Mais uma vez se comemora, em todo o Mundo, o Dia Internacional dos Direitos Humanos. E, mais uma vez, o respeito por estes teima em ficar pelo papel. Darfur, minorias étnicas na China, mulheres e jovens vítimas da excisão clitoridiana em África, os indígenas na Amazónia e muitos outros milhares de casos em todos os continentes continuam a lembrar-nos que a Declaração Universal dos Direitos do Homem, assinada em 1948, ainda não vence, nem convence. Que futuro para o respeito pelo Outro? Farão, definitivamente, parte da natureza humana o egoísmo e a indiferença? Ou o trabalho notável, se bem que claramente insuficiente, dos trabalhadores humanitários, prova que ainda há esperança? Exige-se que hoje seja um dia de reflexão.

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