Pesquisar

detritus toxicus

Curadoria de conteúdos

Mês

Março 2007

Da dignidade

Santa Maria da Feira, 10 de Março de 2007. Corta-mato escolar com a presença da Ministra da Educação. Insistentemente vaiada pelos assistentes, Maria de Lurdes Rodrigues reagiu da forma que se pode ver aqui.

Não faço comentários.

Recebido por e-mail, graças à cortesia da Maria Lisboa

Bêbedos à solta

 À atenção da Senhora Ministra da Educação:

Cerca de 60 jovens portugueses que passavam férias em Lloret del Mar, a 70 quilómetros de Barcelona, vão regressar mais cedo a casa, por terem causado distúrbios no hotel onde se encontravam alojados.

 Senhora Ministra: será possível responsabilizar algum dos professores destes jovens delinquaentes de forma a ilibá-los? É que, Senhora Ministra, o que está a dar é ilibar os meliantes e dar-lhes palmadinhas nas costas! Veja-se o exemplo:

A Selecção Nacional de râguebi chegou esta madrugada a Portugal, após o histórico feito obtido no Uruguai. No entanto, a comitiva não regressou completa, isto porque seis dos jogadores que estiveram em Montevideu terão cometido alguns excessos nos festejos e acabaram por ser detidos pela polícia. Isto mesmo foi já confirmado pelo presidente da Federação Portuguesa de Râguebi, Didio de Aguiar, que, ainda assim, fez questão de desvalorizar o incidente.

«Foi uma cena de descompressão, depois de estarem muito tempo em competição. Foi apenas o resultado de uma noite de copos.

 O presidente da Federação Portuguesa de Râguebi, Dídio de Aguiar, explicou hoje que os 6 jogadores portugueses detidos na noite de sábado após a qualificação para o Mundial foram provocados .

Portanto, Senhora Ministra, agarre-se aí a um Filho de Rousseau qualquer — pode ser o Psiquiatra do Reino — e demonstre por a+b que também os bêbedozinhos foram “provocados” na ausência do “verdadeiro responsável”: o respectivo Director de Turma.

Portugal

Os portugueses não sabem falar uns com os outros, nem dialogar, nem debater, nem conversar. Duas razões concorrem para que tal aconteça: o movimento saltitante com que passam de um assunto a outro e a incapacidade de ouvir

Eu não amo nada em Portugal, a não ser pessoas. O que me faz ficar é a idade.

Utilidades

Um site útil e interessante: meteoalarm.

O primeiro dia

A principio é simples, anda-se sozinho
passa-se nas ruas bem devagarinho
está-se bem no silêncio e no burburinho
bebe-se as certezas num copo de vinho
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
dá-se a volta ao medo, dá-se a volta ao mundo
diz-se do passado, que está moribundo
bebe-se o alento num copo sem fundo
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

E é então que amigos nos oferecem leito
entra-se cansado e sai-se refeito
luta-se por tudo o que se leva a peito
bebe-se, come-se e alguém nos diz: bom proveito
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Depois vêm cansaços e o corpo fraqueja
olha-se para dentro e já pouco sobeja
pede-se o descanso, por curto que seja
apagam-se dúvidas num mar de cerveja
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar, sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

E entretanto o tempo fez cinza da brasa
e outra maré cheia virá da maré vazia
nasce um novo dia e no braço outra asa
brinda-se aos amores com o vinho da casa
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida.

Sérgio Godinho

Politicamente incorrecto

Uma mulher foi morta por quatro cães perigosos.

Suponho então que há cinco animais que deverão ser abatidos.

