Introduzida no final  do século XIX na psicologia experimental, e tornada rapidamente um dos conceitos centrais  da psicologia social, a noção de atitude qualifica uma disposição interna do indivíduo face  a um elemento do mundo social (grupo social, problema de sociedade, etc.), que orienta a  conduta que ele adopte em presença, real ou simbólica, desse elemento. Uma atitude não pode ser directamente apreendida, pelo que a sua medida necessita do recurso a um instrumento, dito escala de atitude, composto por um conjunto de questões que permitem explorar as suas diferentes facetas. Deve assegurar-se a coerência das opiniões expressas em resposta a essas questões, antes de as combinar num índice quantitativo único. Uma das primeiras escalas foi proposta por E. S. Bogardus para medir a distância social interétnica.
A maioria dos autores concebe uma atitude, como uma estrutura integrativa tridimensional, tendo um carácter ao mesmo tempo cognitivo (julgamentos, crenças e saberes), afectivo (sentimentos favoráveis ou desfavoráveis) e conativo (tendência de acção). É a componente conativa que melhor prediria o comportamento do indivíduo, na condição, contudo, de atitude e conduta terem a ver com um elemento do mundo social bem específico.
As teorias divergem quanto à origem das atitudes: intrínseca, para os que, como T. W. Adorno, apelam a variáveis de personalidade; extrínseca, para os que postulam modos de aquisição, tais como o condicionamento ou a aprendizagem social. Ainda que relativamente estável, uma atitude é modificável, e os trabalhos muito numerosos consagrados a este problema mostram, no essencial, que: (a) uma comunicação é tanto mais persuasiva quanto a fonte que a emite é competente, credível e simpática, (b) pode ser mais eficaz apresentar, ao mesmo tempo, o a favor e o contra, e (c) vale mais, em situação de perigo, expor os meios de lhe fazer face, do que se limitar a fazer apelo ao medo. As principais teorias da mudança de atitudes consideram-na quer numa perspectiva neobehaviorista (Escola de Yale, com C. L  Hovland e W. McGuire) quer de um ponto de  vista estritamente cognitivista (teorias da coerência e, mais  articularmente, a da dissonância cognitiva proposta por L. Festinger).
F. Askevis-Leherpeux
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