detritus toxicus

Entradas categorizadas como ‘Filosofia’

Onde estão os defensores do multiculturalismo?

Fevereiro 9, 2008 · Deixe um comentário

6 de Fevereiro, Dia da Tolerância Zero para com a mutilação genital feminina

Onde estão os pós-modernaços da tolerância cultural, do multiculturalismos e de todo o tipo de insuficiências mentais que advogam a absolutividade do relativismo cultural?

O que têm a dizer dos 140 milhões de mulheres mutiladas? Só defendem o multiculturalismo quando é inofensivo?

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Viriato Soromenho

Janeiro 22, 2008 · Deixe um comentário

Comemorações dos 50 anos da escola Alcaides de Faria
Grande filósofo português deu aula magistral
O filósofo Viriato Soromenho, a convite do grupo de filosofia, falou aos alunos e professores sobre a importância da filosofia na sociedade contemporânea.

Perante uma assembleia de aproximadamente 300 alunos e muitos professores, o filósofo falou da importância da filosofia para a vida, para o conhecimento “a filosofia pensa sobre o sujeito que conhece. A filosofia ajuda-nos a saber mais sobre o mundo e sobre o agente do conhecimento.” Caracterizou o saber filosófico como um “saber de humildade do homem” concluindo a sua primeira parte dizendo que “a filosofia ajuda-nos a perceber o alargamento da noção de ‘casa’. A preocupação e cuidado pelos outros seres do mundo e pela economia do mesmo.
Numa segunda parte realçou os oito valores educativos que a filosofia pode oferecer à comunidade educativa no século XXI, ou seja os valores educativos transversais que podem ser suscitados pelo estudo de uma atitude filosófica na prática docente e discente. O primeiro deles é respeitar que o ser humano é um ser em aberto, um ser de possíveis, nesse sentido a escola deve alimentar o potencial dos jovens. O segundo, é promover a capacidade de autonomia de pensar, da responsabilidade por uma opinião, por uma tarefa. O terceiro é suscitar a compreensão que o pensar é sempre um pensar com o outro, a nossa identidade é sempre uma relação do “eu-tu”. O quarto valor é suscitar a capacidade de trabalho em equipa, sem a anulação da identidade. O poder de cada um depende das relações com os outros. O quinto é permitir o exercício de múltiplos papéis. O que comanda sabe obedecer e vice-versa. Sexto valor é aprender a dosear os esforços no tempo longo, para isso é preciso saber viver o presente com intensidade. Sétimo valor aprender a suportar o insucesso e a frustração. O erro e fracasso têm um enorme potencial de aprendizagem para o conhecimento e de fortalecimento para o carácter. Finalmente respeitar o outro, a sua diferença de opinião. Nesse sentido é importante compreender e valorizar o pluralismo da condição humana.

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Se Deus não abrange tudo o que existe, ele é apenas um ídolo

Janeiro 22, 2008 · 1 Comentário

http://www.editonweb.com/Noticias/NoticiasDetalhe.aspx?nid=1486&editoria=3

O matemático Roger Penrose afirmou, depois de ler o livro de Lorenz Puntel, que a teoria deste filósofo brasileiro é a primeira filosofia que lhe dá toda a liberdade para ele fazer o que quiser enquanto cientista. De facto, Puntel separa bem os objectos de estudo da filosofia e da ciência: a filosofia estuda as estruturas universais e a ciência as particulares. Esta foi apenas uma das afirmações surpreendentes com que Puntel foi pontuando uma conferência onde explicou a sua teoria compreensiva do ser. No entremeio, alertou para a necessidade do pensamento cristão actual pensar Deus na sua dimensão universal, até porque não há outra diz

“Quando ouço pensadores cristãos a dizer que Deus é algo distante de nós, que é absolutamente outro, fico espantado e chocado”. Foi com esta frase que Lorenz Puntel agarrou as pessoas que o ouviam na passada sexta-feira, na Faculdade de Filosofia de Braga. Puntel é um filósofo brasileiro, cuja aparência nos faria pensar que a sua nacionalidade só poderia ser alemã. E, de facto, é na Alemanha que Puntel tem ensinado, mais concretamente na Universidade de Munique.

Mas voltemos à sua visão de Deus. “Pensar que Deus á algo distante de nós, distante do nosso «eu», é criar um empecilho para que uma pessoa possa admitir esse Deus”. E insiste: “se Deus não nos engloba, Deus é um fantoche. Ele só é um outro a partir do que nós dizemos”.

