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o que vem à rede…

Reabilitação urbana

Dois links com conteúdos interessantes sobre a reabilitação urbana:

http://www.dragteam.info/forum/economia-e-financas/42055-reabilitacao-urbana-saiba-como-recuperar-casas-e-fazer-um-bom-negocio.html

http://www.scribd.com/doc/7213631/Reabilitacao-Urbana-Centro-Historico-Porto

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A maior crise da Igreja Católica dos últimos 100 anos

Um excelente artigo. Equilibrado, dirão uns, tendencioso, dirão outros. Mas que toca no ponto essencial: a moralidade católica é hipócrita?

Ratzinger é um teólogo notável no diálogo cultural, mesmo com filósofos não-crentes como Jürgen Habermas ou Paolo Flores d’Arcais (como se pode perceber em Existe Deus?, editado na Pedra Angular). Eleito para um pontificado de transição, cuja marca seria afirmar a importância do facto cristão no diálogo multicultural contemporâneo, Bento XVI tem o desafio de “limpar a Igreja” da sua sujidade, como ele próprio afirmou na Via-Sacra de Sexta-Feira Santa de 2005, poucos dias antes da morte de João Paulo II.

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Filed under: Religião

A maquinação

Terei lido bem?

O destaque vai, todo, para o sublinhado:

Abrindo um novo capítulo no rosário de queixas de pedofilia por membros da Igreja e de ocultação destes crimes, o The New York Times noticiou hoje que altos responsáveis do Vaticano – incluindo o actual Papa Bento XVI – não tomaram medidas contra o padre americano Lawrence C. Murphy, que terá abusado de 200 crianças surdas enquanto trabalhou numa escola do Wisconsin para deficientes auditivos, entre 1950 e 1974.

Vítimas ouvidas pelo NYT relatam como eram cometidos os abusos e onde: no escritório do padre, no seu carro, na casa de campo da mãe, em excursões e nos dormitórios. “Se ele fosse mesmo um mau tipo, eu tinha-me afastado”, conta Arthur Budzinski, ex-aluno da St. John’s School for the Deaf, na diocese de Milwaukee, agora com 61 anos. “Mas ele era tão amigável e tão simpático e compreensivo. Eu sabia que ele estava errado, mas não conseguia acreditar.”

O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, explicou que Murphy violou a lei. Mas as autoridades americanas que investigaram as queixas desistiram do caso, em meados da década de 1970 e o Vaticano só soube das alegações 20 anos mais tarde, disse. “Em casos destes, o Código de Direito Canónico não contempla penalidades automáticas”, cita a Reuters.

O diário nova-iorquino refere a existência de correspondência directa sobre este caso trocada entre bispos de Wisconsin e o cardeal Joseph Ratzinger (agora Papa Bento XVI e na altura responsável pela Congregação para a Doutrina da Fé, CDF), que prova que a preocupação central não foi pensar na demissão do padre, mas na forma de proteger a Igreja do escândalo.

Em 1996, o arcebispo de Milwaukee, Rembert G. Weakland, enviou duas cartas a Ratzinger, sem obter resposta. Ao fim de oito meses, o “número dois” da CDF, cardeal Tarcisio Bertone (actual secretário de Estado do Vaticano), deu instruções aos bispos americanos para darem início a um processo canónico que poderia levar à demissão do padre Murphy.

Mas Bertone acabou por pôr um travão no caso, depois de o padre ter enviado uma carta de protesto a Ratzinger, afirmando estar arrependido e ter uma saúde frágil, e defendendo que o caso ultrapassava o pelouro da Igreja. “Simplesmente, pretendo viver o tempo que me resta na dignidade do meu ofício”, escreveu, pouco antes de morrer.

O padre morreu em 1998, sem mácula no seu registo sacerdotal, escreve a BBC online. Mas a decisão do Vaticano de não fazer uma investigação própria acabou por arrastar agora o Papa para o caso, realça um analista da estação britânica.

