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Mês

Janeiro 2008

Idiots Savants

Edgar Martins Mesquita
Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade do Porto, Portugal 2007
 

O termo idiot savant surgiu em 1985 e caracteriza certos indivíduos que não obstante as suas debilidades cognitivas apresentam raras bolsas de brilho na resolução de determinadas tarefas. Esta definição paradoxal vem inscrita num continuum de longa data tendo como base a tradição psicométrica e a definição clássica de inteligência tendo como ponto de partida o factor g (factor de inteligência geral). O autismo, como problemática neurológica, social e comportamental parece estar bastante associada a indivíduos com estas características, mas os idiots savants surgem também associados a debilidades mentais na ausência de características autistas. Estes indivíduos são capazes da execução de tarefas extremamente complexas com aparente facilidade tais como cálculo de datas em calendários. Contudo permanecem ainda dúvidas acerca dos métodos utilizadas na sua resolução.

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Viriato Soromenho

Comemorações dos 50 anos da escola Alcaides de Faria
Grande filósofo português deu aula magistral
O filósofo Viriato Soromenho, a convite do grupo de filosofia, falou aos alunos e professores sobre a importância da filosofia na sociedade contemporânea.

Perante uma assembleia de aproximadamente 300 alunos e muitos professores, o filósofo falou da importância da filosofia para a vida, para o conhecimento “a filosofia pensa sobre o sujeito que conhece. A filosofia ajuda-nos a saber mais sobre o mundo e sobre o agente do conhecimento.” Caracterizou o saber filosófico como um “saber de humildade do homem” concluindo a sua primeira parte dizendo que “a filosofia ajuda-nos a perceber o alargamento da noção de ‘casa’. A preocupação e cuidado pelos outros seres do mundo e pela economia do mesmo.
Numa segunda parte realçou os oito valores educativos que a filosofia pode oferecer à comunidade educativa no século XXI, ou seja os valores educativos transversais que podem ser suscitados pelo estudo de uma atitude filosófica na prática docente e discente. O primeiro deles é respeitar que o ser humano é um ser em aberto, um ser de possíveis, nesse sentido a escola deve alimentar o potencial dos jovens. O segundo, é promover a capacidade de autonomia de pensar, da responsabilidade por uma opinião, por uma tarefa. O terceiro é suscitar a compreensão que o pensar é sempre um pensar com o outro, a nossa identidade é sempre uma relação do “eu-tu”. O quarto valor é suscitar a capacidade de trabalho em equipa, sem a anulação da identidade. O poder de cada um depende das relações com os outros. O quinto é permitir o exercício de múltiplos papéis. O que comanda sabe obedecer e vice-versa. Sexto valor é aprender a dosear os esforços no tempo longo, para isso é preciso saber viver o presente com intensidade. Sétimo valor aprender a suportar o insucesso e a frustração. O erro e fracasso têm um enorme potencial de aprendizagem para o conhecimento e de fortalecimento para o carácter. Finalmente respeitar o outro, a sua diferença de opinião. Nesse sentido é importante compreender e valorizar o pluralismo da condição humana.

Se Deus não abrange tudo o que existe, ele é apenas um ídolo

http://www.editonweb.com/Noticias/NoticiasDetalhe.aspx?nid=1486&editoria=3

O matemático Roger Penrose afirmou, depois de ler o livro de Lorenz Puntel, que a teoria deste filósofo brasileiro é a primeira filosofia que lhe dá toda a liberdade para ele fazer o que quiser enquanto cientista. De facto, Puntel separa bem os objectos de estudo da filosofia e da ciência: a filosofia estuda as estruturas universais e a ciência as particulares. Esta foi apenas uma das afirmações surpreendentes com que Puntel foi pontuando uma conferência onde explicou a sua teoria compreensiva do ser. No entremeio, alertou para a necessidade do pensamento cristão actual pensar Deus na sua dimensão universal, até porque não há outra diz

“Quando ouço pensadores cristãos a dizer que Deus é algo distante de nós, que é absolutamente outro, fico espantado e chocado”. Foi com esta frase que Lorenz Puntel agarrou as pessoas que o ouviam na passada sexta-feira, na Faculdade de Filosofia de Braga. Puntel é um filósofo brasileiro, cuja aparência nos faria pensar que a sua nacionalidade só poderia ser alemã. E, de facto, é na Alemanha que Puntel tem ensinado, mais concretamente na Universidade de Munique.

Mas voltemos à sua visão de Deus. “Pensar que Deus á algo distante de nós, distante do nosso «eu», é criar um empecilho para que uma pessoa possa admitir esse Deus”. E insiste: “se Deus não nos engloba, Deus é um fantoche. Ele só é um outro a partir do que nós dizemos”.

