A vergonha da Europa

Há pelo menos uma razão para a Europa inteira se envergonhar de Portugal: somos um país que ainda pratica esse acto próprio de bárbaros sub-desenvolvidos que é a tourada.

A tourada é a exibição pública da demência humana; é a demonstração de como Darwin se enganou quando afirmou que todos os seres vivos evoluem; é um espectáculo dantesco praticado por gente sem escrúpulos nem qualquer tipo de compaixão para com os animais; é um acto covarde de uns quantos amaricados de cuecas apertadas a torturar selvaticamente um animal indefeso que não pediu para estar ali.

Segundo as últimas notícias, alguns dignos portugueses envergonhados estão entre os signatários de uma moção que propõe o fim das touradas e da criação de touros de lide. Entre eles estão Assunção Esteves e Manuel dos Santos –  e não deixa de ser uma ironia deliciosamente sublime que um homem chamado Manuel dos Santos seja precisamente subscritor de uma tal declaração…

Em Espanha, Barcelona já faz parte das cidades “anti-touradas”; e vários outros municípios declararam o seu interesse em não permitir a exibição de rituais sádicos perpretados por esse tipo de incapacitados mentais.

Em Portugal, muitos municípios estão ainda na lista negra… A própria Igreja Católica, essa corja de abades pançudos e sobre-alimentados que ganha dinheiro à custa da boa-vontade de uns quantos, apoia a realização deste tipo de “espectáculos” de entretenimento. Onde está a moralidade e o sentimento de compaixão desses anti-cristos de batina?

As touradas devem acabar, e já. Os seus praticantes e todos aqueles que os apoiam, mesmo que na condição de espectadores, devem ser tratados como aquilo que são: criminosos sanguinários, para os quais não deve ser reservada nenhuma piedade.

Morte às touradas!

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12 Comments

  1. A forma como tratamos os animais diz muito sobre nós, em especial deste país. Forcados e caçadores são uma sub-espécie de gentinha mal-formada e castrada que se diverte com o sofrimento alheio. Não só não merecem o meu respeito, como conquistaram o meu desprezo. Entre eles e os animais, não tenho quaisquer dúvidas sobre quais são as bestas. Dixit.

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  2. Não poderia estar mais de acordo com o que foi dito. Até os padres….bem, realmente dessa parte espera-se tudo. Uma infelicidade!

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  3. Em Espanha, uma professora foi afastada do Ensino de Educação Moral e Religiosa Católica por viver em união de facto; em contrapasrtida, muitos padres pedófilos continuam a exercer como se nada se passasse!

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  4. Um amigo foi expulso da docência de religião e moral por ter casado apenas pelo registo civil.
    Acho bem. Temos que ser consequentes. A Igreja deve ser consequente. Mas deve-o ser em todos os casos. Deve excomungar esses criminosos.

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  5. Certo. Mas há um problema: quem lhe paga o ordenado é o Estado (no caso espanhol)… E aí questiona-se se aos direitos da Igreja não correspondem quaisquer tipo de deveres para com os cidadãos do Estado que lhes permite esses mesmos deveres. Que te parece?

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  6. apenas uma provocação: porque é que não vejo os comunistas e bloquistas entre os signatários desta petição? Se não está o nome de Miguel Portas é porque ele ele (e os outros ausentes) concordam com as touradas. Se não concordam, terão evitado colocar aí o seu nome para não perder votos? É que é no sul que eles mais votos têm…

    Não percebi bem a tua questão sobre a Igreja…

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  7. http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?div_id=291&id=732172

    E esta? Será que a iniciativa não é apenas uma fachada de boas intenções para depois alguns afirmarem que defendem os direitos dos animais… e assim ganhar uns votinhos???

    A UE não pode proibir touradas

    A rejeição do Parlamento Europeu, esta quinta-feira, em Bruxelas, à proibição das corridas de touros «não tem qualquer significado», segundo o Movimento Internacional Anti-Touradas (IMAB). Isto porque, segundo a organização, a decisão cabe aos estados membros da União Europeia.

    Aquando da assinatura do Tratado de Amesterdão foi anexado, pelos membros do parlamento, um protocolo «sobre o bem-estar animal» que garante «o respeito pelas tradições culturais dos Estados Membros». Desta forma, segundo o IMAB, e com base no Tratado de Amesterdão, está «abortada qualquer possibilidade de proibição destes espectáculos bárbaros a nível comunitário, dando exclusiva competência para o fazer aos Estados Membros».