Este é apenas um dos argumento abrangidos pela tese que Puntel tem vindo a explicar em vários pontos do globo desde há dois anos, altura em que publicou o seu livro: Struktur und Sein: Ein Theorierahmen für systematische Philosophie. Tübingen: Mohr Siebeck, 2006 (título em alemão), onde explicita a sua tese.

Que tese é essa? Para o filósofo, “só faz sentido falar de Deus (cristão) se se pressupõe, explícita ou implicitamente, uma visão global da realidade total”. É por isso que o autor propõe uma “teoria compreensiva do ser”.

É por isso que diz rejeitar todos os argumentos a favor da existência de Deus porque todos o reduzem a uma parte do mundo: “se Deus não abrange tudo o que existe, ele é apenas um ídolo”. É por isso também que, alerta, “uma das tarefas actuais do pensamento cristão é pensar Deus na sua dimensão universal”.

“A filosofia não tem nada a dizer sobre o que estuda a ciência”

Na sua teoria estrutural- sistemática do ser, Puntel admite a existência de dois tipos de estruturas: as universais e as particulares. As estruturas particulares são aquelas que a Ciência estuda. “Entendo que a filosofia não tem nada a dizer sobre o que são as estruturas físicas. Nessas, só a Ciência tem uma palavra a dizer”.

Esta posição defendida por Puntel, e explicitada no seu livro, valeu-lhe um grande elogio do reputado matemático Roger Penrose que lhe disse o seguinte: “Pela primeira vez encontro uma filosofia que, como filosofia, me deixa totalmente descansado porque me dá toda a liberdade para eu fazer o que quero enquanto cientista”.

Convém, pois, frisar que para Puntel, a filosofia é “a teoria das estruturas universais do universo do discurso”, sendo que o universo do discurso é tudo sobre o qual se pode falar. É por isso que, nota, “quando se diz que não se pode falar de Deus, já se está a falar. E é preciso aceitar isso com humildade, embora perceba que falar hoje sobre este assunto seja difícil por causa da evolução do pensamento”.

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E a clonagem de seres humanos?

Novembro 16, 2007 · Deixe um comentário

15.11.2007

Os resultados agora divulgados sobre a clonagem em macacos apenas dizem respeito a um tipo de clonagem: a clonagem terapêutica (que apenas visa obter células geneticamente iguais às de um dador). Os cientistas norte-americanos não abordam, no seu artigo, a questão da “outra” clonagem, aquela que se salda pelo nascimento de um ser vivo idêntico ao adulto que forneceu as células do seu corpo. Mas é evidente que, tendo sido possível ultrapassar a “barreira das espécies”, realizando a clonagem inédita de embriões de primata, a clonagem de embriões humanos torna-se mais plausível. Volta assim a pairar o “espectro” da clonagem reprodutiva humana.
Shoukhrat Mitalipov, o líder do trabalho agora divulgado pela Nature, é o primeiro a ter a certeza de que o que já foi possível fazer no macaco Rhesus vai rapidamente sê-lo para o Homo sapiens: “Basicamente, penso que a nossa tecnologia é directamente aplicável aos humanos; estou convencido de que vai funcionar”, disse ontem numa conferência de imprensa telefónica. A sua equipa não tenciona ser uma das que irão aplicar a nova técnica à clonagem de embriões humanos – “apenas trabalhamos com macacos”, diz Mitalipov. Mas espera que o seu trabalho seja útil para outros. Isso não significa, porém, que vá ser possível, a curto prazo, clonar um bebé humano. Para já, no macaco Rhesus, tal coisa ainda não deu resultado – e a equipa de Mitalipov sabe-o bem, pois passou anos a tentar fazê-lo sem sucesso. Este cientista salientou que ainda não sabia como é que os embriões de macados obtidos pela nova técnica de clonagem se iriam comportar – se seriam ou não viáveis até ao termo da gravidez. Mas é um facto que tenciona experimentar clonar macacos Rhesus (e não apenas os seus embriões).
Isso permitiria obter um modelo animal muito mais próximo do humano do que os ratinhos, “para fazer experiências de transplantes, testar a segurança dos procedimentos e simular as doenças humanas, introduzindo mutações genéticas nos embriões dos macacos”. A.G.

