525

Mãe que agrediu professora foi condenada a 525 dias de multa.

525 dias de multa? E o que é que isso dá? 525 euros? 525 mil euros?

No tempo das chibatadas, 525 eram 525. Umas mais fortes, outras mais fracas. Mas pelo menos já se sabia ao que se ia. E como enquanto o pau levanta as costas aliviam, sempre existiam 524 momentos de puro relax pelo meio.

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  1. A mãe que agrediu, no ano passado, uma professora da Escola Básica do Fujacal, em Braga, foi ontem condenada a pagar 2100 euros, respeitante a 525 dias de multa, mais cinco mil por danos à vítima, depois de provados três dos quatro crimes de que foi acusada pelo Ministério Público. Segundo o juiz, devido às implicações sociais do caso, aquela foi a pena de multa mais alta aplicada em toda a sua carreira.

    “Ainda hesitei entre a prisão e a pena de multa”, disse o magistrado à arguida Sílvia Sousa, a quem advertiu também que, dado o vasto historial de burla e falsificação de documentos, esta “foi a última oportunidade que a justiça portuguesa lhe deu de não pisar uma cadeia”. A agressora, que espancou a docente Hermínia Ferreira em plena sala de aulas, terá de pagar no prazo previsto na lei, sob pena de ir presa durante 350 dias.

    Foi condenada pelo crime de introdução em local vedado ao público, crime de ofensa à integridade física qualificada e crime de injúrias agravadas. O seu companheiro, que também estava acusado dos mesmos delitos, foi absolvido de todos, à excepção da invasão de espaço, que lhe valeu uma multa de 150 euros.

    O juiz foi corrosivo, ao relembrar a arguida que todas as multas raiam o limite máximo, o que é revelador da “gravidade da situação”.

    “Nos EUA, o uso livre de armas faz com que um aluno descontente mate o professor, o colega que o gozou no recreio e depois dê um tiro na cabeça. Aqui, usa-se o corpo como arma. É para onde caminham as sociedades. Isto merece uma séria reflexão”, disse.

    “Na minha opinião, o pior ficou por julgar os danos psicológicos das crianças. Quebrou-se o tabu do seu lugarzinho, o respeito pelo professor, a segurança”, frisou. Pelo elevado número de crimes que atentam contra “os educadores e mentores das crianças”, o juiz pediu respeito.

    Recorde-se que Sílvia recebeu, no dia da agressão, um telefonema do filho a dizer que a docente de outra turma o tinha agredido. A arguida saiu, ontem, da sala de audiências a festejar a sentença, enquanto alguns elementos que a acompanhavam insultaram, ali mesmo à porta, testemunhas da docente.
    http://jn.sapo.pt/2007/05/05/norte/mae_bateu_docente_apanhou_a_multa_ma.html

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