Este é apenas um dos argumento abrangidos pela tese que Puntel tem vindo a explicar em vários pontos do globo desde há dois anos, altura em que publicou o seu livro: Struktur und Sein: Ein Theorierahmen für systematische Philosophie. Tübingen: Mohr Siebeck, 2006 (título em alemão), onde explicita a sua tese.

Que tese é essa? Para o filósofo, “só faz sentido falar de Deus (cristão) se se pressupõe, explícita ou implicitamente, uma visão global da realidade total”. É por isso que o autor propõe uma “teoria compreensiva do ser”.

É por isso que diz rejeitar todos os argumentos a favor da existência de Deus porque todos o reduzem a uma parte do mundo: “se Deus não abrange tudo o que existe, ele é apenas um ídolo”. É por isso também que, alerta, “uma das tarefas actuais do pensamento cristão é pensar Deus na sua dimensão universal”.

“A filosofia não tem nada a dizer sobre o que estuda a ciência”

Na sua teoria estrutural- sistemática do ser, Puntel admite a existência de dois tipos de estruturas: as universais e as particulares. As estruturas particulares são aquelas que a Ciência estuda. “Entendo que a filosofia não tem nada a dizer sobre o que são as estruturas físicas. Nessas, só a Ciência tem uma palavra a dizer”.

Esta posição defendida por Puntel, e explicitada no seu livro, valeu-lhe um grande elogio do reputado matemático Roger Penrose que lhe disse o seguinte: “Pela primeira vez encontro uma filosofia que, como filosofia, me deixa totalmente descansado porque me dá toda a liberdade para eu fazer o que quero enquanto cientista”.

Convém, pois, frisar que para Puntel, a filosofia é “a teoria das estruturas universais do universo do discurso”, sendo que o universo do discurso é tudo sobre o qual se pode falar. É por isso que, nota, “quando se diz que não se pode falar de Deus, já se está a falar. E é preciso aceitar isso com humildade, embora perceba que falar hoje sobre este assunto seja difícil por causa da evolução do pensamento”.

Gargalhadas não são exclusivas dos humanos

A base do riso poderá ter surgido num primata ancestral dos humanos e dos macacos actuais, sugeriu um estudo científico publicado na revista Biology Letters.

Cientistas descobriram que os orangotangos têm o sentido de empatia e mimetismo necessários a qualquer tipo de riso. As expressões faciais, tais como a boca amplamente aberta, foram encontrados e copiados por estes grandes primatas.

A velocidade com que os orangotangos capturaram esta expressão de riso fez crer que as suas manifestações são involuntárias.

A Dr. Davila Ross, uma das especialistas responsáveis pelo estudo, estudou 25 espécimes entre os dois e 12 anos e concluiu que, de cada vez que um gorila «sorri», o seu companheiro imita o gesto em apenas meio segundo.

«Nos humanos, o comportamento mimético pode ser voluntário e involuntário. Até à nossa descoberta, não havia a mínima pista de que os animais tivessem respostas semelhantes», afirmou a cientista à BBC. «O que ficou claro é que os blocos que ergueram o contágio emocional positivo se formaram antes da humanidade».

SOL com agências

Emir Kusturica e a No Smoking Orchestra

A música frenética e torrencial da No Smoking Orchestra, banda que mistura o punk rock com as várias músicas tradicionais dos Balcãs, regressa a Portugal para dois concertos nos coliseus do Porto e Lisboa, nos próximos dias 25 e 26, respectivamente.

Conhecida pela intensidade cénica dos seus concertos, dominados pela energia explosiva e aparentemente inesgotável do vocalista/compositor Nenad Jankovic (mais conhecido pelo seu nome artístico de Dr. Nelle Karajlic), que já não é nenhum teenager, a banda já actuou em Portugal em várias oportunidades.

Desta vez, o grupo vem apresentar o seu novo disco, intitulado “Time of the Gipsies” (Tempo dos Ciganos), definido pela própria banda como “uma ópera punk”.

Este espectáculo é constituído por 14 temas originais em que o grupo deambula pelas diversas influências que caracterizam a música da banda, que incluem rock, música cigana, folclórica, reggae, jazz e o que mais aparecer pela frente ao Dr. Nelle Karajlic, a Emir Kusturica – galardoado cineasta e guitarrista da banda – e seus comparsas de aventura musical.

A banda foi formada em 1980, em pleno movimento punk/new wave, em Belgrado, pelo Dr. Nelle Karajlic, tendo-se destacado imediatamente pelas suas letras satíricas, muito agressivas relativamente ao poder político da época.

Esta fórmula valeu ao grupo um enorme êxito e garantiu-lhe um estatuto de super-estrelas na ex-Jugoslávia, vendendo centenas de milhar de discos e esgotando concertos em grandes espaços.