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A clonagem chega ao mundo dos primatas e desta vez não é ficção

Novembro 16, 2007 · Deixe um comentário

15.11.2007, Ana Gerschenfeld

É oficial: cientistas americanos clonaram, pela primeira vez, embriões de macacos Rhesus. Um avanço que abre a porta à clonagem humana para fins terapêuticos

Chama-se Semos, como o deus-macaco da versão mais recente do filme Planeta dos Macacos. Mas não é ficção científica: é um macaco Rhesus que vive no Centro Nacional de Investigação dos Primatas, no Oregon (EUA), e cujas células cutâneas serviram para clonar, pela primeira vez, embriões de macacos.
A partir desses embriões, Shoukhrat Mitalipov e os seus colegas geraram duas linhas de células estaminais embrionárias (CEE), que são capazes de originar todos os tecidos do organismo e cujas potencialidades terapêuticas podem ser imensas. Os resultados foram ontem divulgados on-line pela Nature e serão publicados a 22 Novembro.
Até agora, ninguém tinha conseguido semelhante feito num primata. Já tinha havido várias “falsas partidas”, tanto no macaco como no homem. Uma delas, aliás, revelar-se-ia fraudulenta, com cientistas sul-coreanos a anunciarem, em 2004, que tinham clonado embriões humanos e extraído daí linhagens de CEE humanas.
De facto, instalou-se um grande pessimismo nos anos que se seguiram ao nascimento de Dolly, em 1997. A tal ponto que, em 2003, Gerald Schatten, da Universidade de Pittsburgh, declarou, após 716 tentativas de clonar um primata, que isso talvez não fosse possível. “Com os métodos actuais”, disse, “a produção de CEE [clonagem terapêutica] em primatas não-humanos pode revelar-se difícil – e a clonagem reprodutiva impossível”.
Ao passo que a clonagem terapêutica consiste em obter CEE a partir de embriões clonados que são a seguir descartados, a clonagem reprodutiva visa a implantação dos embriões no útero de fêmeas, para obter crias. A possibilidade de se fazer o mesmo no ser humano tem suscitado grandes preocupações.
Dez anos de esforços
A equipa de Mitalipov estava há 10 anos a tentar a clonagem reprodutiva de primatas e, nesse processo, utilizaram 15 mil ovócitos. Em vão. Conta a nature.com que, “quando souberam que os resultados da Coreia do Sul eram fraudulentos, decidiram dedicar-
-se à clonagem terapêutica”.
Mas tiveram de modificar a técnica da Dolly, dita de “transferência nuclear de células somáticas”, porque havia qualquer coisa que não resultava com os primatas. A técnica de base consiste em colher células do corpo de animais adultos, introduzi-las em ovócitos de fêmeas previamente esvaziados do seu ADN e em fundir as duas células, dando origem a um embrião geneticamente idêntico ao doador das células adultas.
Os cientistas explicam as diferenças que introduziram: luz polarizada para ver o ADN do ovócito em vez de luz ultravioleta ou um pigmento especial, como acontece na técnica convencional; e uma solução de nutrientes que permite controlar melhor a activação dos ovócitos pelos genes da célula do doador adulto – que, neste caso, eram as células da pele do macaco Semos, com 9 anos de idade. A eficiência do novo processo é ainda muito reduzida – foram precisos 150 ovócitos para gerar cada linhagem de CEE -, mas funcionou. Todavia, nada foi anunciado antes de outra equipa ter confirmado os resultados.
Numa inédita decisão, os editores da Nature resolveram ter a certeza absoluta de que não estavam perante mais um falso alarme. Por isso, o artigo principal é acompanhado por outro, da autoria de David Cram e colegas da Universidade de Monash, na Austrália, que confirma que as CEE obtidas nos EUA provêm efectivamente de embriões clonados por transferência nuclear – e não foram obtidos por fertilização in vitro convencional ou partenogénese (formação de um embrião por divisão, sem fecundação).
Ruth Francis, da Nature, disse ao PÚBLICO que isto tinha sido feito “dada a importância das implicações dos resultados para a investigação médica e para a história na área da clonagem”, acrescentando que “tais verificações não devem ser vistas como uma marca de desconfiança em relação aos cientistas, mas como uma maneira directa de resolver logo as questões que iriam ser levantadas quanto à veracidade das experiências”.
As CEE obtidas parecem ser em tudo idênticas às CEE naturais. Em particular, explicou ontem Mitalipov numa conferência telefónica, já conseguiram transformá-las, in vitro, em células cardíacas e em neurónios. “E, quando as injectamos em ratinhos, elas formam tumores que indicam que podem, de facto, dar origem a todos os tecidos do organismo.”
Os cientistas querem melhorar a eficiência da técnica: “Seria bom utilizar apenas cinco a dez ovócitos para obter uma linhagem de CEE”, diz Mitalipov. Mas o objectivo principal é utilizar os macacos Rhesus como modelo animal para testar aplicações das CEE em medicina humana, “por exemplo, na diabetes”.
150
ovócitos
foram necessários para gerar uma linhagem de células estaminais
embrionárias
No domingo, a Universidade
das Nações Unidas (UNU), um centro de estudo internacional com sede em Tóquio, no Japão, divulgou um parecer sobre a atitude que o mundo deveria adoptar face à clonagem humana. O parecer concluía que, entre as hipóteses que se colocam à comunidade internacional, a mais viável do ponto de vista político seria a proibição global da clonagem reprodutiva humana, aliada à liberdade de cada nação permitir a investigação em clonagem terapêutica, mas em moldes estritamente controlados. Basicamente, é este o sistema que vigora actualmente no Reino Unido. “Se não formos capazes de ilegalizar a clonagem reprodutiva, isso significa que, mais tarde ou mais cedo, vamos partilhar o planeta com indivíduos clonados”, declarou Brendan Tobin, advogado
do Centro Irlandês dos
Direitos Humanos e um dos
co-autores do documento,
citado por um comunicado
da UNU, acrescentando
que, se isso acontecer,
tonar-se-á indispensável
garantir a protecção dos seus direitos. A.G.

