detritus toxicus

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Março 4, 2008 · Deixe um comentário

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E porque estou zangado com a Igreja…

Julho 16, 2007 · Deixe um comentário

… mas não com Deus – se existir – cá vai um post que vale mesmo a pena ler:

http://renaseveados.blogspot.com/2007/07/o-estado-cobra-igreja-esbanja.html

“Não há liberdade de educação em Portugal”, quem lê imagina alunos impedidos de escolherem estudar em escolas católicas. Será isso? O que entenderão por “escolha livre” os bispos de Portugal? Esperem, não me digam que querem que o estado pague as propinas altíssimas que vocês cobram aos vossos alunos, para que estes possam escolher entre escolas públicas e colégios católicos sem se preocuparem com a factura? É isso? Lata não falta aos bispos portugueses, trocam as palavras, os jornalistas noticiam como se com a troca algo fizesse ainda sentido, e siga o forrobodó. O que os bispos querem é que o estado esqueça não só que é laico, mas também que tem todo um sistema de ensino ao seu encargo, e passe a financiar “porque sim” o sistema de ensino concorrente da ICAR.

Porque é que em vez da igreja querer continuamente substituir o papel do estado em várias áreas (educação, saúde, etc) com o dinheiro do estado, não tenta a substituição com o seu próprio dinheiro? Porque não pode a ICAR, a exemplo de várias outras igrejas por esse mundo fora, cobrar “impostos” (quotas, dízimos, chamem o que quiserem) aos seus membros para assim poder manter os seus serviços alternativos? A sério, porquê?

Oh esperem, não me digam que têm medo? Que imaginam que a sociedade não quereria saber dos vossos fantásticos serviços para nada, que prefeririam os do Estado? Que acham que a fé da maioria dos fiéis não resistiria a uma só mensalidade? E que aqueles que estariam dispostos a paga-los ficariam mais curiosos sobre o modo como gerem os fundos, e iam querer dizer algo sobre isso? Que no final haveria cerca de 5% de portugueses católicos e ainda por cima vigilantes da gestão da ICAR? Infernal imagem não é? Mais vale de facto continuar a trocar as palavras todas, chamar “liberdade” ao dinheiro, e sacar o máximo possível do cofre que é de todos, católicos ou ateus.

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Boas notícias

Julho 16, 2007 · Deixe um comentário

Existem (pelo menos) 237 boas razões para fazer sexo, dizem eles:

Some do it to keep warm on a chilly night.

Others think it might burn off a few calories after a heavy dinner.

The spiritual among us might even feel it brings us closer to God.

But the main reason for having sex is seldom as straightforward as passion, it is claimed.

According to the biggest study carried out into sexual motivations, these include that it is a “reasonably effective way of overcoming boredom”, help you fall asleep or gets rid of a stress headache.

The researchers also confirmed what most already consider obvious – men and women think differently about sex.

They found it was more about the physical experience for men, while women’s desires were based on an emotional need.

Women were much more likely to say: “I realised that I was in love.” Men were more likely to say: “I wanted to increase the number of partners I had experienced.” (lol)

Seguramente, esta não é umas dessas 237 razões…

Mais a sério: o veneno de escorpião pode servir para muitas coisas – como curar pacientes oncológicos, por exemplo:

Coating tumours with a “paint” derived from scorpion venom could improve the treatment of a wide range of cancers, say researchers.

Scientists from Seattle Children’s Hospital and the Fred Hutchinson Cancer Research Center in Washington believe in future it will help to guide the hands of surgeons and result in more successful outcomes.

The substance used is chlorotoxin, a chemical found in the poison from scorpion stings, which attaches itself to cancer cells.

The researchers are now preparing for clinical trials involving human patients. They say the technique could be deployed in operating theatres in as little as 18 months.

E uma nova técnica permite preservar a fertilidade de jovens raparigas com cancro:

Especialistas del Hospital de Niños Ricardo Gutiérrez congelarán el ovario de pequeñas con cáncer que deben someterse a un tratamiento de quimioterapia, para preservar su fertilidad, informaron este viernes fuentes médicas.

