Actividade perceptiva ou lógica que implica a determinação das diferenças e das semelhanças. Processo linguístico ou lógico-verbal que consiste em estabelecer uma relação de equivalência ou de correspondência entre realidades pertencentes a domínios diferentes; a analogia e a metáfora constituem casos particulares deste processo.
Em psicologia experimental, os processos de comparação intervêm em numerosas experiências que implicam um juízo de diferença ou de identidade entre dois estímulos, tais como a determinação dos limiares diferenciais ou a avaliação da equivalência semântica ou lógica entre enunciados.
Para H. Wallon, este termo designa uma das fases características da «representação de coisas», na medida em que esta leva ao desenvolvimento das categorias mentais. No desenvolvimento da fase pré-categorial sincrética, a comparação representa a quarta fase, que sucede à denominação, à descrição e à narrativa. Ela refere-se ao tratamento das semelhanças e das diferenças entre os objectos e as imagens. Enquanto a descrição e a narrativa dependem ainda do pensamento por pares propriamente dito, a comparação esforça-se por ultrapassar este, pela introdução de um terceiro termo.

E. Jalley e M. Richelle

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