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Licenciados, Desempregados e Mal Pagos

Fonte: Jornal Maia Hoje

Outubro foi o mês de um novo recorde em Portugal. A taxa de desemprego nacional superou a fasquia dos 10%, subindo para 10,2%, de acordo com os dados da Eurostat, gabinete de estatísticas da União Europeia. Nunca a taxa de desemprego tinha atingido os dois dígitos, desde que o instituto começou a recolher os dados, em 1983. É uma realidade presente, que afecta 517 mil portugueses. Deste vasto leque de pessoas à procura de emprego, 8400 vivem na Maia. Jovens, adultos, mulheres ou homens, com ou sem formação superior, o desemprego entrou no dia-a-dia da população, criando raízes difíceis de ultrapassar.

Desemprego entre os jovens

Os jovens continuam a ser os mais afectados pelo flagelo do desemprego. Segundo o Eurostat, a taxa de desemprego entre os que têm menos de 25 anos fixou-se nos 18,9% em Outubro. A luta incessante em busca do emprego tão desejado é quebrada pela necessidade cada vez mais premente de encontrar trabalho. As expectativas esgotam-se, o sonho esmorece e aquele “tudo” que os jovens alimentaram durante os tempos de faculdade resume-se a “qualquer coisa”, a qualquer trabalho que lhes traga a tão ambicionada independência financeira.

Encontrar uma profissão compatível com a formação adquirida ao longo de tantos anos não deixou de ser a meta. Mas as barreiras a ultrapassar são cada vez maiores, e a carga emocional é levada ao limite. «A auto-estima vai diminuindo, a necessidade de trabalhar aumenta, o que vai tornar mais baixo o grau de exigência face ao posto de trabalho. Aí vemos licenciados a trabalharem como repositores de stocks numa grande superfície, por exemplo. Não é que seja menos digno, mas não era para aquilo que eles foram formados», descreveu ao Maia Hoje Adolfo Sousa, director do Instituto de Emprego e Formação Profissional da Maia.

Não é uma postura de resignação, de conformismo ou uma vontade de baixar os braços e desistir. São as circunstâncias que vão moldando o futuro. «Sorte, facilidade ou mesmo conhecimento» são, para Adolfo Sousa, os ingredientes para alcançar o tão desejado emprego onde possam mostrar as competências adquiridas em anos de formação. Há jovens que conseguem. Outros não. Nesses casos, perdem-se os anos de formação e a própria capacidade de intervir e, sobretudo, de insistir. Mas, mesmo não tendo a vida à partida facilitada, «há situações de pessoas que, mesmo trabalhando noutra área, mais tarde conseguem o tal emprego na sua área», afiançou o director.

Jovens com formação superior residentes na Maia

Mil. Em 8400 pessoas desempregadas inscritas no Centro de Emprego da Maia, cerca de mil são jovens com curso superior, desde bacharelatos a mestrados. A estes jovens, é-lhes dada a oportunidade de investirem noutras formações complementares, enquanto andam em busca do “el dourado”. Inglês, castelhano, informática ou higiene e segurança no trabalho são algumas das propostas de formação. «São formações de curta duração e modelares, feitas de acordo com as ofertas das empresas», explicou Adolfo Sousa.

Onde há mais oferta?

«Hoje digo que é, sem dúvida, a área do comércio, distribuição e retalho», garantiu Adolfo Sousa. Palco de duas fortes iniciativas (Vivaci e Maia Jardim), houve, na Maia, uma explosão de oferta fora do comum. Já no ano passado, com a abertura do Mar Shopping, esta área absorveu uma grande parcela de desempregados. Com esta nova realidade, «aquela ideia de que a construção civil é a grande máquina locomotiva da região, hoje já não existe», adiantou. Continua a ter a sua importância, mas agora é a área dos serviços que assume a liderança.

Esta área assume a vanguarda mesmo no dia-a-dia dos jovens que, saídos do ensino superior, sonham com o emprego das suas vidas. Mas logo o pano cai, e a consciência fica alerta para as dificuldades de tal vir a acontecer. «Muitos deles acabam, por exemplo, no Mar Shopping ou no Vivaci. São outras actividades que têm a mesma dignidade mas para as quais as pessoas não foram formadas, não correspondendo à sua própria expectativa», asseverou Adolfo Sousa.

Onde há mais procura?

