A diversidade das culturas [e comunidades] humanas é extraordinária. As formas aceites de comportamento variam grandemente de cultura para cultura, contrastando frequentemente de um modo radical com o que as pessoas das sociedades ocidentais consideram «normal». Por exemplo, no Ocidente moderno a matança deliberada de recém-nascidos e bebés é considerada como um dos crimes mais horrendos. No entanto, na cultura chinesa tradicional, as crianças de sexo feminino eram frequentemente estranguladas à nascença, uma vez que eram vistas como um encargo para a família e não como um património.
No Ocidente, comemos ostras, mas não comemos gatinhos e cachorros, e tanto uns como os outros são considerados, em algumas partes do mundo, iguarias gastronómicas. Os Judeus não comem carne de porco, enquanto os Hindus, embora comam porco, evitam a carne de vaca. Os Ocidentais consideram o acto de beijar uma parte natural do comportamento sexual, mas em muitas outras culturas esse acto é ou desconhecido ou considerado de mau-gosto. Todos estes diferentes tipos de comportamento são aspectos das grandes diferenças culturais que distinguem as sociedades umas das outras.
As sociedades de pequena dimensão (como as sociedades de «caçadores-recolectores») tendem a ser culturalmente uniformes, mas as sociedades industrializadas, pelo contrário, são culturalmente diversificadas, envolvendo numerosas subculturas diferentes. Nas cidades modernas, por exemplo, muitas comunidades subculturais vivem lado a lado — negros oriundos das índias Ocidentais, paquistaneses, indianos, italianos, gregos e chineses habitam, hoje em dia, algumas zonas centrais de Londres. Todas elas têm o seu próprio território e modos de vida.
Giddens
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