Categorias: Ciência e Tecnologia · Filosofia

Dalai Lama

Agosto 21, 2007 · Deixe um comentário

Eis alguma coisa verdadeiramente importante: o Dalai Lama regressa a Portugal.

Categorias: Filosofia

Como salvar Sócrates?

Julho 17, 2007 · 1 Comentário

Um interessantíssimo artigo sobre a crise no ensino da Filosofia.

Eric Deschavanne n’est pas un professeur pessimiste : pour lui, la philosophie est aujourd’hui en France “une valeur en hausse”. Il donne des exemples : succès de librairie, cafés philo, université populaire de Michel Onfray ou encore naissance de Philosophie magazine. La philo a le vent en poupe, et pourtant… Et pourtant, la situation dans l’enseignement secondaire est loin d’être brillante. Eric Deschavanne note qu’en cours, “les élèves paraissent intelligents dans les causeries”, mais que leurs copies sont d’une terrible indigence. L’enseignement de la philosophie connaît, d’après lui, “une crise d’identité absolument inédite”. Elle est liée à la contradiction qui existe entre “ce qui peut faire l’intérêt du cours de philosophie pour l’élève”, et “la nature des programmes et des exercices scolaires”, qui font l’identité “historique” de la discipline. En conséquence, une fois la discussion en classe terminée,  l’”abstraction des textes et des sujets de dissertation” apparaît insupportable aux élèves.

Un cours qui ressemble à un “café-philo”

Cela se ressent particulièrement au moment du bac, où une “impression de non-sens” émane des copies. Elles ne prennent pas appui sur les textes, et les élèves ne disposent pas d’outils pour appréhender “le niveau d’abstraction des formulations” auquel ils sont confrontés. Les professeurs en charge de les noter se retrouvent face à un véritable casse-tête pour ne pas attribuer de notes trop basses.
Eric Deschavanne concède aussi avec lucidité que pendant l’année scolaire, le cours de philo ressemble de plus en plus à un “café philo” qu’à une véritable “leçon” de philosophie. La façon d’enseigner “officielle” est reléguée aux oubliettes : l’enseignant ne débat plus avec les élèves, textes classiques et abstraits à l’appui. Il est plutôt devenu une sorte d’”animateur”, qui, pour captiver son auditoire, se doit de lancer à tout-va des “questions choc” (justice, football, religion, usage du cannabis…). Eric Deschavanne montre que l’on est bien loin du dialogue “socratique” prôné par les programmes et surtout de la “légitimité académique” de tels débats… Toutefois, le professeur n’a pas toujours le choix, “car quelles que soient ses méthodes pédagogiques, qu’il enseigne ex cathedra ou en disciple de Socrate, il peut arriver qu’il se trouve confronté à l’impossibilité d’enseigner la philosophie”.