Antes de someterlas a un tratamiento de quimioterapia, mediante un procedimiento denominado “vitrificación” se congela un trozo de ovario, el que se insertará cuando la paciente tenga deseos reproductivos

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Discriminação laboral

Maio 11, 2007 · Deixe um comentário

Apesar da legislação laboral portuguesa proteger os direitos dos portadores de VIH/sida impedindo as empresas de os despedirem é isso que acontece à maioria dos doentes que informa a entidade patronal do seu estado de saúde.

A responsabilidade social das empresas na prevenção contra a Sida esteve, ontem, em debate, no auditório do Infarmed, em Lisboa. Amílcar Soares, da Associação Positiva, alertou os empresários de que as clínicas que fazem os testes médicos pelas empresas não revelam os resultados aos trabalhadores, mesmo quando dá positivo.

Em 2006, cerca de 700 portadores do vírus procuraram Amílcar Soares. A associação “recebe diariamente pedidos de apoio jurídico por procedimentos que vão contra as normas legais”, mas são poucas as queixas que chegam a tribunal. A exposição social é o problema, explicou ao JN. Há, no entanto, excepções, sublinhou uma multinacional britânica de desparasitação e uma empresa de catering algarvia não despediram funcionários que sabem ser portadores. Antes pelo contrário: a firma nacional solicitou formação interna para saber como melhor proceder.

in JN

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Não há coincidências

Abril 8, 2007 · Deixe um comentário

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Portugal

Março 29, 2007 · 2 Comentários

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Quatro em linha

Março 16, 2007 · Deixe um comentário

Na Blogotinha reencontrei um velho jogo de infância. Versão on-line, claro!

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Declaração de Bruxelas

Março 13, 2007 · Deixe um comentário

https://www.iheu.org/v4e/html/portuguese.html

Com a cortesia do Helder Sanches

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Obrigatório ler

Março 10, 2007 · Deixe um comentário

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Francisco José Viegas

Março 6, 2007 · 10 Comentários

Uns tempos de visita a universidades americanas mostram realidades assustadoras – para as universidades portuguesas. Cursos que começam a horas, salas ocupadas, bibliotecas abertas durante a noite; o panorama deixa-nos “pró-americanos”, para retomar uma classificação pejorativa muito em voga. E deixa um amargo de boca quando se lêem os resultados do inquérito sobre a Universidade de Coimbra, realizado por Rui Bebiano e Elísio Estanque, e que nos informa que cerca de 18,3% dos inquiridos revelou jamais ler livros (ou seja, 33% de rapazes e 11% de raparigas) e 33% não ler jornais. Este inquérito dá conta da surdez da universidade e, embora seja mudo, grita bastante, dá conta da miséria verdadeira em ambiente universitário.

Em Washington, na Georgetown, dei uma conferência na sala de Estudos Árabes; os alunos não protestaram por ser à hora de almoço e reparei que, num semestre, tinham lido mais livros portugueses do que todos os frequentadores da Universidade de Coimbra durante um ano ou mais. Muito mais, aliás. Uns dias depois, assisti a uma aula de filosofia na Brown, em Providence, – discutia-se “A Ideologia Alemã”, de Marx e Engels, que os alunos tinham lido, juntamente com Weber, Nietzsche, Feuerbach ou passagens de Hegel. Aliás, o professor lançava armadilhas a meio “Em que página vem isso? Em que livro leu esse conceito?” Na semana seguinte vão discutir Weber. Lêem dez livros por semestre neste curso.

