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Curadoria de conteúdos

Mês

Maio 2007

Mais delírios

George Bush, o tal com mais dois ponto de QI do que o necessário para ser compulsivamente integrado numa classe de ensino especial, daquelas bem exclusivas e castradoras em que o USA são férteis, escolhe os jornalistas que têm acesso à Casa Branca para lhe colocar questões — não fosse alguém fazer-lhe uma pergunta mesmo a sério, daquelas que ele não saberia responder.

Leia-se aqui, aqui e aqui .

Uma bela imagem do país da “democracia”.

“É a democracia, estúpido!”

Delírios

Hugo Chávez prossegue a sua campanha de estalinização do Estado. Mas, por cá, os mais ortodoxos apoiantes da nomenklatura bramem que não, que a democracia é mesmo isso: podem todos ter direito à expressão, desde que devidamente controlados pelo Estado. E avançam com delirantes teorias da conspiração, demonstrando (ou tentando demonstrar) que a razão está do lado de Chávez, ou seja, “do povo” — mas só de partes do povo, que outra parte anda nas ruas a fugir das intervenções policiais.

“É a democracia, estúpido! “

O que é o eduquês?

O eduquês não é uma corrente. Não é uma teoria. Não é uma escola. Não é um princípio. Mas existe.

Existe sob a forma de facilitismo que se instalou nas escolas, não por culpa directa dos professores, mas por sucessivas imposições ministeriais.

Um bom exemplo encontra-se nos exames nacionais deste ano: os erros ortográficos não contam para avaliação no primeiro grupo. Diz o director do GAVE que as competências de leitura e escrita podem, assim, ser avaliadas separadamente, pelo que se trata de um critério técnico muito para lá da mera opinião do senso comum.

Outro exemplo é o uso de máquinas de calcular para evitar essa maçada que é a tabuada. Desde os primeiros anos de escolaridade que as crianças são induzidas à lei do menor esforço, sem que para tal existam autênticos hábitos de trabalho.

Mais um exemplo é o da constante substituição de disciplinas sérias por disciplinas sobre banalidades e fantochadas, como é o caso do Estudo Acompanhado, da Área de Projecto e da Formação Cívica.

Mas se Nuno Crato, Desidério Murcho ou qualquer outro indivíduo diz que isto está mal, lá aparecem os eduqueses da praça, a chamar fascistas e conservadores a tudo o que manifeste actividade neuronal superior a duas sinapses por segundo, provavelmente tentanto não mais do que assegurar o tacho: o tacho das escolas de formação de professores, das ESE’s, da literatura de cordel que se publica sob a égide das pseudo “ciências” da educação (obviamente, com a devida ressalva de quem trabalha seriamente; e, felizmente, também existem bons exemplos na internet, nomeadamente em blogues) e de todo o tipo de experimentalismo acéfalo em que o nosso sistema de ensino está afogado.

O pior é que essa gente não se dá à discussão: mantêm-se na sua posição ortodoxa e evitam o debate e a troca de argumentos. Quando lhes é apontado o erro, não respondem ou refugiam-se em citações vagas semelhantes às que se encontram nos horóscopos. Deixam os interlocutores sem resposta, por incapacidade intelectual.

Não farei a apologia das soluções propostas por Nuno Crato: mas não vi, até hoje, um único comentário publicado na internet em que ficasse demonstrado que aquele célebre livrinho “O eduquês em discurso directo” não esteja doente de razão. Pelo contrário, o que se vê é um conjunto de comentários bovinos, repetindo banalidades como “ele não tem autoridade para falar de pedagogia porque não percebe nada de ciências da educação”, ou “ele é um saudosista de Salazar” ou “o eduquês não existe; trata-se de um livrinho delirante”.

Enquanto debate de ideias, não há dúvida que os partidários do eduquês têm uma noção muito incipiente da democracia. Isolados na sua ortodoxia, tudo o que saia da [sua] norma é lixo. Eis uma boa forma de se auto-anularem. Continuem: é esse o caminho.

Eduquês em estado sólido

Substitua-se Física, Química, Matemática, Inglês, Filosofia e todas as outras coisas “chatas” e “sem interesse prático” por isto:

http://www.psicologia.com.pt/artigos/ver_opiniao.php?codigo=AOP0096

Afinal, desde que não seja “deseducativo” e tenha objectivos pedagógicos, tudo serve.

Trata-se, afinal, de uma psicopedagoga. Isso explica muitas coisas.

Foi ontem…

27 de Maio de 1987

Incoerência

O que ontem era mentira, hoje é verdade.

Super-morcões

Os energúmenos do costume tornaram a demonstrar a sua selvajaria. Desta vez, o arruaceiro-mor fica impedido de provocar mais estragos, pelo menos até Sábado.

Ainda bem. Luís Magalhães e Alberto Babo, pela urbanidade demonstrada, bem merecem que esta final continue a ser uma festa. E que vença a Ovarense: seria justo.

Que tipo de não-crente sou eu?

What kind of atheist are you?
À boleia do www.heldersanches.com, eis o “meu” retrato:
Militant Atheist
 
83%
Scientific Atheist
 
83%
Apathetic Atheist
 
83%
Angry Atheist
 
75%
Agnostic
 
67%
Spiritual Atheist
 
25%
Theist
 
8%

http://quizfarm.com/run.php/Quiz?quiz_id=34703

Boas notícias

O Arcebispado de Boston, onde há alguns anos estalou um escândalo de padres pedófilos, decidiu vender as suas instalações administrativas a uma universidade, devido a dificuldades financeiras e ao decréscimo de fiéis, noticiou hoje o jornal “Boston Globe”.

As instalações, que incluem vários edifícios e mais de sete hectares de terreno, deverão ser vendidas a uma universidade de Boston por 65 milhões de dólares (48,3 milhões de euros).

A administração do arcebispado, que emprega 200 pessoas, será transferida para um edifício de escritórios.

Há três anos, o arcebispado tinha anunciado a venda da residência do arcebispo e a extinção de 65 paróquias (20 por cento do total) devido a problemas financeiros e à diminuição do número de fiéis.

Em 2003, o arcebispo de Boston acordou com o advogado de mais de 500 vítimas de padres pedófilos uma indemnização de 90 milhões de dólares (67 milhões de euros).

Entretanto, insisto para que vejam este vídeo. É chocante, mas vale a pena.

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