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Mês

Outubro 2007

Contos infantis devem ter lobos «maus» e que morrem no fim ?

Para que as crianças aprendam a distinguir o bem do mal, o pediatra Mário Cordeiro defende que o «lobo» tem de continuar a ser «mau» nos contos de fadas e «o pau deve ser atirado ao gato» nas canções infantis  

O médico está a preparar um novo livro onde pretende contestar a forma politicamente correcta como as histórias e canções tradicionais infantis tendem a ser hoje em dia contadas e cantadas às crianças.

«Acho que deve ser como sempre foi. Não se devem suavizar as histórias. Quando se fala de lobos, reinos ou príncipes encantados nas histórias de ‘Era uma Vez’, isso significa o próprio percurso de vida», explicou em entrevista à Lusa Mário Cordeiro, que em Novembro lança O Livro da Criança, da editora Esfera dos Livros.

Na história dos «três porquinhos», as casas de palha, madeira e tijolo significam as várias etapas da vida do indivíduo, em que há uma evolução e estruturação social e pessoal, exemplifica o pediatra.

«A casa de tijolo transmite a noção de que o trabalho e a segurança são necessários à brincadeira e ao lazer», sustenta.

Mas, segundo o pediatra, essa casa deve ter sempre a chaminé e um caldeirão de água a ferver onde o lobo morre, já que a presença destes elementos na história lembram sempre a vulnerabilidade do ser humano e a sua capacidade para superar situações.

«Porque se o porquinho vivesse num ‘bunker’ sem chaminé não poderia cozinhar e, logo, morreria de fome», explica.

Da mesma forma, o lobo da história tem de morrer e não se deve contar uma versão em que a fuga é a solução, até porque isso deixa a porta aberta para a possibilidade de um regresso: «Isso sim é que provoca pesadelos às crianças», diz o pediatra.

E por mais cruel que pareça, também as várias histórias em que morre a mãe de uma personagem devem ser contadas tal e qual, para preparar os filhos para uma vida própria e autónoma.

E é também por isso que as mães, segundo Mário Cordeiro, são substituídas por madrastas más, para deixar de haver um pólo de segurança.

«Um dia vais ter de fazer a tua própria vida», esta é a mensagem, explica o pediatra.

Para Mário Cordeiro, «os adultos são arrogantes a contar histórias e contam-nas para si próprios».

«Não é por o lobo ibérico estar em extinção que não se deve matar o lobo na história. Não se pode confundir realidade com fantasia», argumentou.

A falta de definição entre o bem e o mal pode levar a um medo de crescer, que, segundo o médico, é a causa de grandes problemas na adolescência.

Para realizar este trabalho, Mário Cordeiro está a comparar várias versões de histórias e canções tradicionais e tem verificado que «estão a desajudar imenso as crianças com versões absurdas».

Neste livro, que deverá estar pronto dentro de um ano, o pediatra propõe-se explicar como se diferencia a família psicológica da família real e qual é a construção que a criança faz do seu triângulo familiar.

A partir dos 18 meses, explica o pediatra, a criança perde a noção da omnipotência e deixa de se sentir Deus para passar a perceber as fragilidades de qualquer ser humano.

«Tenta, então, refugiar-se no seu próprio triângulo e tenta projectar o seu futuro dentro de casa, perspectivando os seus próprios filhos. O primeiro sinal disso é quando uma criança começa a embalar um boneco ou um urso».

Nesta altura, a criança começa a identificar-se mais com o progenitor do sexo oposto e a rivalizar com o do mesmo sexo.

No fundo, Mário Cordeiro tentará explicar «o medo de crescer», dando aos pais ferramentas para se responsabilizarem na definição de limites para os filhos.

«É fundamental uma criança conhecer os limites da sua relação com o outro», afirma.

A obra que o pediatra lança em Novembro, O Livro da Criança, pretende responder a algumas dúvidas e inquietações dos pais de crianças com entre um e cinco anos de idade e segue-se ao O Grande Livro do Bebé, também da Esfera dos Livros, uma obra do mesmo género sobre bebés até aos 12 meses.

Com estas obras, o autor «não pretende criar manuais de instruções», mas antes aumentar a sabedoria dos pais para que tomem decisões informadas e fundamentadas em relação aos seus filhos.

Nos planos futuros de Mário Cordeiro estão ainda mais dois livros, um para crianças em idade escolar e outro para a adolescência.

Lusa / SOL

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Jogos didácticos

Eis um bom exemplo.

