista-se ao nível dos cargos de chefia, sendo que 78 por cento destes são ocupados por homens enquanto apenas 21 por cento das chefias são mulheres.
A disparidade é também visível na diferença salarial já que o salário médio dos homens ronda os 849 euros e o das mulheres 721.

A-ha, Take on Me

We’re talking away
I don’t know what
I’m to say I’ll say it anyway
Today’s another day to find you
Shying away
I’ll be coming for your love, OK?

Take on me, take me on
I’ll be gone
In a day or two

So needless to say
I’m odds and ends
But that’s me stumbling away
Slowly learning that life is OK.
Say after me
It’s no better to be safe than sorry

Take on me, take me on
I’ll be gone
In a day or two

Oh the things that you say
Is it life or
Just a play my worries away
You’re all the things I’ve got to
remember
You’re shying away
I’ll be coming for you anyway

Take on me, take me on
I’ll be gone
In a day or two

Frank Sinatra, My Way

And now, the end is here
And so I face the final curtain
My friend, I’ll say it clear
I’ll state my case, of which I’m certain
I’ve lived a life that’s full
I traveled each and ev’ry highway
And more, much more than this, I did it my way

Regrets, I’ve had a few
But then again, too few to mention
I did what I had to do and saw it through without exemption
I planned each charted course, each careful step along the byway
And more, much more than this, I did it my way

Yes, there were times, I’m sure you knew
When I bit off more than I could chew
But through it all, when there was doubt
I ate it up and spit it out
I faced it all and I stood tall and did it my way

I’ve loved, I’ve laughed and cried
I’ve had my fill, my share of losing
And now, as tears subside, I find it all so amusing
To think I did all that
And may I say, not in a shy way,
“Oh, no, oh, no, not me, I did it my way”

For what is a man, what has he got?
If not himself, then he has naught
To say the things he truly feels and not the words of one who kneels
The record shows I took the blows and did it my way!

[instrumental]

Yes, it was my way

A flock of seagulls – I Ran

walked along the avenue.
I never thought I’d meet a girl like you;
Meet a girl like you.
With auburn hair and tawny eyes;
The kind of eyes that hypnotize me through;
Hypnotize me through.

And I ran, I ran so far away.
I just ran, I ran all night and day.
I couldnt get away.

A cloud appears above your head;
A beam of light comes shining down on you,
Shining down on you.
The cloud is moving nearer still.
Aurora borealis comes in view;
Aurora comes in view.

And I ran, I ran so far away.
I just ran, I ran all night and day.
I couldnt get away.

Reached out a hand to touch your face;
You’re slowly disappearing from my view;
Disappearing from my view.
Reached out a hand to try again;
I’m floating in a beam of light with you;
A beam of light with you.

And I ran, I ran so far away.
I just ran, I ran all night and day.
I couldnt get away.

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