Preferência duradoura, em princípio não erotizada, que duas pessoas sentem uma pela outra. A literatura tem-nos fornecido exemplos famosos: Montaigne e La Boétie (“porque era ele, porque era eu”) S. Freud e W. Fliess. A amizade é o encontro íntimo das singularidades: implica, simultaneamente, a identificação (como transformação de acordo com um modelo exterior) e a empatia, ou seja, a capacidade para ecoar os afectos e os fantasmas um do outro. A questão consiste em saber se a sublimação e a homossexualidade latente são necessárias para compreender uma relação que se afirma, pelo menos conscientemente, como exclusiva de toda e qualquer lei e relação com o instinto.
S. Prévost
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