O cardeal português José Saraiva Martins, ex-presidente da Congregação para a Causa dos Santos, denunciou o que considera ser “uma conspiração” contra a Igreja Católica. “É um pretexto para atacar a Igreja”, disse aos jornalistas. “Não devemos ficar demasiado escandalizados se alguns bispos sabiam e mantiveram o segredo. É isso que acontece em todas as famílias. Não se lava a roupa suja em público.”
A multiplicação de escândalos levou um grupo de vítimas a manifestarem-se no Vaticano para exigir ao Papa a abertura de arquivos. “Fim ao secretismo, agora”, gritavam.

Portanto, nada de impropérios contra os abusadores. Isto é tudo uma cabala. Fico mais sossegado.

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Bento XVI terá encoberto padre norte-americano

O futuro Papa Bento XVI e outros responsáveis do Vaticano terão encoberto os abusos sexuais de um padre norte-americano suspeito de molestar cerca de 200 crianças numa escola para surdos no Wisconsin, segundo documentos eclesiásticos obtidos pelo “New York Times”.

Os documentos provenientes de uma ação na justiça sobre este caso abordam este assunto numa carta dirigida diretamente pelo padre Lawrence C. Murphy ao cardeal Joseph Ratzinger, em 1996, quando este presidia à Congregação para a Doutrina da Fé, antes de se tornar no Papa Bento XVI, afirma o “New York Times”.

Lawrence C. Murphy trabalhou nesta escola de 1950 a 1974.

Documentos secretos

Este caso envolve ações na Justiça contra o arcebispo de Milwaukee, apresentadas por cinco homens cujos advogados transmitiram ao jornal estes documentos conservados há muito tempo como secretos.

Um processo secreto perante um tribunal eclesiástico contra o padre Lawrence C. Murphy foi travado após uma comunicação enviada a Joseph Ratzinger onde o primeiro suplicou que o inquérito fosse parado, acrescenta o “Times”.

“Quero simplesmente viver o tempo que me resta na dignidade do meu sacerdócio”, escreveu o reverendo Lawrence C. Murphy ao então cardeal Ratzinger.

“Peço a sua ajuda neste assunto”, prosseguiu o religioso norte-americano.

Nenhuma resposta de Ratzinger

Nenhuma resposta de Joseph Ratzinger figura entre os documentos e Lawrence C. Murphy morreu dois anos mais tarde, em 1998, ainda como padre, acrescentou o “New York Times”.

Os documentos do Wisconsin, prossegue o “Times”, mostram que três arcebispos do Estado sabiam que Lawrence C. Murphy abusava de crianças mas essa situação nunca foi comunicada às autoridades civis.

O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, declarou ao “New York Times” que este novo caso é “trágico”, considerando que o reverendo Murphy abusava de crianças “particularmente vulneráveis”, sublinhando a notificação tardia ao Vaticano e que inquéritos preliminares a este assunto foram afastados.

Este novo caso é conhecido numa altura em que o Papa Bento XVI aceitou a demissão do bispo irlandês John Magee, que liderava a diocese de Cloyne, implicado num inquérito sobre casos de pedofilia.

Vários escândalos

John Magee, 73 anos, secretário particular de três Papas, Paulo VI, João Paulo 1 e João Paulo II, foi implicado no escândalo dos abusos sexuais sobre crianças na Irlanda num relatório elaborado em dezembro de 2008 pela Igreja católica irlandesa.

Outro relatório publicado na Irlanda, em novembro passado, após três anos de inquérito, o relatório Murphy, revelou como a Igreja católica deste país encobriu os abusos sexuais cometidos sobre centenas de crianças por padres durante várias décadas na diocese de Dublin.

Para além da Irlanda, estas divulgações surgem numa altura em que vários escândalos relativos a abusos de menores por religiosos católicos agitam vários outros países incluindo os Países Baixos, Suíça, Espanha, Áustria e Alemanha.

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As religiões são escolas de submissão?

Christopher Hitchens, escritor e polemista

As religiões são escolas de submissão e a ideia de Deus é a fonte de inspiração de todos os ditadores. O autor do livro «deus não é grande», o escritor e polemista Christopher Hitchens, é o convidado ao fim da tarde para a conversa com Carlos Vaz Marques.

