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Curadoria de conteúdos

Mês

Agosto 2010

Listas Definitivas de Colocação 2010/2011

Reabilitação urbana

Dois links com conteúdos interessantes sobre a reabilitação urbana:

http://www.dragteam.info/forum/economia-e-financas/42055-reabilitacao-urbana-saiba-como-recuperar-casas-e-fazer-um-bom-negocio.html

http://www.scribd.com/doc/7213631/Reabilitacao-Urbana-Centro-Historico-Porto

PR promulga Estatuto do Aluno

Contactada pela Lusa, fonte da assessoria de imprensa da Presidência da República confirmou que o diploma já foi promulgado.
A nova versão do Estatuto do Aluno foi aprovada no Parlamento em votação final global a 22 de Julho, com os votos favoráveis de PS e CDS-PP. PSD, PCP, Bloco de Esquerda e Os Verdes votaram contra.
Apesar de entre a aprovação do Parlamento e a promulgação do diploma ter apenas decorrido um mês, segundo as associações de directores contactadas pela Lusa anteriormente, serão ainda necessários “um a dois meses” para adaptar os regulamentos internos ao novo Estatuto do Aluno. Ou seja, o ano lectivo, que começa entre 8 e 13 de Setembro no ensino pré-escolar, básico e secundário, irá arrancar ainda sem os regulamentos internos adaptados ao novo Estatuto do Aluno.
O novo diploma acaba com as provas de recuperação, realizadas pelos alunos com excesso de faltas, independentemente da sua natureza, um mecanismo introduzido pelo anterior Governo com o apoio da então maioria socialista. É recuperada, por outro lado, a distinção entre faltas justificadas e injustificadas e são reduzidos os prazos dos procedimentos disciplinares, alterações propostas por todos os partidos, incluindo os que vão votar contra, e pelo próprio Governo, que também tinha apresentado propostas nesse sentido.
O Estatuto do Aluno determina ainda que o “incumprimento reiterado” do dever de assiduidade determina “a retenção” do aluno.
No 1º ciclo do ensino básico, o aluno não poderá dar mais de dez faltas injustificadas e nos restantes ciclos as ausências não podem exceder o dobro do número de tempos lectivos semanais, por disciplina.
Quando atingido metade destes limites, os pais são convocados à escola para serem alertados para as consequências da violação do limite de faltas e para se procurar uma solução. Caso tal não seja possível, a escola informa a comissão de protecção de crianças e jovens. Com a ultrapassagem dos limites de faltas, é determinado ao aluno um plano individual de trabalho a realizar em período suplementar ao horário lectivo. Este plano “apenas poderá ocorrer uma única vez no decurso de cada ano lectivo”.
Entre as medidas correctivas constam a advertência, a determinação de tarefas de integração escolar, o condicionamento de acesso a determinados espaços, sendo as três últimas da competência do director. Poderá ocorrer ainda a expulsão da sala de aula, tendo o docente a possibilidade de marcar falta.
Das medidas disciplinares sancionatórias constam a repreensão registada, a suspensão por um dia, a suspensão até dez dias e a transferência de escola, sendo esta última determinada pelo director regional de educação. O director da escola pode ainda decidir “sobre a reparação dos danos provocados pelo aluno no património escolar”.
Pais e estudantes devem ainda, no momento da matrícula, conhecer o regulamento interno da escola e subscrever uma declaração anual de aceitação, bem como de “compromisso activo” quando ao seu cumprimento. “Os pais e encarregados de educação são responsáveis pelos deveres de assiduidade e disciplina dos seus filhos e educandos”, lê-se na nova redacção do artigo 6, número 3.
Os regulamentos internos das escolas podem prever prémios de mérito destinados a distinguir os alunos.

Listas oficiais das escolas que fecharam

As direcções regionais de Educação publicaram, ontem à noite, quarta-feira, nos respectivos sítios da internet, a lista das 701 escolas do 1.º Ciclo que já não vão abrir portas em Setembro.

