“Acredite se quiser” era o título genérico de um “cartoon” (chamo-lhe “cartoon” porque, como diria o taoista, não sei que nome dar-lhe) de curiosidades “inacreditáveis” que, há uns anos, os jornais publicavam nas páginas e suplementos dominicais.
A notícia revelada na passada segunda-feira pela BBC de que em dezenas de escolas inglesas se ensina hoje que a homossexualidade deve ser punida com a morte por apedrejamento (ou lançando fogo ao “criminoso”, ou atirando-o de um penhasco) e os ladrões punidos cortando-se-lhes mãos e pés (com figura junta a explicar como se faz) tem que ser antecedida do mesmo “Acredite se quiser”.
A coisa passa-se numa rede de 40 escolas privadas onde as liberais e multiculturais leis britânicas permitem que sejam ministrados os curricula escolares sauditas. Segundo a BBC, além de na homofobia, os 5 mil jovens, crianças e adolescentes entre os 6 e os 18 anos, na sua grande maioria provavelmente de nacionalidade inglesa, que frequentam tais escolas, são igualmente educados no anti-semitismo (lê-se-lhes “Os protocolos dos sábios do Sião” e ensina-se-lhes que os judeus pretendem dominar o Mundo) e na intolerância religiosa (num manual destinado a alunos de 6 anos condena-se ao “fogo do Inferno” quem não acredita no Islão).
“Acredite se quiser”que, ouvido em Londres sobre o caso, o secretário da Educação se limitou a dizer umas frases politicamente correctas.
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