Não são os médicos. Não são os engenheiros, da área civil, mecânica ou electrotecnia. Não são áreas mais técnicas, como contabilidade ou economia. Na balança da procura, o prato pesa mais para as áreas mais humanísticas, como sociologia, filosofia ou história. «As áreas de filosofia, matemática, biologia ou história são áreas em que, se os jovens não se integrarem no Ministério da Educação, dificilmente surgem oportunidades. Não me recordo, por exemplo, de ofertas de emprego para pessoas licenciadas em matemática», relembrou o director.

«Licenciados em psicologia são o meu grande grupo de desempregados»

Há 25 anos nasceu uma área que, desde logo, atraiu os jovens que ingressavam no Ensino Superior: a psicologia. Uma área interessante, socialmente reconhecida e com muita saída no mercado de trabalho. Na década passada, era esta a realidade. Hoje, o panorama é bem diferente. O mercado saturou, mas das faculdades continuam a sair psicólogos à procura do seu posto de trabalho.

É o caso de Patrícia Martins, uma jovem de 26 anos licenciada em Psicologia pelo Instituto Superior da Maia. Terminou o curso em 2006 e, desde logo, partiu à descoberta. Durante a formação, foi sempre adquirindo experiência. «Fiz durante o curso vários voluntariados na área social e um estágio profissional pós licenciatura, na área social também, em Salamanca», explicou.
Terminado o curso, inscreveu-se no Centro de Emprego da Maia e enviou várias candidaturas espontâneas e não espontâneas, através de anúncios encontrados em sites da Internet. As respostas eram sempre as mesmas: nada. E, hoje, é essa a principal dificuldade que aponta: «Deparei-me com uma grande ausência de respostas por parte das instituições, escolas e empresas aos currículos enviados», lamentou. Durante o tempo em que esteve inscrita no Centro de Emprego, garante que também não lhe foi disponibilizada qualquer tipo de formação.

Depois de alguma procura, Patrícia Martins conseguiu o seu “el dourado”. Trabalha na área, mas mais vocacionada para as organizações, e faz ainda algum trabalho de clínica. Gosta do que faz e, por esse motivo, não tem procurado mais nada. Mas, quando questionada acerca da sua decisão em tirar o curso de psicologia, Patrícia não hesita: «Sem dúvida alguma que teria optado por outra área. Estou bastante arrependida», confessou.

A mesma sorte não tem tido as centenas de psicólogos que todos os anos saem da faculdade. As entidades públicas que são as potenciais empregadoras, como as Câmaras Municipais, a Segurança Social, o Instituto de Emprego ou as instituições de educação, têm os seus quadros já preenchidos. Com quem? Com aqueles jovens que há 25 anos contactaram pela primeira vez com a psicologia, e que agora têm 35 anos. Ao contrário de outras áreas, em que os mais velhos saem para a reforma, dando lugar aos mais jovens, aqui isso não acontece. Porque não há profissionais em idade de reforma, mas sim jovens que ainda têm mais vinte ou trinta anos de serviço. «Se todos os anos saírem centenas de licenciados e forem criados dezenas de postos de trabalho, o desemprego para um psicólogo é mais do que evidente», concluiu Adolfo Sousa.

Antes de se candidatarem, é importante conhecerem o mercado

Perante este panorama, haverá alguma solução capaz de apaziguar o drama de muitos jovens desempregados? «Haverá», diz Adolfo Sousa. «Antes das candidaturas, é necessário divulgar, não só o número de lugares vagos, mas a situação do mercado de trabalho», sugeriu. O director do Instituto de Emprego e Formação Profissional da Maia deu ainda um exemplo: «Se eu quiser ser um engenheiro de minas, vou ser. Mas tenho que ter consciência que não há nenhuma mina a funcionar em Portugal. Se essa continuar a ser a minha determinação, depois não posso exigir um posto de trabalho», salientou. As ambições, os sonhos, as expectativas são criadas por cada pessoa. Mas, cada vez mais, esse lado mais onírico, a vontade de desempenhar “a tal” profissão, deve andar de mão dada com a realidade. Uma realidade que, em muitos casos, destrói o sonho.

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Arte

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Três lisboetas e um tripeiro

Diz o primeiro lisboeta:- Eu tenho muito dinheiro. Vou comprar o BPI!

Diz o segundo lisboeta:
- Eu sou ainda mais rico… vou comprar a Fiat Automóveis!

