Processo pelo qual um sujeito opera uma distinção entre estímulos ou objectos; resultado deste processo. Procedimento experimental levado a cabo para que este processo se manifeste; prova de discriminação. O estabelecimento de uma discriminação pressupõe o controlo de respostas discriminativas através de estímulos discriminativos. O trampolim de K. Lashley é um dos numerosos dispositivos clássicos para o estudo da discriminação visual. O princípio geral para estabelecer uma discriminação consiste em reforçar as respostas a um estímulo dito positivo, sem as reforçar no estímulo negativo. As respostas produzidas em primeiro lugar por generalização ao estímulo negativo sofrem uma extinção. A discriminação assenta em primeiro lugar, evidentemente, nas capacidades discriminativas do sujeito relativamente à ou às modalidades sensoriais com ela relacionadas. Neste sentido, ela remete à psicofísica dos limiares diferenciais. Mas, além disso, ela põe em jogo a associação dos estímulos, com consequências positivas ou negativas, associação essa que depende da aprendizagem e dos mecanismos cognitivos (aprendizagem sem erros).
Em psicologia social, o termo designa atitudes e condutas particulares, manifestadas por um indivíduo ou um grupo relativamente a um outro indivíduo ou grupo, na maioria das vezes mais com base em caracteres atribuídos por preconceito do que objectivamente determinados.

M. Richelle

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