Esquerda do avesso

Nick Cohen, em entrevista ao semanário Sol, diz umas quantas coisas que merecem ser lidas. Pela esquerda.

“O que são estes europeus brancos e ricos que dizem ser de Esquerda? Que esquerdismo é o deles? Que significado tem, quando o socialismo – que definia o que era ser de Esquerda nos anos 80 – já não existe nem tem programa para além da democracia social? (…)

Suponho que, em Portugal, a Esquerda seja mais anticlerical do que a Direita. No entanto, (…) é muito provável que grande parte dos portugueses que dizem que não se deve ofender os clerigos muçulmanos sejam de esquerda. Não é estranho? O que é feito dos seus valores iluministas? Só os usam contra os pregadores católicos brancos?

(…) Tenho passado muito tempo a tentar perceber os filíosofos pós-modernos, que são escritores horríveis. Ao lê-los, fica-se com a impressão que é imperialismo cultural defender os melhores valores liberais, como a liberdade de expressão ou os direitos das mulheres.

(…) [Segundo a Esquerda,] é aceitável defender os direitos das mulheres brancas de Londres ou Lisboa, mas não os das mulheres de Teerão. Ou que o que é de Esquerda é ser contra Guantánamo, mas não contra o que se passa no Darfur, ou que se deve defender os direitos sindicais em Portugal, mas não na China. (…) Devia haver vigílias à porta da embaixada chinesa em Lisboa dia sim, dia não. Mas como não se pode deitar as culpas aos americanos… deixa-se passar.”

Pobreza ameaça a classe média

As famílias atingidas pelo desemprego e endividamento são os novos rostos dos dois milhões de pobres que existem em Portugal. A chamada classe média, esganada pelos créditos ou apanhada nas malhas do desemprego crescente, constitui uma nova forma de pobreza, que desafio os estereótipos associados a esse fenómeno.

As estatísticas do Eurostat revelam que 20% da população portuguesa vive na pobreza. Dois milhões de pessoas, portanto. Na União Europeia, a taxa de pobreza situa-se nos 16%, o que coloca Portugal no top 10 dos estados-membros mais pobres.
Ter emprego não significa estar acima do limiar de pobreza. O mito de que só quem não trabalha cai nas malhas da miséria é desmentido pelos números 14% dos portugueses que trabalham estão em risco de pobreza, de acordo com dados da Rede Europeia.
O problema é que não ganham o suficiente para pagar as contas. Isabel Jonet, directora do Banco Alimentar (BA), diz mesmo que os novos pobres são aqueles que contraíram créditos ou assumiram responsabilidades financeiras que já não conseguem honrar, seja porque perderam o emprego ou porque o custo de vida está cada vez mais elevado.

Estes novos fenómenos desafiam também as classificações tradicionais de classe média. “Se 20% dos portugueses concentram 80% da riqueza, já não há a chamada classe média”, explica o padre Jardim Moreira. As desigualdades sociais, em Portugal, são ainda mais chocantes do que no resto da Europa. Segundo dados da Eurostat, referentes a 2004, o grupo com mais rendimentos ganha sete vezes mais do que a franja mais desfavorecida.

“O que tem sido feito é gerir a pobreza, não resolvê-la”, critica o padre Jardim Moreira. Uma das formas de camuflar a real dimensão do problema é aumentar as transferências sociais (subsídios e outras prestações). Se fossem cancelados todos esses apoios, a taxa de pobreza, em Portugal, aumentaria para 38% e na Europa 40%, o que é revelador da “subsidiodependência”.
Para quebrar o ciclo da pobreza, os especialistas são unânimes na necessidade de investir na educação. Neste parâmetro, o nosso país apresenta também indicadores desoladores a taxa de abandono escolar é de 39% (quando na Europa não ultrapassa os 15%).

Helena Norte

James Watson

O perfeito idiota.

James Watson, Nobel da Medicina em 1962, um dos homens responsáveis pela descoberta da estrutura molecular do ADN, a dupla hélice da vida, precursor da genética, acredita que os negros são menos inteligentes que os brancos.

Citado pelo “Independent”, Steven Rose, investigador em biologia da Open University e membro da Sociedade para a Responsabilidade na Ciência, uma das vozes que se insurgiu contra as declarações, afirma: “Se Watson lesse com atenção tudo o que tem sido publicado nesta área concluiria que não percebeu nada do que foi descoberto até agora”.