Segundo o JN, os municípios foram apanhados de surpresa e prometem contestação. (…) Albino Almeida, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais, não se pronuncia sobre a lista de encerramentos, mas só espera que sejam cumpridos os requisitos do protocolo assinalado em Junho entre a ANMP e o ME: ou seja, que as escolas de destino sejam melhores e com mais condições e que seja assegurada a alimentação e o transporte dos alunos. Caso contrário, insiste que “a última palavra é sempre das autarquias” e que “há tempo” para encontrar soluções. Não estando garantidas essas condições, “a solução mais lógica é manter os alunos nas escolas onde estavam, com os seus professores”.

O código numérico de Platão

Nuno Crato (www.expresso.pt)
9:00 Quarta feira, 18 de Agosto de 2010

Texto publicado na edição do Expresso de 14 de agosto de 2010


Foi anunciado nos meios académicos que Jay Kennedy, um historiador de ciência da Universidade de Manchester, acaba de descobrir o “código secreto” do mais famoso dos filósofos gregos. O seu estudo foi publicado na revista “Apeiron“, dedicada ao estudo da filosofia e ciência da Antiguidade, e é anunciado pelo próprio como o começo da descoberta da “filosofia escondida de Platão”.
Jay Kennedy, um filósofo que estudou matemática em Princeton e Stanford antes de se dedicar aos estudos clássicos, baseia-se essencialmente na contagem das linhas dos textos gregos. A ideia pode parecer estranha, mas há várias razões que tornam comum este tipo de análise. Tão comum que constitui uma disciplina estabelecida, que dá pelo nome de “esticometria” (stíchos é linha, fila ou verso em grego).
A contagem das linhas era usual na Antiguidade pois os escribas eram habitualmente pagos à linha e o número de linhas de um manuscrito era o que dava uma medida rigorosa do seu tamanho. A contagem de linhas era também usada para verificar se as cópias estavam conformes aos originais. Por tudo isto, não será irrealista esperar que os manuscritos gregos antigos que reproduzem os escritos de Platão estejam organizados de forma semelhante à que o autor originalmente lhes deu.
Com a possibilidade de tratamento digital das imagens e de contagem automática de partes de um texto, a esticometria desenvolveu-se imenso; mas só agora, com Jay Kennedy, foi feito um estudo sistemático de todas as obras conhecidas de Platão. O estudioso confirmou que os diálogos estão organizados na base de múltiplos de 12, conforme outros já tinham intuído. Assim, a Apologia tem cerca de 1200 linhas, Protágoras, Crátilo, Filebo e o Simpósio 2400, Górgias 3600 e a República 12000. E descobriu que as passagens mais dramáticas aparecem entre o oitavo e o décimo doze avos de cada obra. Reparou ainda que os temas estão colocados no que parece ser o equivalente a uma escala musical, também ela baseada em 12 notas de uma oitava. Assim, os temas virtuosos aparecem em posições que correspondem a notas harmónicas, enquanto os temas negativos estão em posições que correspondem a dissonâncias musicais.
Todas estas afirmações parecem estar solidamente apoiadas nos números, embora haja sempre alguma subjetividade na marcação das passagens. O que talvez não seja tão extraordinário são os ajustamentos aos doze avos. Com efeito, 1/2, 1/3, 1/4 e 1/6 são todas frações que podem ser expressas em doze avos: 6/12, 4/12, 3/12 e 2/12. É natural que frações de 12 se encontrem frequentemente ao procurar partes de um todo.
A base 12 seria, aliás, uma base de numeração mais conveniente que a de 10, que hoje usamos. Por alguma razão nas medidas imperiais um pé tem doze polegadas e ainda hoje o mostrador de um relógio se subdivide em 12 horas. Isso acontece porque 12 tem muito mais divisores do que 10. Consideremos apenas os divisores próprios, isto é, os inteiros que dividem um número e que não são nem a unidade nem o próprio número. Enquanto 10 apenas é divisível por 2 e por 5, 12 é divisível por 2, 3, 4 e 6. O número 12 é o que se chama um “número abundante”, pois a soma dos seus divisores próprios excede-o (2 + 3 + 4 + 6 = 15 >12). É, aliás, o mais pequeno número abundante. Não é de espantar que as frações com 12 no numerador abundem na esticometria de Platão. Esperemos, para ver se Jay Kennedy está na pista de algo verdadeiramente interessante.