Esta agressividade, inédita na então Jugoslávia pós-Tito, mas ainda comunista, fez descer sobre a popular banda a mão pesada da censura, o que levou à saída de alguns elementos em 1984.

Foi nessa altura que entrou para o grupo Emir Kusturica, já então um conhecido realizador de cinema, para substituir o baixista.

Desde então Kusturica, apesar do grande êxito internacional que tem obtido como cineasta – repetidamente premiado nos festivais de Berlim, Veneza, Cannes e muitos outros – tem mantido uma carreira paralela como músico da No Smoking Orchestra, cuja música tem utilizado como banda sonora dos seus filmes.

A notoriedade internacional de Emir Kusturica levou a que em 1998, a banda tivesse mudado o seu nome para Emir Kusturica and the No Smoking Orchestra, tendo entretanto o realizador trocado o baixo pela guitarra eléctrica.

Lusa/SOL

Escolas sem nomes santos

As escolas Básicas e Secundárias vão deixar de ter santos ou santas na denominação oficial. A indicação partiu do Ministério da Educação, no âmbito da aplicação do Decreto de Lei n.º 299/2007, da Lei de Bases do Sistema Educativo.

O Decreto, de 22 de Agosto, define as normas aplicáveis à denominação dos estabelecimentos de educação ou de ensino públicos não superiores, acabando com as tradicionais EB 1 ou EB 2,3 e passando a existir apenas escolas Básicas e Secundárias.Quanto ao nome, o decreto diz que “deve criar-se designações com que as comunidades educativas se identifiquem e que sejam facilitadoras da elaboração de cartas educativas, tratamento estatístico e da aplicação das novas tecnologias”.

Fala também o decreto da faculdade de a escola poder incluir o nome de um patrono, que deve ser “uma personalidade de reconhecido valor, que se tenha distinguido na região no âmbito da cultura, da ciência ou educação, podendo ainda ser alusivas à memória da expansão portuguesa, à antiga toponímia ou a características geográficas ou históricas do local onde se situam os estabelecimentos de ensino”.

Assim, para redenominar as escolas públicas o Ministério entendeu encarregar da escolha as assembleias de escola, dando entretanto a indicação aos órgãos directivos de que devem ser evitadas alusões religiosas, como nomes de santos ou santas. Esta ordem gerou alguma polémica em agrupamentos do distrito de Braga, com várias pessoas a recusarem o riscar do nome da terra.

Ora esta situação vem causar grandes dificuldades, nomeadamente ao nível das antigas escolas primárias, agora escolas Básicas, cujo nome era, por norma, o mesmo da freguesia.

Tendo em conta o caso de Lisboa, por exemplo, em que 31 das 53 freguesias têm nomes católicos – como Santa Justa, Santa Engrácia, S. Francisco Xavier ou Nossa Senhora de Fátima – prevê-se que a tarefa não seja nada fácil.

Refira-se que mais de trinta por cento das freguesias portuguesas tem nome de santos ou santas.

ESCOLAS RETIRARAM CRUCIFIXOS

O Ministério da Educação enviou em Novembro de 2005 ofícios às escolas onde existiam crucifixos nas salas de aula, ordenando a remoção desses símbolos religiosos, no âmbito de uma operação iniciada em Maio que surge na sequência de uma exposição da Associação Cívica República e Laicidade. O Governo defendeu a medida alegando que esta é uma decisão assumida com o “respeito pela diferença”. Em Junho último, a mesma associação solicitou também ao Ministério da Saúde a adopção de igual medida nos hospitais públicos. A Igreja Católica contestou a posição da associação. Carlos Azevedo, bispo auxiliar de Lisboa e então porta-voz da Conferência Episcopal, lamentou que haja “instituições tão antiquadas”. “É preciso perceber que a sociedade portuguesa não é laica”, disse.

“ESTÁ EM CAUSA A NOSSA CULTURA”

Para o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) trata-se de “mais um passo numa escalada laicista sem sentido, que já se iniciou há uns tempos”. “A ser verdade essa intenção, estamos perante um caso de inaceitável fundamentalismo”, disse D. Jorge Ortiga, considerando que “está em causa a nossa cultura”. Referindo que não gosta de comentar as situações sem estar devidamente fundamentado, o arcebispo de Braga lamentou, no entanto, que “todos os dias se assista a esta tentativa de cavalgada laicista, contra os valores mais profundos da maioria da população”.

Questionado sobre a eventual retirada de todas as figuras religiosas da heráldica nacional, nomeadamente das bandeiras de municípios e freguesias, D. Jorge Ortiga disse não querer acreditar que tal possa acontecer. “Espero que tudo isto não passe do mundo das intenções e que, na hora da verdade, o bom senso prevaleça”, disse.

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