Orientação positiva para com outrem, que condiciona as relações do indivíduo com o seu ambiente social. O desenvolvimento da vinculação a outrem efectua-se por intermédio de interacções sociais nas quais a atracção desempenha um papel determinante. A atracção pode ser, quer considerada como uma constelação de sentimentos, que condiciona a orientação avaliativa de um sujeito para com um outro, quer como uma atitude que compreende, para além desta componente avaliativa (qualidade e força dos sentimentos e emoções) uma componente cognitiva (saberes e crenças) e uma componente conativa (intenções comportamentais e projectos). Enquanto componente afectiva, ela está na origem das filiações e relações interpessoais do indivíduo (relações de trabalho, relações amicais e amorosas).

Qualquer relação interpessoal é caracterizada pela natureza e pela força do laço afectivo entre as duas pessoas, podendo este laço revestir duas formas conceptualmente independentes:  a amizade ou, o amor, por um lado, a admiração, o respeito e a gratidão, por outro. Trata-se de um estado interno inferido a partir das  suas manifestações, e posto inicialmente em evidência pelo método sociométrico de J. L. Moreno. Também as primeiras pesquisas tiveram a ver com as características associadas à popularidade nos grupos. Estas preocupações deram lugar, desde os anos de  1950, a análises em termos de comparação social (L. Festinger), e depois a teorias em termos de aprendizagem social, que foram completadas ulteriormente por modelos mais específicos, que dizem respeito às relações amicais e amorosas.

G.Moser
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