Défendre la philosophie au lycée

L’impossibilité d’enseigner la philosophie. Comment en est-on arrivé là ? La philosophie n’est plus considérée aujourd’hui comme une priorité dans l’enseignement secondaire, où prévalent la science et la technique. Pour preuve, souligne l’auteur, la quasi-disparition de la section L (voir

le rapport IGEN-IGAENR, Evaluation des mesures prises pour revaloriser la série littéraire au lycée, juillet 2006) où de surcroît ne se retrouvent pas les meilleurs littéraires, tous en S, ou à défaut en ES. Or c’est en L que la philo compte, que le nombre d’heures lui étant imparti est le plus important. Précisément dans la section en voie de disparition. Eric Deschavanne songe donc à une réforme radicale. “Pour défendre efficacement la philosophie au lycée”, propose-t-il, il est “stratégiquement nécessaire de renforcer sa position dans les filières fortes (qui conduisent aux formations du supérieur les plus exigeantes), en particulier dans la filière ES, qui s’impose au détriment de L comme la nouvelle filière des humanités”.
Beaucoup plus de philo en S et en ES. Cela sauverait-il le soldat Socrate ?

Sandra Ktourza

Categorias: Filosofia

Imperativo Categórico

Março 16, 2007 · 5 Comentários

Sócrates, José:

“O Governo deve fazer aquilo que tem de ser feito”

E agora, Immanuel?

Categorias: Filosofia · Humor

A hipótese Gaia

Março 14, 2007 · 1 Comentário

James Lovelock é um pesquisador e ambientalista independente reconhecido sobretudo pela célebre Hipótese Gaia, uma teoria científica que afirma que o planeta se comporta como um ser vivo, gerando e mantendo as suas próprias condições ambientais. Ainda que a Hipótese Gaia tivesse sido usada originalmente como uma metáfora, Lovelock recolheu o desprezo da comunidade científica internacional ao mesmo tempo que foi muito bem acolhido por grupos ambientalistas.

Este mês, a Gradiva publica “A vingança de Gaia”: “Agredida e explorada durante milénios, Gaia, a Terra viva na concepção, então pioneira, de um dos gigantes do pensamento ambientalista, começou a retaliar, desenhando-se um destino de autodestruição para o qual é difícil ver saída. Mas James Lovelock vem dizer-nos, num texto apaixonado e muitas vezes poético, que ainda estamos a tempo de salvar a civilização humana.”

O livro será o número 157 da colecção “Ciência Aberta” e estará à venda ao público a partir de 22 de Março, por € 18,50

Categorias: Educação · Filosofia · Leituras

Serralves

Março 12, 2007 · 1 Comentário

Implantada numa cidade culturalmente desertificada, a Fundação de Serralves traz agora até nós as Críticas do Contemporâneo.

Entre 29 deste mês e 13 de Dezembro, a Fundação recebe 12 figuras de relevo mundial nas áreas da Filosofia, Educação, Biologia e pensamento político actuais.

 A iniciativa começa com a primeira de quatro conferências dedicadas à política, comissariadas por António Guerreiro e moderadas por Guilherme de Oliveira Martins.

A primeira intervenção, cujo título é “O Mundo e o Ocidente, hoje sobre as formas do conflito na era global”, estará a cargo do professor de Filosofia Política Giacomo Marramao, autor de livros sobre questões centrais da política moderna. A fechar o bloco de Política realiza-se, a 8 de Maio, a conferência do filósofo italiano Giorgio Agamben que abordará o tema “A Teologia Política e Económica do Nosso Tempo”.

O segundo bloco de conferências é dedicado à temática da Educação e tem como comissário Manuel Costa e como moderador Alberto Amaral. A primeira conferência deste bloco ocorre a 15 de Maio, com Eric Mazur e o tema é “Alunos no Papel de Professores”.

O terceiro e último bloco de conferências, moderadas por Manuel Sobrinho Simões, é dedicado à Biologia.. A primeira sessão, “Diversidade Genética Humana”, realiza-se a 18 de Outubro com o catalão Jaume Bertranpetit.

As doze sessões terão lugar às 21h30, no Auditório de Serralves, a um preço de entrada de cinco euros, com desconto para Amigos de Serralves, estudantes e maiores de 65 anos.

Categorias: Educação · Filosofia