Lojas de conveniência

Há tempos, a Senhora Ministra da Educação deu uma entrevista na qual se referia à existência de lojas de conveniência e outras fontes de receita que as escolas poderiam explorar de forma a garantir o seu próprio financiamento. Cheira-me a que alguém se esqueceu de fazer o trabalhinho de casa, pois tal nem sequer é legal; e também me cheira a complicações graves para os professores mais avançados nos escalões, a partir do momento em que as escolas possam escolher quem são os professores com quem querem contar nos seus quadros. Mas isso são outros quinhentos. Como estou cheio de boa-vontade, aqui deixo algumas sugestões mais para ajudar a Ministra neste seu glorioso projecto de auto-financiamento escolar:

  1. Disponibilização à comunidade, em troca de €50 anuais, de um pedaço de jardim para sepultar os entes queridos. As flores podem ser cultivadas pelos alunos e a mármore pode ser cortada pelos professores com horário-zero ou durante horas de componente não lectiva;
  2. A juntar à proposta de arrendamento dos polivalentes para festas de baptizado, comunhões e casamentos, proponho a especialização das funcionárias da cantina em serviços de catering e protocolo; claro que terão de substituir a alheira e o empadão por filetes com pescada russa e bifinhos de vitela, mas isso é o menos;
  3. As instalações de fotografia e edição de imagem, caso existam na escola, podem ser arrendadas a editoras de revistas pornográficas. Eventualmente, agentes da comunidade educativa poderão fazer parte integrante do projecto;
  4. Disponibilização dos pátios para estacionamento dos utentes da comunidade. Basta falar com alguém da Bragaparques ou do actual e ainda executivo camarário de Lisboa para saber como se deve fazer avançar o negócio;
  5. Caso a pena de morte venha a ser reintroduzida, devem ser montados pelourinhos e cadafalsos para execução pública dos prevaricadores. Caso se proceda a queimadas de bruxas e outros seres malévolos, livros de ponto velhos podem servir de combustível. A entrada é restrita aos membros da comunidade educativa, sob pagamento simbólico;
  6. As alunas deverão aprender a tricotar e fazer bordados durante as aulas de Filosofia, Matemática, Português e Ciências. Dado que todas essas aulas são inúteis e representam custos ao erário público, tais disciplinas deverão ser substituídas por actividades potencialmente lucrativas;
  7. Proponho ainda a erradicação da figura do professor: numa perspectiva puramente construtivista, o aluno deverá fazer a própria auto-avaliação seguida de avaliação inter-pares. Eventualmente os pais e outros agentes da comunidade educativa poderão intervir no processo, se manifestarem interesse. Sempre se poupam uns bons 120 mil salários…
  8. Flexibilização do horário de funcionamento das escolas: a partir das 23h, todas as escolas deverão dar prioridade às actividades da Rádio-Escola e animar as noites locais. Disc-jockeys e bailarinas serão convidados para fazer da escola “um lugar onde vale a pena viver!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!” (assim com muitos pontos de interrogação, como os adolescentes gostam)
  9. As salas de aula não utilizadas ou em período de férias podem ser utilizadas como hotel para animais. Os elementos da comunidade educativa que pretendam deixar os seus bichanos em tranquilidade durante o período de férias podem, mediante o pagamento de uma pequena propina, deixá-los à guarda da escola. Alguns pais já praticam esta modalidade, durante o período de aulas, com os respectivos filhos;
  10. Utilização da piscina escolar, caso exista, para criação de salmão e outras espécies de aquicultura. Podem ser usados intensivamente na cantina aquando da realização de casamentos e baptizados.

Humildemente, deixo o meu contributo para um Portugal mais solidário e uma escola mais aberta à Comunidade.

Maus alunos

Quando precisam de fazer um trabalho, os maus alunos vão à internet, “sacam” umas páginas em “brasileiro”, fazem Copy/Paste e entregam numa encadernação A4, com argolas em espiral e uns quantos bonecos a decorar.

Mais tarde, chegam a presidentes de partidos. Lêem umas coisas, fazem copy/paste e entregam à Comissão Europeia.

Também podem transformar-se em dirigentes sindicais: apanham uns comentários na net e fazem publicar sem indicar o autor do artigo, mesmo quando são advertidos do erro em que incorreram.

Imperativo Categórico

Sócrates, José:

“O Governo deve fazer aquilo que tem de ser feito”

E agora, Immanuel?

Site no WordPress.com.

EM CIMA ↑

%d bloggers like this: