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Psicanálise dos contos de fadas

Novembro 1, 2007 · 3 Comentários

“Hoje, com em tempos idos, a mais importante e mais difícil tarefa na educação de um filho é ajudá-lo a encontrar um sentido para a vida. Para se conseguir isso são necessárias muitas experiências de crescimento. Enquanto se desenvolve, a criança tem de aprender, passo a passo, a coompreender-se melhor a si própria; com isso ficará apta a compreender os outros e, eventualmente, a relacionar-se com eles por vias mutuamente satisfatórias e significativas.”

Bruno Bettelheim, “Psicanálise dos contos de fadas“, Bertrand.

Mais sobre contos infantis:

http://tapetedesonhos.wordpress.com/

http://www.fcsh.unl.pt/edtl/verbetes/C/conto_fadas.htm

CONTO DE FADAS

Actualmente, o termo engloba uma variedade de narrativas, sobretudo histórias que por regra possuem elementos “atemporais” e que normalmente recorrem a heróis (ou heroínas) quase sempre jovens, corajosos e habilidosos que passam por aventuras estranhas, por vezes mágicas, que lhes servem de teste para um eventual destino feliz, e madrastas malévolas (ou padrastos) cuja função é dificultar‑lhes a vida ao longo da narrativa. Toda a história se desenrola no sentido de demonstrar um princípio moral que ou aparece em apêndice (como no caso dos contos de Perrault) ou é construído ao longo do texto (como no caso dos contos de Grimm). Exemplos de histórias como estas encontram‑se em muitos países. Apesar das suas características ditas “universais”, o conto de fadas tem sofrido alterações ao longo do tempo, de acordo com os gostos conscientes ou inconscientes de cada geração. Tal como o mito, também o conto de fadas apresenta seres e acontecimentos extraordinários, mas, em contrapartida e tal como a fábula, tende a desenrolar‑se num cenário temporal e geograficamente vago, iniciando‑se e terminando quase sempre da mesma forma: “Era uma vez…” e “Viveram felizes para sempre.” Entre os muitos exemplos destacam‑se; “A Cinderela”; “A Branca de Neve e os Sete Anões”; “A Bela Adormecida”; “O Capuchinho Vermelho”; “João e o Feijoeiro Gigante”, etc.

Em Portugal, devido ao rígido sistema religioso e de imprensa, a publicação de contos de fadas foi proibida entre o século XVII e o início do século XIX. Só após essa data, se assiste à tradução destes contos para Português e, à semelhança do que aconteceu nos outros países, também eles foram adaptados à realidade nacional, sofrendo alterações com o passar dos anos.

 

No século XX, surgiu uma tentativa por parte de alguns psicólogos, tais como Sigmund Freud, Carl Jung e Bruno Bettelheim de interpretar determinados elementos dos contos de fadas como manifestações de desejos e medos. Bettelheim, no seu livro Psicanálise dos Contos de Fadas (1975) defende que a leitura de contos de fadas não só oferece à imaginação da criança novas dimensões que seria impossível ela descobrir por si só, como também contribui para o seu crescimento interior. Para este psicólogo, os contos de fadas são verdadeiras obras de arte plenamente compreensíveis para as crianças, como nenhuma outra forma de arte o consegue ser.

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Das origens do homo sapiens até à ciência como religião

Setembro 29, 2007 · 4 Comentários

QUATRO CONFERÊNCIAS ATÉ DEZEMBRO  

Perceber as origens da nossa espécie e quais as diferenças que existem dentro da grande família que descende do homo sapiens é o que podem esperar os participantes do próximo ciclo de conferências da Fundação de Serralves, Porto. O comissário da iniciativa, o investigador António Amorim, promete “novidades e não confirmações” e que “quem aprender, não esquece”. É a partir de dia 18, com a moderação de Sobrinho Simões.

Depois da política e da educação, o ciclo “Crítica ao contemporâneo” é dedicado, desta vez, à biologia, mas também poderia dizer-se que é à genética, já que esse é o ponto de partida e em comum às quatro conferências.

O impacto das descobertas da genética na forma como cada um lê o mundo e interpreta a realidade é realçado por António Amorim. “A ciência hoje não pode viver divorciada da cultura”. E explica “As descobertas científicas estão cada vez mais incorporadas na nossa forma de pensar, tanto como a religião ou as correntes filosóficas no passado”.

Se termos como ADN e testes genéticos parecem ter-se vulgarizado no discurso popular, a verdade é que poucos se questionam sobre questões mais profundas, como a nossa origem como humanos, aquilo que nos caracteriza e nos diferencia uns dos outros ou as consequências da sequenciação do genoma.

Se há “verdades” científicas que são usadas, muitas vezes, para ancorar opções políticas, outras descobertas permanecem poucos divulgadas. No domínio da diversidade genética, por exeplo, as grandes diferenças não se encontram em populações distintas, mas, sim, dentro de cada população, explica António Amorim. Numa comparação genética entre os europeus e os africanos subsarianos, as diferenças encontradas não seriam superiores a 15% do total da diversidade presente na espécie humana. Pelo contrário, se o mesmo exercício fosse realizado com uma população demograficamente significativa, como a do Grande Porto, mais de 80% das diferenças existentes entre humanos estariam presentes.

A explicação para o facto de dois chimpanzés serem mais distintos que um esquimó e um bantu parece ter a ver com longevidade. Setenta mil anos, contados a partir das migrações de África, não são suficientes para que ocorram os “erros de cópia” dos genes que levam à diferenciação genética, explica o investigador.

Como evoluímos

Jaume Bertranpeti inaugura o ciclo de conferências, no próximo dia 18, com uma perspectiva sobre a evolução, distribuição e caracterização da diversidade genética da espécie humana.

Impacto na medicina

A sequenciação do genoma abriu caminho às terapias desenhadas à medida de cada pessoa. No futuro, a medicina deixará de se basear em médias e passará a fundamentar-se na individualidade genética. A perspectiva da medicina por Michael Krawczack abordará, a 15 de Novembro.

Origens do homo sapiens

O nascimento da espécie humana e as limitações do nosso hardware são algumas das questões que Tim Crow levantará a 29 de Novembro.

O papel dos vírus

Rosalind Harding falará, dia 13 de Dezembro, sobre a implicação das bactérias “boas” e “más” e até dos antibióticos na evolução da espécie humana.

Helena Norte

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Carl Sagan

Setembro 11, 2007 · Deixe um comentário

A Gradiva vai proceder à reedição de todas as obras de Carl Sagan, juntando-as numa colecção específica. Para lá da aproximação estratégica do Natal, esta é uma excelente notícia para aqueles cujas vidas foram alteradas pela simples leitura de livros como “Os dragões do Éden”, “Cosmos” ou “Um Universo infestado de demónios”.

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Turismo científico em Portugal

Setembro 10, 2007 · Deixe um comentário

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