A Brown University, aliás, é um exemplo traumático. As bibliotecas enchem-se depois das oito da noite, após o jantar. À meia-noite podem consultar-se microfilmes ou assistir a reuniões de grupos de trabalho na área das ciências. Na quinta-feira passada fui convidado para jantar com um grupo de alunos no Faculty Club da Brown; às dez da noite pediram desculpa mas tinham de retirar-se – havia trabalho para fazer e era preciso aproveitar a biblioteca até mais tarde. No dia seguinte, ao meio-dia, estavam na minha conferência e tinham lido textos entretanto sugeridos. Encontrei-os ao fim da tarde numa das bibliotecas de humanidades a requisitar livros para o fim-de-semana, se bem que a sexta-feira à noite começava com uma aula de ginástica ou um jogo de futebol nos terrenos da universidade. Sim, eram alunos de letras mas fazem desporto na universidade. Longe vão os tempos em que Raul Miguel Rosado Fernandes, homem das letras clássicas, à frente de um grupo da Faculdade de Letras de Lisboa, se sagrou campeão nacional de remo, derrotando inclusive a equipa da Escola Naval. Quem quiser comparar os alunos da época com os de hoje, há-de perceber como eles se tornaram menos leitores, menos saudáveis e mais doentios.

Em Portugal inventamos muitas desculpas e desvalorizamos os relatórios que dão conta da preguiça congénita dos nossos universitários. As excepções, valiosas, têm o aspecto de uma explosão que há-de ser contrariada pelo ambiente da própria universidade corredores sujos, grafitis nas paredes, os poucos relvados desertos, as bibliotecas pouco utilizadas para investigar. Contei isto a alguns amigos. Falei-lhes do sistema de empréstimo de livros, do ritmo de leitura, das livrarias cheias no centro de Providence, das actividades extracurriculares, do facto de os alunos dos estudos Portugueses e Brasileiros terem lido Eça (3 a 4 livros), Camilo, Machado, Cesário, Camões e de saberem bastante de literatura portuguesa e brasileira contemporânea (não “por ouvir dizer” mas por “ler”). E de os debates nas aulas serem aguerridos, ricos, mostrando leitura e preparação. Disseram-me que eu estava muito americanizado embora eu me limitasse a mostrar-lhes os resultados do inquérito sobre a Universidade de Coimbra, onde se vê – como escrevi – o retrato da miséria escolar e da miséria cultural.

Basta comparar. Basta estar atento. Basta ler os sinais desta pobre falta de curiosidade portuguesa. Pobre país que tanto precisa de punir a pequena “nomenklatura” preguiçosa.

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O bom selvagem.
Vai um grande protesto, pelo país fora, contra a violência sobre os professores. Justificadíssimo. Mas, como acontece ou tem acontecido em matéria de educação, isto já estava previsto. Durante anos, a «escola centrada no aluno» e os mestres das «ciências pedagógicas» transformaram criancinhas em monstros irresponsáveis, ignorantes e prepotentes. Houve, ao longo destes últimos vinte anos, centenas de casos de professores agredidos e impedidos de reagir. Quando uma reportagem televisiva mostrou – com imagens cruas – exemplos dessa violência exercida sobre professores pelos alunos do secundário, logo algumas boas consciências protestaram contra, imagine-se!, a captação dessas imagens; mas não contra a violência, contra «o estatuto do aluno» e outras alegrias do sistema escolar. [No ensino superior, a imagem também é alegre: portões fechados a cadeado (com aplauso do Magnífico Reitor de Coimbra, evidentemente), dirigentes associativos que defendem o direito ao «chumbo» porque «não há condições» para terminar o curso em «tempo normal», faculdades esventradas pelo abandono e cheias de lixo.]
A escola «centrada no aluno» é uma festa para os sentidos, mas pouco edificante quer em matéria disciplinar quer em matéria científica ou pedagógica, com técnicos do Ministério da Educação que têm das escolas uma vaga ideia ou apenas uma «recordação teórica».
Embora nada disso (nem a ideia dos «territórios socialmente problemáticos»), isoladamente, possa explicar uma média (oficial) de duas agressões por dia nas escolas portuguesas, é o sistema de protecção corporativa que está em causa. A escola quer ignorar palavras como «disciplina», «autoridade» e «recompensa». O aluno é o «bom selvagem». Está aí. Aguentem-no. 
 

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