No Smoking Band

Emir Kusturica and the No Smoking Orchestra

Emir Kusturica regressa a Portugal com a frenética No Smoking Orchestra para dois concertos únicos inseridos na Tournée de 2008, dia 25 de Janeiro no Coliseu do Porto, e dia 26 de Janeiro no Coliseu de Lisboa. Na bagagem o novo álbum «Time of the Gypsies», sem esquecer temas como «Unza Unza Time!», «Bubamara» e «Pitbull Terrier» entre outros que certamente vão fazer explodir o coliseu numa noite inesquecível!

***

Por (muito) bons motivos, não poderei ir. Mas quem puder, faça o favor de não perder esta oportunidade!

Cientistas descobrem mecanismo no embrião responsável pela diferença entre espécies

Como é que uma estrutura celular simples ao nível do embrião deu origem a uma tão grande variedade de espécies nos animais vertebrados? A pergunta é feita há mais de um século pela comunidade científica. A possível resposta ao enigma foi publicada hoje pela revista “Nature”. Uma equipa de cientistas especialistas em embriologia diz ter descoberto o mecanismo responsável pela distinção entre os verterbrados mais complexos e outros primitivos como os anfíbios ou os peixes.

Os embriologistas da Universidade de Londres utilizaram um microscópio de dois fotões para analisar o desenvolvimento dos ovos de galinhas, com um desenvolvimento semelhante ao dos mamíferos. No início, a massa indiferenciada de células que constitui o embrião movimenta-se até criar a estrutura que vai definir a formação de um corpo, num processo conhecido por gastrulação.

No estudo hoje divulgado, os cientistas revelam ter descoberto que os vertebrados mais desenvolvidos, como os mamíferos e aves, adquiriram durante a sua evolução um mecanismo de intercalação celular que posiciona a linha primitiva de células, que depois forma o eixo do embrião, no centro do embrião e não no extremo como acontece nos vertebrados primitivos. Este processo de formação da primeira estrutura embrionária visível ocorre antes e durante a gastrulação. No ser humano acontece às três semanas e é um estádio fulcral no desenvolvimento embrionário porque define quantos indivíduos vão ser formados e se vão existir mal-formações no feto.

“O nosso estudo descobriu um processo único nos grandes vertebrados, através do qual as células se organizam de uma determinada maneira, mesmo antes de ter início a gastrulação, de forma a criar a primeira estrutura visível no embrião: a linha primitiva. Esta linha marca a posição do futuro eixo do embrião”, explicou ao PUBLICO.PT o coordenador do estudo Claudio Stern.

Segundo o especialista, a descoberta da equipa tem particular importância pois é a primeira vez que os movimentos das células embrionárias são analisados ao nível do epitélio, um tecido básico do organismo em que as células estão muito próximas umas das outras, mas também porque foi possível seguir a actividade celular em embriões vivos, sem os perturbar.

“Os embriões humanos, e de outros mamíferos, têm de ser implantados no útero materno antes de se envolverem, as aves põem o ovo dentro de uma casca e os anfíbios e peixes directamente na água. Cada uma destas condições confere ao embrião características e formas únicas. No entanto, o que todos têm em comum é que antes da gastrulação o embrião é mais ou menos uma massa de células parecidas umas com as outras. É a gastrulação que inicia o processo de diferenciação e confere forma ao embrião”, disse Claudio Stern.

Nas palavras de outro autor do estudo, lembra o especialista, “O acontecimento mais importante na nossa vida não é o nascimento ou o casamento ou a morte mas a gastrulação”.”Desde que sabemos que até este estado, mas nunca depois, um único embrião pode gerar gémeos idênticos, percebe-se a sua importância. Se a ‘alma’ existe, de certeza que o embrião não a tem antes da gastrulação porque ainda há a hipótese de se gerar mais do que um indivíduo, senão os gémeos teriam de partilhar a mesma alma entre os dois”, acrescenta.

Além do mecanismo único que define o eixo do embrião, os cientistas identificaram as moléculas utilizadas pelo embrião para controlar os movimentos celulares. O objectivo da equipa, conclui Stern, é a aproveitar a tecnologia do novo microscópio que permite visualizar a três dimensões estruturas embrionárias ínfimas para “perceber muito mais acerca do movimento celular e das decisões ao nível do embrião”.

Público, Marta Ferreira dos Reis

Vende-se

http://www.quebarato.cl/clasificados/vendo-barato__276728.html

Espanha X Portugal

Para descontrair…

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