Leio, no blog da formação, que as escolas devem usar as mesmas tecnologias que as crianças (chamemos-lhes estudantes) adoptaram. De acordo. Resta saber como será essa integração. Para já, subsistem mais dúvidas do que certezas.
Recordo a história, deliciosa, de uma escola norte-americana que investiu fortemente no hardware. Gastaram milhões em quadros interactivos, computadores pessoais, redes e maquinaria diversa. Quando começaram as aulas, os alunos dispunham de toda a parafernália tecnológica disponível no mercado. Os professores descarregavam os ficheiros para os pc’s dos alunos, os alunos faziam trabalhos em suporte digital que eram enviados para o pc do professor num nanosegundo através da rede interna da escola. Bom, seria o melhor dos mundos se não se desse o caso de os alunos passarem muito mais tempo a jogar (interactivamente!) no pc ou a ver vídeos no youtube do que a “estudar”.
Consequência: a parafernália foi despachada e a escola voltou ao papel e lápis.
A moral desta história é que a mesma escola cometeu dois erros. Apostou tudo na tecnologia sem ter uma vaga noção de como proceder a essa integração. E o segundo foi o de julgar que, ao contrário do que defende Stephen Heppell, ainda estamos no tempo do papel e lápis.
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