    O movimento acusa mesmo os eurodeputados de «ignorância» e de desconhecimento dos Tratados, ao pedirem a Bruxelas que adopte legislação comunitária no sentido de acabar com as corridas, porque «a UE não tem competência para acabar com nenhuma destas barbaridades».

    A solução poderia passar por eliminar do referido protocolo, anexo ao Tratado de Amesterdão, o respeito pelas «tradições culturais» e permitir que a UE possa legislar nesse sentido. Mas os Tratados só podem ser modificados por unanimidade. O IMAB diz ainda que a aprovação de uma Constituição Europeia não alteraria a situação, porque a futura Constituição consagra no seu artigo 121º o tão famigerado protocolo «continuando a perpetuar a exclusão destes espectáculos aberrantes, como culturais».

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  8. Esta treta das tradições culturais tem muito que se lhe diga. A excisão tb é uma tradição cultural. Muitas mulheres desejam ser excisadas… será que isso torna a prática correcta? NÃO!!!

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  9. os comunistas e bloquistas não estão, dizes bem, por pura hipocrisia: porque não querem perder votos. Quanto à Igreja: a Igreja tem, concordo, o direito de escolher – por padrões definidos por eles próprios – quem deve ou pode dar aulas de religião. Mas em Espanaha, quem lhes paga o odenado é o Estado; penso que em Portugal seja a mesma coisa. Donde, pergunto: se o Estado, que somos nós, tem deveres em relação à Igreja, não deveria a Igreja ter também deveres em relação ao Estado?~´E que dá a impressão que a relação de forças é desequilibrada, com a Igreja a podeer escolher a quem dá emprego, a quem é que os nossos impostos pagam o ordenado e a que é que os nossos impostos devem pagar o subsídio de desemprego..

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  10. Não me preocupa muito que eles usem os animais como bandeira para ganhar votos; os amigos dos anmais usam-nos a eles para promover uma causa justa – a erradicação dos espectáculos bárbaros e degradantes. Patrocinados piamente pela Santa Madre Igreja.

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  11. http://www.oecumene.radiovaticana.org/bra/Articolo.asp?c=119819

    “Apesar de serem contratados e pagos pelo Estado, os professores de religião são declarados “idôneos” somente pelas autoridades eclesiásticas.”

    http://dn.sapo.pt/2007/02/24/sociedade/professora_religiao_expulsa_ter_namo.html

    “É um caso que está a fazer correr rios de tinta: 0 Tribunal Constitucional de Espanha deu razão à Igreja Católica no despedimento de uma professora de Religião e Moral, que vive com um homem com quem não se casou. A decisão, que veio culminar uma guerra judicial de sete anos, está a reacender a polémica sobre o relacionamento entre o Estado e a Igreja neste país.

    María del Carmen Galayo Macías dava aulas de Religião e Moral, desde 1990, em escolas públicas das Canárias, com o salário a ser pago pelo Estado espanhol. Estava separada do anterior marido há bastante tempo quando encontrou o actual companheiro. No entanto, em 2000, a diocese local entendeu não lhe renovar o vínculo, por considerar que a sua situação pessoal não correspondia aos requisitos das funções.

    O despedimento baseou-se no Acordo sobre Ensino e Assuntos Culturais, entre o Estado espanhol e a Santa Sé, em que é dado às autoridades eclesiásticas o poder último de se pronunciarem sobre a “idoneidade” dos professores de Religião e Moral. Isto apesar de estes serem na prática funcionários do Estado. Um princípio que, de resto, é em tudo semelhante ao que prevê a concordata celebrada em 2004 entre Portugal e o Vaticano
    A visada, em declarações reproduzidas ontem pela imprensa espanhola, resumiu como “uma aberração” a análise do tribunal: “Não sou padre nem freira e não tenho voto de castidade”, lembrou. “Aos padres pedófilos não os afastam, e eles continuam a dar aulas de religião.”

    Esta professora comparou mesmo a postura da Igreja aos tempos da Inquisição: “Parece que estamos nessa época, porque se te separas do teu marido, se te vais embora, se tens um filho solteira ou se te filias num sindicato já não te reconhecem idoneidade”, protestou.

    María Macías promete levar o caso às instâncias internacionais, nomeadamente ao Tribunal Eu- ropeu dos Direitos Humanos, em Estrasburgo. Mas, mesmo a nível interno, a questão poderá não ter ficado resolvida com o acórdão do Constitucional.

    É que, segundo alguns sindicatos de professores, a decisão agora tomada poderá ter ignorado a reforma do ensino aprovada no ano passado – aliás, em clima de grande agitação social -, onde ficou definido que os professores de Religião passam a ser abrangidos pelo estatuto geral dos trabalhadores.”

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