Filed under: Religião

Livros

http://temqueler.wordpress.com/

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Mitos urbanos

Tatuagens infantis com LSD, agulhas com sida nos telefones públicos, mamas de silicone que explodem ou tráfico de rins em discotecas. Dez mitos urbanos desconstruídos por Susana André, autora do livro “Mitos Urbanos e Boatos”

A noite vai avançada e o tema de conversa começa a faltar – os silêncios são constrangedores. Qual a melhor maneira de apimentar uma noite entre amigos? Sai um mito urbano para a mesa três! “Vocês já repararam que nunca se vê um funeral de um chinês? É muito estranho… Ouvi dizer que eles utilizam-nos para fazer chop-suey.” Pode parecer conversa absurda mas assim nascem os boatos.

A jornalista da SIC Susana André também ouviu muitas destas histórias e depois de fazer uma Grande Reportagem sobre o tema foi convidada a escrever um livro. Em “Mitos Urbanos e Boatos” vai encontrar desde histórias de infância às mais recentes. “Queria que o livro servisse para desmontar os boatos. Há mitos fantasiosos, que são um bocadinho como as histórias dos lobisomens. Mas outros servem para denegrir alguém, como a história da relação entre o cantor Melão e jogador Calado que foi terrível para as famílias e carreira dos próprios”.

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Uma Igreja de dois pesos e duas medidas

Intolerante face aos desvios ao seu padrão moral, encobriu, até agora, abusos sexuais de padres

Por Helena  Norte

O Papa dirigiu-se à Irlanda, mas ignorou os milhares de queixas idênticas na Áustria, Holanda, Suíça, Espanha, Brasil e Alemanha, onde, só desde Janeiro, surgiram mais de 300 denúncias de abusos em escolas católicas.

A indignação atingiu tal dimensão que até o Governo já se insurgiu contra o “muro de silêncio” do Vaticano e alguns movimentos de leigos reclamam o afastamento de Bento XVI, que tarda em assumir responsabilidades e pedir perdão às vítimas que não as irlandesas – perdão, apesar de tudo, inédito por parte do Papa, mas que, enquanto arcebispo de Munique e Freising, autorizou a transferência de um padre abusador.

A história da Igreja Católica é pródiga em polémicas, crises e escândalos. Muitos crimes hediondos se acobertaram sob o manto denso de uma moralidade de duplo padrão, num passado não tão longínquo. Os casos agora divulgados constituem, assim, exemplos do cariz paradoxal de uma instituição que se mostra tão lesta a castigar os desvios ao padrão moral que advoga publicamente como a encobrir, demasiadas vezes, as transgressões secretas dos seus.

Se impressiona saber que elementos eclesiásticos molestam crianças, a política de ocultação seguida pelo Vaticano, para muitos, é igualmente chocante e censurável. Porque significa dissimular e proteger quem atenta contra aqueles que devia proteger.

Se é certo que a imagem da Igreja Católica está conjunturalmente beliscada, querer associar o escândalo da pedofilia a uma profunda crise, quer em temos organizacionais quer em termos de crédito dos seguidores, parece prematuro.

Escrutínio global obriga Igreja a confessar abusos

A Igreja Católica sobreviveu a dois milénios de muitos escândalos e controvérsias, mas nunca, como agora, esteve sob um escrutínio tão global e mediatizado como agora. Foi obrigada a admitir que, entre 2001 e 2010, a justiça do Vaticano tratou de três mil acusações de abusos sexuais contra padres, e tornou-se pública a cultura de encobrimento destas situações prosseguida durante décadas.

Se é certo que se assiste a uma crise de credibilidade da Igreja, é muito cedo para vaticinar rupturas ou mudanças de fundo, considera Helena Vilaça, professora de Sociologia das Religiões na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. “Da mesma forma que, mesmo com todas as mudanças sociais que têm ocorrido, não se pode falar do fim da família – a instituição mais antiga do Mundo –, mas de uma reconfiguração; em relação à Igreja Católica, o fenómeno é semelhante”, defende a especialista em Religiões.

Por outro lado, não é possível estabelecer uma relação entre a grandeza de escândalos e a diminuição do número de fiéis. Veja-se o que aconteceu nos EUA: entre 1992 e 2008, mais de dez mil pessoas denunciaram abusos sexuais por padres, o que levou ao pagamento de indemnizações bilionárias. Ainda assim, a queda do número de católicos explica-se mais pela forte concorrência do mercado religioso americano do que pelo impacto dos escândalos, na opinião de Helena Vilaça.

