Deve-se a H.  Tajfel e à Escola de Brístol o ter mostrado que os processos de categorização observados com  estímulos físicos (ex.: linhas) podiam dar conta de certos aspectos da percepção e da cognição sociais: o indivíduo ordena os conjuntos sociais em categorias (na maioria das vezes  grupos), entre as quais ele acentuaria as diferenças e no interior das quais sublinharia as semelhanças. Este processo de categorização, que pode aparecer em situação experimental, assente em critérios mínimos, é um dos processos que subtende as relações intergrupos. A pertença a uma categoria pode levar o sujeito a definir a sua identidade social a partir dos atributos implicados por esta pertença categorial, pertença que ele procura então tornar o mais positiva possível, necessitando de favorecer, com os seus julgamentos e os seus comportamentos, o intragrupo, e de estigmatizar aquele ou aqueles que são extragrupo (favoritismo pelo intragrupo, discriminação relativamente aos extragrupos).
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