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o que vem à rede…

Daniel Dennett

Um livro a ler com muita atenção.

Aquilo que Daniel Dennett afirma é explorado por Vilayanur S. Ramachandran há já alguns anos…

Diz Dennett:

Nós somos dotados, pela evolução genética, de um mecanismo de detecção de agentes no ambiente. Quando ele dá um alarme falso – criando a alucinação de um agente que não existe (o barulho no escuro é considerado como demônios ou anjos, por exemplo) -, isso pode povoar nossas mentes com seres imaginários, que disputam nossa atenção (por espaço e tempo de repetição em nosso cérebro). As idéias (memes) mais inesquecíveis são as mais repetitivas. Elas descendem das alucinações originais – e podem ser passadas adiante, muitas delas modificadas, para nossa prole e vizinhos, pela comunicação. Acredito que foi nessa detecção errada que surgiram as primeiras divindades. Os deuses do politeísmo eram apenas invenções da imaginação fértil de pessoas em situações de stress. E os deuses do monoteísmo de hoje são os descendentes que sobreviveram desses antigos memes. 
 Dennett não esconde seu desprezo pelo criacionismo. Segundo ele, “o Deus bondoso que amorosamente moldou cada um de nós (todas as criaturas grandes e pequenas) e salpicou o céu com estrelas brilhantes para nosso encanto – esse Deus é, como Papai Noel, um mito da infância, nada em que um adulto de mente sã e sem ilusões possa acreditar literalmente”, desafia o autor, nas primeiras linhas de sua obra.  

Leia também: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG75728-5990-443-5,00.html

http://iced-brasil.blogspot.com/2006/01/entrevista-com-daniel-dennett.html

Filed under: Filosofia, Religião

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