Diz o terceiro lisboeta:
- Eu sou um magnata. Vou comprar todos os supermercados Continente!
O tripeiro  dá uma baforada no cigarrito, engole a saliva… faz uma
pausa… cospe no chão e diz:- Num bendo!…

Filed under: Humor

A relação pedagógica nos tempos modernos

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Index

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Música e vídeos dos anos 80

http://www.80smusicvids.com/

 

 

São dezenas. Centenas.

Também estão disponíveis jogos de plataformas e música e vídeos dos anos 90.

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Qual o café mais forte? O curto ou o cheio?

Quantos debates já tiveram à volta da questão: qual o café mais forte? O curto ou o cheio?

Aqui está a resposta (supostamente, pela Delta Cafés):

Bica "curta"
Volume total - ± 25 cc
Conteúdo de cafeína 87,0 mg

Bica "normal"
Volume total - ± 35 cc
Conteúdo de cafeína 94,5 mg

Bica "cheia"
Volume total - ± 45 cc
Conteúdo de cafeína 98,1 mg

Sendo assim, podemos concluir que um café espresso (vulgar "bica"),resulta da pressão a que a água atravessa as partículas de café moído e da consequente emulsão que essa pressão origina, das substâncias
gordas do café -os óleos aromáticos e os colóides, o que caracteriza e distingue esta bebida das restantes pela sua densidade, creme, corpo e sabor persistenye na boca.

Reconhece-se um bom espresso pela cor e textura do creme à superfície,o qual deverá ser levemente acastanhado (cor avelã) e com ligeiras nuances mais escuras no centro e sem "Bolhas". A sua espessura deverá
ser de 3 a 4 mm e consegue-se analisar essa espessura se ao deitarmos açúcar na bebida, o creme consiga sustentar durante poucos segundos essa quantidade de açúcar, indo-se depositando no fundo da chávena de
forma gradual.

Filed under: Música

Futebol na net

Não tem SportTV? Está longe do país e não tem acesso aos canais nacionais? E no entanto gostaria de acompanhar o futebol nacional… Eis a solução:

http://rojadirecta.com
http://lmmslive.wordpress.com/

E muito mais!

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Cristo encontrado num pacote de Cheetos

Um casal norte-americano do Texas, Dan e Sara Bell, viu Jesus num pacote de snacks de queijo.

Num dia normal, em que se deslocaram a uma estação de serviço como normalmente fazem Dan e Sara Bell compraram um pacote de Cheetos. Abriram-no e começaram a comer os aperitivos. Foi nesse momento que viram o Messias.

“Oh meu Deus olha para isto! Parece mesmo Jesus”, recorda Sara.

O casal baptizou o aperitivo de queijo de “Cheesus” e agora está a pensar vendê-lo no site de leilões eBay.

“Se só conseguirmos 25 cêntimos preferimos comê-lo”, contam. Por enquanto, o “Cheesus” está guardado numa caixa de plástico.

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Sem eira nem beira

Anda tudo do avesso

Nesta rua que atravesso

Dão milhões a quem os tem

Aos outros um passou-bem

Não consigo perceber

Quem é que nos quer tramar

Enganar/Despedir

E ainda se ficam a rir

Eu quero acreditar

Que esta merda vai mudar

E espero vir a ter

Uma vida bem melhor

Mas se eu nada fizer

Isto nunca vai mudar

Conseguir/Encontrar

Mais força para lutar…

(Refrão)

Senhor engenheiro

Dê-me um pouco de atenção

Há dez anos que estou preso

Há trinta que sou ladrão

Não tenho eira nem beira

Mas ainda consigo ver

Quem anda na roubalheira

E quem me anda a comer

É difícil ser honesto

É difícil de engolir

Quem não tem nada vai preso

Quem tem muito fica a rir

Ainda espero ver alguém

Assumir que já andou

A roubar/A enganar o povo que acreditou

Conseguir encontrar mais força para lutar

Mais força para lutar

Conseguir encontrar mais força para lutar

Mais força para lutar…

(Refrão)

Senhor engenheiro

Dê-me um pouco de atenção

Há dez anos que estou preso

Há trinta que sou ladrão

Não tenho eira nem beira

Mas ainda consigo ver

Quem anda na roubalheira

E quem me anda a foder

Há dez anos que estou preso

Há trinta que sou ladrão

Mas eu sou um homem honesto

Só errei na profissão

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