Pedofilia e ordenação das mulheres

por Anselmo Borges

No passado dia 15, o Vaticano publicou um documento que actualiza as regras para a punição dos clérigos (padres, bispos ou cardeais) que abusam sexualmente de menores. São medidas que endurecem as penas e exigem que se torne realidade a “tolerância zero” para estes casos trágicos.

Durante demasiado tempo, a Igreja procurou mais preservar a sua imagem do que defender as crianças abusadas. Agora – e não poderá ignorar-se que também pesou a pressão dos média internacionais -, na actualização das Normae de gravioribus delictis (Normas sobre os delitos mais graves), de 2001, o Papa manifesta vontade firme de acabar com esta infâmia.

Como disse o porta-voz da Santa Sé, o jesuíta Federico Lombardi, entre as novidades do documento encontra-se a de que “os procedimentos sejam mais rápidos” para enfrentar com eficácia as situações mais graves e urgentes. Estas novas normas serão “um passo crucial no caminho da Igreja, que deverá traduzi-las em praxis permanente e ser sempre consciente delas”.

Apresentam-se as principais.

Há uma dilatação do tempo de prescrição destes delitos, que passa de 10 para 20 anos, a contar do 18.º aniversário da vítima. Tornam-se delitos graves os abusos sexuais com incapacitados mentais adultos bem como a posse e divulgação de pornografia infantil. Nos casos mais graves, prevê-se a demissão do estado clerical. Os clérigos delinquentes terão de submeter-se a dois processos: um canónico, próprio da Igreja, e outro estatal. Lombardi foi explícito: a Igreja católica está obrigada a cumprir “as justas leis civis”, também no que respeita aos crimes de abusos sexuais. Portanto, os clérigos pederastas, para lá das sanções canónicas, deverão comparecer perante os tribunais, segundo as disposições da lei civil.

Chegados aqui, ficam algumas observações.

1. O leitor perguntará, perplexo, como é que no título se une pedofilia e ordenação das mulheres. Essa foi a pergunta feita por muitos católicos e também pelos media. O que se passa é que, de facto, no mesmo documento, aparece igualmente como delito penal a “tentada ordenação sacra de uma mulher”.

Aliás, aparece igualmente, entre outros delitos, a simulação da administração dos sacramentos da eucaristia e da confissão ou a gravação desta. Mas o que chocou foi a junção da punição de abusos sexuais pelo clero e da ordenação de mulheres. Independentemente do que se pense desta – estou convicto de que, mais tarde ou mais cedo, é uma questão inevitável -, não se pode deixar de lamentar o sucedido. “Se se está a tentar um sistema funcional, crimes rituais ou sacramentais podem ser tão destruidores como os morais”, escreveu Andrew Brown no The Guardian, acrescentando: “Mas é uma conjunção que não vai cair bem no mundo exterior. Um organismo que tivesse alguma noção de relações públicas publicaria as duas revisões separadamente.”

Perante a justa indignação de tantos por causa desta imagem misógina da Igreja, Mons. Charles Scicluna, da Congregação para a Doutrina da Fé, teve de vir acalmar os ânimos, declarando que a ordenação de uma mulher e a pederastia não têm o mesmo nível de gravidade.

2. Embora não haja uma ligação intrínseca entre celibato e pedofilia, impõe-se a necessidade de atenção redobrada na formação dos futuros padres e é inevitável o debate à volta do perigo do celibato obrigatório para uma sexualidade madura.

3. É fundamental que se garantam os direitos de todos. Se, quando há separação de poderes – legislativo, executivo e judicial -, é o que se sabe, o perigo pode ser maior na Igreja, onde a separação não existe.

4. Mais uma vez se mostrou que um problema fundamental na Igreja é a reforma da Cúria. Mais um sinal: o documento publicado na semana passada já tinha sido aprovado pelo Papa no dia 21 de Maio.

5. Apesar de tudo, trata-se de uma atitude vigorosa de Bento XVI. Seria de esperar que outras instituições lhe seguissem o exemplo. Porque não é bom refugiar-se em bodes expiatórios nem bater sempre a culpa no peito dos outros.

Como vai o ensino da Música em Portugal?

Esta é a visão oficial do Ministério da Educação:

Ensino de Música http://d1.scribdassets.com/ScribdViewer.swf?document_id=35414177&access_key=key-1otev0mqjtl0sb3ax1ao&page=1&viewMode=list

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