Para Anselmo Borges, padre e professor de Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade Coimbra, é “intolerável” que a gestão do Vaticano desta crise tenha remetido para segundo plano as vítimas, tanto mais que são crianças que devia proteger e cuidar.

Igreja esqueceu-se das vítimas

“Na Igreja, segue-se muito esta política do silêncio. Parece que o mais importante, por vezes, é que se não saiba. Pretende-se salvaguardar a todo o custo o bom nome da instituição. É mesmo possível que nalguns casos, com boa intenção, se tivesse querido ajudar os abusadores. Mas esqueceu-se o que é decisivo: as vítimas”, sublinha o teólogo.

A Igreja, diz, “esqueceu a palavra de Jesus”: “Mas qualquer que escandalizar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar” (Mateus 18, 6).

“A Igreja, que se apresentou no domínio sexual sempre tão moralista, tem agora de penitenciar-se e repensar muita coisa”, como a admissão dos candidatos a padres, defende Anselmo Borges, para quem é inevitável que, mais cedo ou mais tarde, a Igreja Católica aceite “ordenar homens e mulheres casados”. Mais uma vez, cita Cristo para opinar que “a Igreja não pode impor como lei aquilo que Jesus entregou à liberdade”, alertando que, “enquanto se mantiver a lei do celibato, a Igreja estará sob o fogo da suspeita”.

Inquisição e pedofilia: as nódoas

A pedofilia, a par da Inquisição, são as grandes nódoas da Igreja Católica, na opinião de Joaquim Carreira das Neves, padre e catedrático jubilado de Teologia Bíblica. Assumindo que “a imagem da Igreja fica muito prejudicada” e que há uma “perda de prestígio” associada a escândalos desta natureza, considera, porém, que está a dar “uma grande lição à sociedade” ao resolver os mais polémicos dossiês, ao contrário do que acontece, por exemplo, em Portugal, com o processo Casa Pia.

O teólogo questiona as motivações de “tão grande investida contra a Igreja”, sabendo-se que “80% dos casos de abuso acontecem no seio da família”, e também da justiça de incriminar actos que “há 30, 40 anos não eram crime”. Dando como exemplo a escravatura que durante séculos foi legal, Joaquim Carreira das Neves afirma: “A pedofilia não era crime. Não sei se é justo incriminar quem a praticou, porque infelizmente não era crime”. Anselmo Borges assume uma posição distinta – compete à Igreja vedar o ministério sacerdotal e colaborar com a Justiça do Estado para a punição de tais crimes.

Em Portugal, a Conferência Episcopal vai discutir eventuais casos de abusos sexuais por membros do Clero na próxima assembleia plenária, marcada para Abril. O anúncio dos bispos portugueses surgiu no mesmo dia em que o jornal “i” noticiou que, entre 2003 e 2007, dez padres foram indiciados por agressões sexuais a menores.

Ao JN, Jorge Ortiga, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, disse que “além da óbvia condenação, não há muito mais a dizer” sobre o assunto. Defendeu, porém, que o Vaticano tem “gerido bem” a questão e que “a imagem da Igreja Católica não sai afectada”.

Recorde-se que um dos primeiros casos de abusos sexuais a menores julgados em Portugal envolveu um padre – Frederico Cunha, em 1993, na Madeira – que, mesmo depois de ser condenado por homicídio e práticas pedófilas e ter fugido da prisão, continuou a ser defendido pela hierarquia da Igreja Católica.

Filed under: Religião

Educação dos pais determina salários dos portugueses – Educação – PUBLICO.PT

via Educação dos pais determina salários dos portugueses – Educação – PUBLICO.PT.

Que grande novidade! E no entanto, sempre deprimente…

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reBlog from ARR: Receitas para máquina de fazer pão (MFP): Receitas de Bolos

I found this fascinating quote today:

6 ovos 125g de manteiga amolecida 1 cálice de vinho do Porto 250g de açúcar 250 g de farinha 150g de frutos secos 1 colher de chá de fermentoARR, Receitas para máquina de fazer pão (MFP): Receitas de Bolos

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